Arquivo mensais:outubro 2019

Leonardo da Vinci: para um grande gênio, uma grande exposição

LEONARDO DA VINCI 500 LOUVRE

Quinhentos anos depois da morte de Leonardo da Vinci, o Museu do Louvre inaugura na quinta-feira, 24 de outubro, a maior exposição já organizada sobre a obra do gênio renascentista.

São 162 pinturas, desenhos, manuscritos, esculturas e outros objetos, reunidos após um grande trabalho de pesquisa que durou dez anos.

“Ele não publicou nada, pintou pouco e seus quadros ficaram inacabados. Mas as pessoas ficam fascinadas. Sua obra é um reflexo de sua vida”, resumiu Vincent Delieuvin, do departamento de pinturas do Louvre de Paris e um dos curadores da mostra.

Até o momento foram reservados 180.000 ingressos para a exposição. Ao lado da mostra sobre Tutankamon, que recebeu 1,42 milhões de visitantes, a exposição Da Vinci será sem dúvida o grande evento cultural do ano na França.

A Mona Lisa, sua obra mais famosa e símbolo do Louvre, não faz parte da mostra, mas poderá ser observada na Sala dos Estados, a poucos metros do espaço reservado para a exposição.

O visitante, com a ajuda de um capacete, poderá admirar o sorriso enigmático da obra em uma breve montagem de realidade virtual que restaura sua luminosidade inicial, sem o tom amarelado que adquiriu com o passar do tempo.

A retrospectiva foi construída de forma didática e pretende ser uma espécie de viagem à rica personalidade do pintor italiano protegido pelos príncipes.

Graças a uma reflectografia de infravermelho é possível examinar as diferentes etapas da concepção e elaboração dos quadros. Leonardo trabalhava suas obras, às vezes, durante 15 anos e as deixava inacabadas. Cada pintura é uma história, geralmente com vários significados, símbolos, dúvidas e segredos. Cada gesto, cada dedo significa algo. A expressão dos sorrisos tem mil interpretações.

Na obra “São João Batista”, por exemplo, o “sfumato” (técnica que atenua os contornos e os detalhes) faz com que o profeta que anuncia a vinda de Jesus Cristo “saia da escuridão e retorne ao mesmo tempo à sombra” uma vez que sua mensagem foi proclamada, destaca Vincent Delieuvin.

“Um significado poderoso e uma técnica deslumbrante”, elogia.

Muito exigente, Leonardo queria colocar a ciência a serviço da pintura para oferecer a visão mais precisa e mais profunda possível do homem e da natureza.

O Louvre insiste que a exposição deseja mostrar que a pintura era essencial e não secundária para Leonardo da Vinci. Que era a culminância visual de suas pesquisas científicas e não o contrário. Leonardo foi um sábio e um gênio, mas também um utópico, um homem com curiosidade por tudo, que buscava uma explicação para a essência da vida, para expressá-la depois, o mais fielmente possível, em um quadro ou desenho.

Uma batalha diplomática entre Paris e Roma precedeu a inauguração da mostra. O governo da Itália se mostrou relutante a emprestar obras de Leonardo da Vinci à França e alegou que, apesar de ter morado os últimos três anos de sua vida na França, era um artista italiano.

Finalmente, a justiça italiana autorizou o empréstimo do famoso “Homem Vitruviano”, exibido normalmente em Veneza. Outros empréstimos chegaram de outros museus italianos, de coleções inglesas e até do Metropolitan Museum de Nova York.

A L&PM publica o livro Leonardo da Vinci, de Sophie Chauveau, na Série Biografias e também Roubaram a Mona Lisa! O extraordinário relato do maior roubo de arte da história, de R. A. Scotti.

leonardo dupla de livros

 

Meio século sem Jack Kerouac

Na data de hoje, cinquenta anos atrás, Jack Kerouac falecia em São Petersburgo, na Flórida. Doze anos antes, seu livro On the road era lançado para se tornar uma das mais significativas e influentes obras da literatura norte-americana. Kerouac estava no epicentro da Geração Beat, mas não gostava de ser chamado de “o rei dos beats”. Ao contrário: a súbita fama que acompanhou a publicação de On the road lançou-o em uma espiral de autodestruição que culminaria em uma morte precoce aos 47 anos.

Embora seu primeiro romance, Cidade pequena, cidade grande (The town and the city), tenha sido escrito de um modo bastante tradicional, foi por ter inventado a “prosa espontânea”, supostamente sem revisão, que Kerouac gravou seu nome para sempre na história da literatura americana e mudou o cenário cultural a partir de On the road.

Toda a obra de Kerouac é uma obra autobiográfica, cujos personagens foram as pessoas que entraram e saíram de sua vida. Não é nenhum segredo que Sal Paradise, de On the road, é o próprio Jack Kerouac, enquanto seu amigo e companheiro de estrada Neal Cassady é o famoso Dean Moriarty.

Depois de uma juventude selvagem e produtiva, Kerouac mergulhou na bebida e recuou para o lado de sua mãe. Ele passou a não sair mais de casa, ficou amargurado com a recepção crítica de muitos de seus livros que vieram depois, rejeitou completamente a contracultura que ele ajudara a criar e terminou como um alcoólatra clássico, morrendo de cirrose hemorrágica.

Mas não precisamos pensar nele assim. Para os fãs de On the Road, a imagem que fica é a de um Kerouac atlético, aventureiro, apaixonado pela poeira da estrada e pelas águas do mar. Um Jack Kerouac eternamente Sal Paradise.

KerouacBracosCruzAlta

Prêmio Nobel de Literatura 2019? Temos

Você já leu o austríaco Peter Handke, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2019? Se ainda não leu, sugerimos começar com o conto “O bufarinheiro”, escrito por ele e que faz parte do livro Escombros e Caprichos – O Melhor do conto alemão no século 20 (L&PM Editores, 2004), organizado por Rolf G. Renner e Marcelo Backes. Handke foi agraciado deste ano pelo trabalho influente, que “com engenhosidade linguística explorou as peripécias e especificidades da experiência humana”.

CONTO ALEMAO INSTA menor

No final da coletânea de contos, há um glossário com  todos os autores e o de Handke conta que ele “nasceu em Griffen, Kärnten, na Áustria, em 6 de dezembro de 1942. Em 1976, recebeu o prêmio Georg Büchner, e em 1979, o prêmio Kafka de Literatura, entre outros. Depois de um princípio crítico e experimental, Handke retrocederia aos aspectos privados e subjetivos da vida humana, manifestando um ideal de arte neorromântico, numa obra deliberadamente desconexa, às vezes. (…) Em ‘O bufarinheiro’, publicado em livro em 1967, Handke se ocupa de um de seus temas prediletos: o poder dos estereótipos linguísticos sobre a realidade. O vigor teatral — quase de opereta  — do conto evidencia o caráter encenado da realidade…

PETER HANDKER

O livro traz 54 brilhantes autores de língua alemã, sendo mais quatro vencedores do Nobel, além de Peter Handke: Thomas Mann (1929), Günter Grass (1929), Elfríede Jelinek (2004) e Hertan Müller (2009). Além deles, há nomes bem conhecidos como Franz Kafka, Bertold Brecht, Stefan Zweig e Friedrich Dürrenmatt.

Eventos do livro no Rio e em São Paulo

Outubro começou bem para quem ama livros. No Rio, a Primavera Literária acontece entre 3 e 6 de outubro. Em São Paulo tem o Festival Mário de Andrade – A Virada do Livro de 4 a 6 de outubro. Dois eventos imperdíveis que a L&PM Editores marcará presença. Além dos estandes em que as editoras venderão seus livros, haverá uma intensa programação. Na Primavera Literária, promovida pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), acontecem bate-papos, conversas, mesas de debates e lançamentos, além de uma programação educativa e infantil com contação de histórias e oficinas de ilustrações. Já no Festival Mário de Andrade acontecem mais de 150 atividades como oficinas, encontros com autores, espetáculos de rua, duelo de cordel, sarau, teatro, dança e música realizadas em onze pontos da cidade.

PRIMAVERA LITERARIA QUADRADO

PRIMAVERA LITERÁRIA

Quando: de 3 a 6 de outubro das 10h às 20h

Onde: Museu da República – Rua do Catete, 153

Quanto: Grátis

Clique aqui para ver a programação completa

FESTIVAL MARIO DE ANDRADE CARD

FESTIVAL MÁRIO DE ANDRADE

Quando: de 4 a 6 de outubro

Onde: A L&PM estará na Rua Cel. Xavier de Toledo, tendas B17 e B17.1Eixo

 Quanto: Grátis

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