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Quando Sun Tzu participou da Copa

quarta-feira, 21 maio 2014

Na Copa de 2002, quando Luiz Felipe Scolari comandou a seleção brasileira, ele distribuiu a edição em pocket da L&PM de A arte da guerra, de Sun Tzu, para todos os jogadores. Na época, ele falou sobre essa estratégia tática para a Folha de S. Paulo. Leia abaixo um trecho da reportagem.

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“A ARTE DA GUERRA” SERÁ O MANUAL DA COPA

FÁBIO VICTOR – DA REPORTAGEM LOCAL / FERNANDO MELLO E JOSÉ ALBERTO BOMBIG  - DO PAINEL FC

Um pequeno livro, com 111 páginas numa edição de tamanho normal e 141 no formato de bolso, escrito há cerca de 2.500 anos, no século 6º antes de Cristo, é o principal guia da seleção brasileira para enfrentar a Copa do Mundo. Trechos de “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, um filósofo que se tornou general no reino Wu, estarão espalhados pelos quartos dos jogadores nas concentrações do time nacional na preparação para o Mundial. O mentor da estratégia é Luiz Felipe Scolari, entusiasta de técnicas de motivação e psicologia esportiva, supersticioso notório e admirador confesso do ex-ditador chileno Augusto Pinochet. A revelação foi feita por Scolari em entrevista exclusiva à Folha, na última quinta-feira, em dois momentos distintos: no início de uma visita à Redação do jornal e dentro de um carro rumo ao aeroporto de Congonhas, onde tomou um vôo para Porto Alegre. “A Arte da Guerra” prega basicamente que uma vitória militar depende mais de aspectos morais e intelectuais dos oficiais e das circunstâncias da batalha do que do poderio dos Exércitos. Um dos maiores clássicos da literatura de guerra, o livro teria servido de inspiração para Napoleão e foi manual para Mao Tsé-tung e para os exércitos chinês e russo ao longo da história.

Folha – Você vai estimular a leitura na concentração?
Scolari -
Vou levar alguns livros de motivação…

Folha – Quais livros?
Scolari -
A “Arte da Guerra” é um livro. Vou tentar passar para eles algumas coisas que eu leio ali, através do Rodrigo [Paiva, assessor de imprensa da CBF”, que vai bater no computador, ou do Guilherme [Ribeiro, administrador da CBF”, e fixar nos quartos. Vou levar os meus livros de motivação, um ou dois, que eu não vou ter muito tempo, não. Vou levar minhas revistas normais, porque ali tem umas frases para determinados momentos.

Leia aqui a reportagem completa.

“A arte da guerra” na arte da negociação

segunda-feira, 28 outubro 2013

Especialista em negociação e professor da HSM Educação, Renato Hirata escreveu um artigo no Jornal Zero Hora de domingo, 27 de outubro, no qual demonstra como A arte da guerra, de Sun Tzu, pode ser aplicado aos negócios e ao cotidiano. Hirata lista 12 passagens do livro que interessam, em especial, aos gestores. Leia abaixo o texto na íntegra:

A ARTE DA NEGOCIAÇÃO

Por Renato Hirata

De acordo com os filósofos da antiga China, quando distorcia seus propósitos de vida em consequência das ambições pessoais, a sociedade vivia em perpétuo estado de guerra. Os filósofos converteram a guerra em uma preocupação particular ao estudar os mecanismos de conflito humano e ao trans­formar sua compreensão em uma ciência de administra­ção de crises. Os clássicos sobre estratégia, como o famoso livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, geralmente contêm um apa­nhado filosófico da antiga China. Sun Tzu foi um general chinês que viveu no século 4 a.C. e que, no comando do exército real de Wu, acumulou vitórias, apesar da escassez de recursos. O dogma básico de Sun Tzu é que, se sua es­tratégia estiver bem fundamentada, você vencerá e, se tiver uma estratégia verdadeiramente boa, o fará sem lutar. Essa ênfase oriental difere da estratégia ocidental, que enfatiza a ação de lutar como meio de vencer uma guerra. As máximas de Sun Tzu são simples e, ainda assim, perspicazes. Seu poder prático é impres­sionante. Elas aplicam-se aos negócios e ao cotidiano. Abaixo, 12 passagens de sua obra que interes­sam aos gestores.

1. “Se você conhece o inimigo e a si mesmo, não tema o resultado de cem batalhas. Se se conhece, mas não ao inimigo, para cada vitória sofrerá uma de­rrota. Se não conhece nem o inimigo nem a si, perderá todas as lutas.”

É uma versão da matriz SWOT, formada por pontos fortes e fracos e amea­ças e oportunidades. Autoconhecimento e conhecimento do oponente são fa­tores críticos de qualquer planejamento estratégico. Reconhecer o que não se sabe é a maneira mais rápida de encontrar soluções em um cenário de incertezas.

2, “A arte da guerra é uma questão de vida ou morte, um caminho tanto para a segurança quanto para a ruína.”

Negociadores que estão comprome­tidos com o resultado estão prontos para “morrer” pela causa em questão. Quando “compram” o propósito, as agendas se abrem, facilitan­do o processo de entendimento dos interes­ses mútuos. Vendedores que acreditam que o problema deles é o cumprimento de metas não focam nos reais proble­mas dos clientes e, portanto, não têm nenhum compro­misso em resolvê-los.

3. “O mérito supremo consiste em quebrar a resis­tência do inimigo sem lutar.”

Uma das melhores ferramentas de negociação é a capa­cidade de ouvir. Quando sabemos ouvir, conseguimos en­tender. Negociadores que têm essa habilidade conseguem “desar­mar” com facilidade seus oponentes.

4. “O guerreiro inteligente vence com facilidade.”

A equação “fazer mais com menos e melhor” deve estar na mente do negociador de alta performance. Quando o esforço é descomunal, provavelmente esse profis­sional não está pensando estrategicamente.

5. “Preparar iscas para o inimigo, fingir de­sorganização e depois esmagá-lo. Quando perto, fazer ele acreditar que estamos longe. Se ele for superior, evite combate. Se ele for temperamental, procure irritá-lo. Finja estar fraco, ele se tornará arrogante. Ataque quando ele se mostrar despreparado.”

Táticas competitivas precisam ser utilizadas sempre que houver uma disputa. Para vencer, a saída é focar as fraquezas do adversá­rio para desequilibrar suas forças.

6. “Quando os emissários do inimigo são lisonjeiros, desejam trégua. Quando, sem prévio acordo, pedem trégua, estão arquitetando algo. Quando há desordem nas tropas, o general perdeu prestígio.”

Outra forma de evitar o confronto em áreas de desvantagem é gerar desordem e conflitos in­ternos no adversário. Se a companhia tem produtos co­moditizados (fornecidos por muitas empresas), sua força está no capital humano. Um processo de atração de ta­lentos pode enfraquecer o adversário.

7. “O tempo vale mais do que a superioridade numérica.”

Quando o tempo para a conclusão da ne­gociação é uma variável crítica de sucesso, o foco de de­cisão do negociador é minimizar perdas e não maximizar ganhos. Isso faz com que ele não consiga pensar em outras possibilidades de solução de problemas.

8. “Será vencedor quem souber quando e como lutar, manobrar e quem tiver capacidade militar, não sofrendo a interfe­rência do soberano.”

Negociadores que não têm alçada para decidir são “sol­dados”, cumprem com seu script. Não pensam e, portanto, não têm discernimento do timing de avançar e de recuar.

9. “Apenas gostar de palavras não basta, é preciso saber transformá-las em atos e ações.”

Alguns vendedores insistem que falar é me­lhor do que ouvir. Negociadores e líderes que têm discur­sos excepcionais, mas não conseguem entregar o que está no discurso perdem credibilidade com muita rapidez. A melhor maneira de ganhar credibilidade como negocia­dor ou como líder é cumprir com aquilo que se promete.

10. “O guerreiro vence os combates não come­tendo erros, pois conquista um inimigo já derrotado.”

O método tentativa e erro em negociação é irresponsável. Muitos executivos vão para uma reunião apenas com um “vamos ver o que eles desejam” . Se preparar para uma negociação não se resume em desenhar a estratégia. É importan­te que se faça o simulado para que todas as táticas sejam executadas com perfeição.

11 “O guerreiro hábil põe-se numa posição que torna a derrota impossível e não perde a oportunidade de aniquilar o inimigo.”

Quando temos outras formas de resolver nosso problema, nos colocamos em uma posição de alto poder. Isso faz com que possamos dirigir o processo de negociação.

12. “Quem ocupa primeiro o campo de opera­ções, esperando o inimigo, é aquele que se garante em posição de força. O que chega de­pois, lançando-se ao combate, já está enfraquecido.”

Em negociação, ocupar o campo de operações signifi­ca posicionar a marca na mente do consumidor como única opção. Os grandes players lutam para um market share cada vez maior. Quanto maior o poder, mais a estratégia se torna necessária.

A L&PM publica "A arte da guerra" em várias versões: ilustrado, grande, pequeno, em mangá e capa dura

A L&PM publica “A arte da guerra” em várias versões: ilustrado, grande, pequeno, em mangá e capa dura

Grandes clássicos agora em formato maior

quinta-feira, 5 setembro 2013

Tem gente que adora ler os grandes títulos da literatura universal em pocket. Mas tem aqueles que preferem um formato maior. Foi pensando nisso que a L&PM já começou a publicar os clássicos também em tamanho 14 x 21cm e com um preço super acessível.

O projeto da L&PM de publicar clássicos vem acontecendo nos últimos 20 anos. Alguns dos maiores tradutores brasileiros foram mobilizados para este trabalho e o resultado são mais de 500 novas traduções de alta qualidade técnica.

Os títulos da nova Série L&PM Clássicos que já chegaram são A metamorfose, seguido de O veredicto de Kafka; A arte da guerra de Sun Tzu e Ecce Homo de Nietzsche.

Os três primeiros clássicos que já chegaram

Os três primeiros clássicos que já chegaram

 Os lançamentos previstos para setembro e outubro são A arte de escrever de Schopenhauer; Discurso do método de Descartes; Romeu e Julieta e Otelo de Shakespeare; Édipo Rei de Sófocles; Elogio da Loucura de Erasmo e Da tranquilidade da alma de Sêneca.

Novos territórios em mangás

quinta-feira, 29 agosto 2013

Por Alexandre Boide*

Em novembro de 2008, começou a circular na imprensa internacional a notícia de que uma adaptação em mangá de O capital, de Karl Marx, seria lançada por uma editora japonesa, a East Press, e com a expectativa de que se tornasse um best-seller. A justificativa: o Japão estava mergulhado em uma recessão profunda, o Partido Comunista local vivia um ressurgimento e a literatura anticapitalista vinha em alta no país. Uma indicação clara nesse sentido era a de que o campeão de vendas da coleção em que Das Kapital seria publicado era Kanikōsen, que narra o sofrimento da tripulação de um barco de pesca de caranguejos sob a exploração implacável da indústria capitalista. Faltou dizer, porém, que a coleção incluía também adaptações de obras muito anteriores à própria existência do capitalismo (como Rei Lear e A divina comédia) e escritos de cunho político que de forma nenhuma se identificavam com a literatura de esquerda (como o manual de conduta marcial Bushidō: A alma do Japão e Mein Kampf, o manifesto nazista de Adolf Hitler). Portanto, era de se esperar que houvesse outras razões por trás do esperado sucesso do lançamento que viria (sucesso, aliás, que acabou se confirmando e gerando uma pequena corrida pelo licenciamento dos títulos em diversos países e idiomas).

De fato, a coleção Manga de Dokuha (em uma adaptação livre, algo com o sentido de “Aprendendo em mangá”) tem características bastante peculiares. A primeira delas é ser uma empreitada coletiva, centrada na figura de seu editor, Kasuke Maruo. É ele quem supervisiona um a um os roteiros (que já ultrapassaram a marca das cem HQs lançadas), que mais tarde são encaminhados para um estúdio terceirizado (Variety Artworks), que faz todo o trabalho de arte. É por isso que os títulos não trazem créditos de roteirista e desenhista responsáveis pela adaptação, apenas o nome do autor do original — a propriedade intelectual de todos os mangás é da East Press. Por outro lado, isso não significa de maneira nenhuma menos liberdade artística. Como toda adaptação que se preze, os mangás da coleção são obras com identidade própria — ainda que derivadas —, e portanto devem ser lidas e compreendidas de acordo com seus próprios termos, e não como simples espelhos do original. Assim, o milenar manual de estratégia militar A arte da guerra se torna a história de uma grande guerra entre os Sete Reinos da China medieval, em que o general Sun Tzu vai elaborando suas táticas geniais à medida que a ação acontece. O Manifesto do Partido Comunista, por sua vez, se transforma na saga de um grupo de trabalhadores que tenta se livrar da exploração patronal, o que serve como pano de fundo para expor a teoria e os fatos por trás da proposta ideológica de Marx e Engels. Em Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche, o protagonista vive no século XIX, e é criado dentro dos preceitos cristãos antes de sair propagando a ideia de que Deus está morto. E nem mesmo as obras de ficção precisam se limitar aos elementos contidos no original: em A metamorfose, por exemplo, passagens da biografia do autor, Franz Kafka, são incorporadas à história do personagem Gregor Samsa.

Se de fato cada contato com uma grande obra abre novos territórios e horizontes mentais para os leitores, os mangás desta coleção são uma prova do quanto essas incursões podem ser variadas. Alguns deles são como um voo panorâmico, que delineia os contornos gerais e as paisagens do local que está sendo visitado. Outros são como expedições noturnas lideradas por um guia, em que o facho de luz se concentra com mais ênfase em determinados aspectos, e a impressão que se tem do todo é inevitavelmente filtrada pelos olhos de quem segura a lanterna. Outros, ainda, são como picadas abertas a golpes de faca ao rés-do-chão — só depois de muito explorar é possível ter uma visão aproximada do todo. Seja como for, mesmo com toda sua pluralidade de abordagens, os mangás da East Press nunca deixam de se guiar por um preceito fundamental a qualquer coleção que se pretenda verdadeiramente universal: a livre exploração de pensamentos e ideias.

* Alexandre Boide é tradutor e responsável pela preparação dos títulos dos Clássicos em Mangás (da East Press) que estão sendo publicados na Coleção L&PM Pocket.

A arte da guerra, Hamlet, O grande Gatsby e Assim falou Zaratustra em mangá já chegaram. Os próximos títulos a serem lançados são O contrato social, A metamorfose, Manifesto do partido comunista, Em busca do tempo perdido e Ulisses.

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Os clássicos em mangás que já estão disponíveis

Pockets de luxo a caminho

terça-feira, 14 maio 2013

Eles estão quase chegando. Os primeiros volumes da Coleção Pocket Premium L&PM darão o ar da graça no início da semana que vem. A Premium terá pockets em capa dura, com títulos especialmente selecionados que certamente vão encantar colecionadores. Todas as capas seguirão o mesmo padrão: fundo preto, nome do autor em branco e título sobre faixa amarela. Um luxo só!

Os primeiros quatro títulos são “On the road”, de Jack Kerouac; “O príncipe”, de Maquiavel, “A arte da guerra”, de Sun Tzu e “Morte na Mesopotâmia”, de Agatha Christie.  

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Os lançamentos serão sempre de quatro em quatro títulos, depois destes primeiros, virão “Mulheres”, de Bukowski; “O coração das trevas”, de Joseph Conrad; “Quintana de bolso”, de Mario Quintana e “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen.

Somos todos guerreiros…

terça-feira, 30 abril 2013

A arte da guerra“, de Sun Tzu, é considerado o mais antigo tratado militar do mundo. Mas será que Sun Tzu realmente existiu ou é uma figura lendária? Isso pouco importa… O fato é que um texto que remonta à turbulenta época dos Estados Guerreiros da China, há quase dois mil e quinhentos anos, chegou até nós trazendo as ideias de um filósofo-estrategista que certamente comandou e venceu muitas batalhas. Os conselhos de guerra de Sun Tzu são, na verdade, conselhos de vida. Justamente por isso, esse tratado segue sendo um livro atual. Que mostra que, na batalha do dia-a-dia, somos todos guerreiros.

“Se quisermos que a glória e o sucesso acompanhem nossas armas, jamais devemos perder de vista os seguintes fatores: a doutrina, o tempo, o espaço, o comando, a disciplina.” (do Capítulo I de “A arte da guerra”, de Sun Tzu)  

Na Coleção L&PM Pocket, há um volume de "A arte da guerra", ilustrado por Gilmar Fraga

Na Coleção L&PM Pocket, há um volume de “A arte da guerra”, ilustrado por Gilmar Fraga

 

Sun Tzu de roupa nova

quinta-feira, 24 maio 2012

Quando o ilustrador Gilmar Fraga recebeu a missão de desenhar algumas passagens do clássico A arte da guerra, de Sun Tzu, a primeira coisa que ele fez foi pegar o volume da Coleção L&PM Pocket e marcar os trechos que mais lhe chamavam a atenção. Feito isso, partiu para o ataque e, depois de buscar referências nas HQs e filmes de artes marciais, apresentou 25 ilustrações primorosas, que deixaram o livro ainda mais atraente. E assim, nesta nova edição de A arte da guerra que agora chega, os leitores encontram o mesmo conteúdo da edição anterior, a mesma tradução de Sueli Barros Cassal (a partir daquela feita do chinês para o francês, em 1772, pelo Padre Amiot) e até o mesmo preço da anterior: R$ 9,50. Mas não há dúvida de que também encontram muito mais arte.

“A arte da guerra” agora com mais arte

sexta-feira, 11 maio 2012

A arte da guerra, de Sun Tzu, é um daqueles livros muito antigos que continua sendo muito atual. Escrito um século antes de Cristo, é considerado o mais remoto tratado militar do mundo. Mas o que encanta os leitores não são as suas dicas de como vencer o inimigo além da fronteira, mas a forma como as estratégias podem ser aplicadas na vida, em cada guerra pessoal que travamos: da guerra dos sexos à guerra nas empresas.

A tradução da L&PM, de Sueli Barros Cassal a partir daquela feita do chinês pelo Padre Amiot em 1772, é fluente e sonora. Como a própria Sueli escreve no prefácio do livro “O Padre Amiot deixou de lado os comentários que foram acrescentados aos versículos, ao longo do tempo, por vários comentadores chineses. (…) E dois milênios depois, ainda conserva seu fulcro original e sua dicção aforismática e oracular”.

O livro, que é um dos maiores sucessos da Coleção L&PM Pocket, ganhou algo a mais: ilustrações belíssimas feitas por Gilmar Fraga e uma nova capa. Veja alguns dos desenhos feitos especialmente para o clássico de Sun Tzu:

Clique aqui e assista ao vídeo em que Gilmar Fraga conta como foram feitas as ilustrações e de onde veio sua inspiração.

Bob Dylan e sua nova casa

terça-feira, 24 maio 2011

Por Paula Taitelbaum*

Ler ao som de Forever Young

Bob Dylan sete vezes dez. “Like a Rolling Stone Age”. Setenta anos na ativa. Altivo: Forever Young. Bob Dylan que nasceu Robert Allen Zimmerman em 24 de maio de 1941. Mas mudou. Inventou fases e faces. Fez, tez, não perdeu a vez. Bob Dylan nos anos setenta. Oitenta. Noventa. Cem. Sem máscaras, sem mordaças, sem…pre mordaz. Bob Dylan americanamente desamericano. Talvez insensato, mas jamais insano. Bob Dylan declaradamente leitor influenciado por Arthur Rimbaud, ThoreauBaudelaire, Jack Kerouac. Amigo de Allen Ginsberg. E amante de Joseph Conrad, Franz Kafka, Mark Twain, John Steinbeck, Lawrence Ferlinghetti, William Shakespeare e até Sun Tzu. Bob Dylan que é L&PM: Lyric, Poet, Master. E que por isso, com certeza, aqui se sentiria em casa… E não apenas na casa dos setenta – esta na qual ele entra hoje como uma pedra que rola.

Bob Dylan e Allen Ginsberg junto ao túmulo de Jack Kerouac em 1976

* Paula Taitelbaum é escritora, coordenadora do Núcleo de Comunicação da L&PM e fã confessa de Bob Dylan.