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Autor de “Chernobyl” nos conta sua experiência como consultor da minissérie

segunda-feira, 13 janeiro 2020

A pedido da L&PM Editores, que publica o livro “Chernobyl 01:23:40″ no Brasil, Andrew Leatherbarrow nos enviou um texto sobre a experiência que teve como consultor da minissérie que recebeu o Globo de Ouro. A tradução do texto é de Luciana Rodrigues.

chernobyl andrew

Estou muito feliz que a minissérie Chernobyl da HBO & Sky ganhou dois prêmios no Globo de Ouro deste ano, um para Stellan Skarsgård (ator coadjuvante) e um de melhor minissérie — ambos muito merecidos. Quando fui contatado pelo assistente de Craig Mazin para fazer algumas pesquisas para ele, em março de 2017, eu estava inicialmente cético sobre o rumo da conversa. Várias entidades já haviam discutido sobre o licenciamento do meu livro ‘Chernobyl 01:23:40′ para filmes e séries de TV antes, mas todas pareciam estar mais interessadas no dinheiro fácil e não ​​na essência do desastre de 1986. A maioria dos filmes do tipo “baseado em fatos reais” pega apenas a premissa mais básica de um evento e depois ignora completamente o que aconteceu, exagerando em todos os aspectos. Porém, quando conversei com ele, ficou claro que a principal preocupação era escrever um tributo às pessoas envolvidas. Ele incluiu diversos elementos e, basicamente, tudo o que havia acontecido em Chernobyl aconteceria em sua história.  Também me fez várias perguntas hiperdetalhadas sobre o específico reator nuclear envolvido (tive que vasculhar meus livros e falar com especialistas que conheço para tentar responder) porque ele realmente se importava com os detalhes, mesmo havendo me avisado na época que nada assim tão específico seria incluído — ele só queria saber para fazer jus à história.

Ao visitar as filmagens no verão de 2018, fiquei impressionado com o que vi. Salas e mais salas de figurinistas cercados por centenas de roupas soviéticas dos anos 80; um departamento de arte repleto de esboços, modelos e pinturas incríveis de tudo da minissérie; veículos antigos sendo reparados e repintados para serem exibidos nas cenas; um depósito gigantesco repleto de coisas e itens soviéticos; atores andando de um lado para o outro ensaiando suas falas. Por fim, uma recriação perfeita em grande escala da fatídica sala de controle. Não consigo descrever o quão surreal foi ficar de pé assistindo os atores representarem os eventos reais em uma recriação do lugar real diante dos meus olhos. Craig, Johan, o diretor e eu, passamos um tempo discutindo sobre como os homens estariam pensando e como eles se comportariam etc., eles realmente se preocupavam muito com a maior aproximação possível da provável realidade. Estou feliz que o programa tenha recebido o reconhecimento que merece e é ótimo vê-lo ganhando prêmios também, depois de todo o trabalho duro. Me sinto honrado por ter desempenhado um pequeno papel em sua criação.

Estreia nova adaptação de “Mulherzinhas”

quinta-feira, 9 janeiro 2020

Estreia nesta quinta-feira, 9 de janeiro, no Brasil, a nova adaptação do romance Mulherzinhas (Little Woman), de Louisa May Alcott. O drama, que tem muito de autobiográfico, foi escrito para ser uma história adolescente, mas conquistou mulheres de todas as idades e todas as épocas a partir de então. E levou Alcott a criar continuações literárias para as irmãs da família March. Agora, 150 anos depois de sua publicação original, chega mais uma adaptação aos cinemas com o título de “Adoráveis Mulheres”. Dessa vez, num filme roteirizado e dirigido por Greta Gerwig (de Lady Bird: A Hora de Voar). É uma adaptação fiel do texto de Alcott sobre a situação social das mulheres no fim do século 19, mas a obra ganhou uma atualização: fã do livro, Gerwig realçou o subtexto feminista. Em uma recente entrevista, a diretora disse que o livro havia ficado envolvido numa “moralidade de cartão postal”.

— Quando voltei a lê-lo já adulta, percebi como era espinhoso, estranho e revolucionário —afirmou ao El País. — Uma das coisas de que gosto em Alcott é que seu feminismo não é excludente: vê como uma mudança em que mulheres e homens saem ganhando.

Conheça as principais personagens e as atrizes que as interpretam:

jo blogJosephine March / Saoirse Ronan – Conhecida por Jo, é a escritora da família. Personagem que tem traços da própria Louisa May Alcott – na cena de abertura, ouve de um editor uma regra fundamental para histórias com protagonista feminina com a qual não concorda. Jo é um espírito indômito, uma personagem à qual Saoirse Ronan se entrega de tal maneira que, em alguns instantes, parece que vai saltar para fora da tela, de tão viva.

AMY BLOGAmy March / Florence Pugh - Amy à primeira vista, é fútil e até cruel. Mas, na visão de Greta Gerwig, ela é a garota que diz mais claramente o que quer e a que mais se esforça para consegui-lo 0 “É significativo que durante 150 anos não tenhamos gostado dela”, disse a diretora. “Talvez seja um símbolo do progresso que tenhamos mudado de ideia.” Com os olhos penetrantes e a voz grave de Florence, a personagem torna-se ainda mais forte.

meg emma blogMeg March / Emma Watson – Meg é a irmã March que, voluntariamente, troca seu talento como atriz por uma vida como esposa e mãe. Não é fácil – não porque falte amor do ou pelo marido, mas porque falta grana. O embate entre seus sonhos – ou o que seriam os sonhos impostos pela sociedade – e a realidade é brilhantemente sintetizado logo no começo do filme, quando Greta Gerwig, em cenas curtas, apresenta e define a personalidade das quatro irmãs.

BETH BLOGBeth March / Eliza Scanlen – encarna Beth, a pianista e a mais frágil das irmãs March – foi por ser legítima herdeira do coração da mãe (capaz de doar a ceia de Natal da família para imigrantes pobres) que acabou contraindo a grave febre escarlatina. Participa de poucos diálogos, mas seu olhar ora generoso, ora assustado é bastante eloquente. E é em torno de Beth que gira boa parte do drama familiar já que precisam tratar da sua doença.

MARMEE BLOGMarmee March / Laura Dern – A mãe das das meninas March, espera o marido voltar da guerra, enquanto cuida sozinha da família. Uma de suas frases reflete, em um filme de época, a resignação sofrida de muitas mulheres contemporâneas às convenções sociais:
— Eu tenho raiva quase todos os dias da minha vida, mas 40 anos de prática me ensinaram a não demonstrá-la.

TIA BLOGTia March / Meryl Streep – Na pele de tia March, a rica e aristocrata da família, Meryl Streep é responsável por muitas das tiradas cômicas (algumas, diga-se, maldosas) do filme, como quando diz:
— Eu posso não estar sempre certa, mas eu nunca estou errada.
Meryl Streep também se declarou fã do livro e deu várias sugestões para Greta Gerwig.

 

A L&PM publica Mulherzinhas na Coleção L&PM Pocket com tradução de Denise Bottmann e Federico Carotti.

Mulherzinhas

“Chernobyl” vence Globo de Ouro 2020 de melhor minissérie

segunda-feira, 6 janeiro 2020

Chernobyl-HBO

A série “Chernobyl”, da HBO, já figurava em praticamente todas as listas das “melhores séries de 2019″. Agora, o posto de “melhor” foi oficialmente ocupado por ela ao vencer o Globo de Ouro 2020 na categoria Série, Minissérie ou Filme de TV. Além disso, o ator Stellan Skarsgård levou o troféu de melhor ator coadjuvante.

O consultor da série, Andrew Leatherbarrow, é autor do livro Chernobyl – 01:23:40, publicado no Brasil pela L&PM. A obra apresenta um relato claro, preciso e instigante sobre o pior acidente nuclear de todos os tempos, além de mostrar o que resta hoje da cidade-fantasma de Pripyat, onde ficava a usina. O livro traz também um caderno de fotos coloridas de autoria de Leatherbarrow.

Assistir a Chernobyl, assim como ler o livro, é fundamental para conhecer este evento histórico que marcou profundamente o mundo.

Chernobyl

“J’accuse”, novo filme de Roman Polanski

sexta-feira, 27 dezembro 2019

Desde que foi apresentado na competição do Festival de Veneza, em setembro passado, quando saiu com o Grande Prêmio do Júri, que novo filme de Roman Polanski tem sido algo de grande expectativa e polêmica. E mesmo sob novas acusações de assédio, negadas pelo diretor, parece não haver dúvida de que se trata de um ótimo filme e de um grande sucesso já que em menos de 15 dias desde sua estreia na França ele já foi visto por mais de um milhão de espectadores. “J’accuse!” conta a história do célebre caso Dreyfus, um oficial do exército, judeu, vítima de uma armação política e injustamente condenado por alta traição. O filme ainda não tem data para chegar às salas de cinema do Brasil.

Para saber mais sobre o Caso Dreyfus, nada melhor do que ler J’accuse! A verdade em marcha, de Émile Zola, e publicado na Coleção L&PM Pocket. Em 13 de janeiro de 1898, Zola tornou pública a sua opinião sobre o caso numa carta aberta ao presidente da França que acabou virando um livro. A obra tornou-se uma ode à liberdade de expressão e aos direitos humanos.

Jaccuse

Estrelando: Martha Medeiros

terça-feira, 10 dezembro 2019

Comigo no cinema – Reflexões depois do The End é o livro que Martha Medeiros autografa na terça-feira, 10 de dezembro, na PocketStore Livraria em Porto Alegre. Para conhecer um pouco mais sobre o livro leia a matéria de Alexandre Lucchese publicada no Segundo Caderno do Jornal Zero Hora.

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“O velho marinheiro”, de Alcy Cheuiche, na Revista do Clube Naval

segunda-feira, 9 dezembro 2019

A Revista do Clube Naval número 391 traz uma matéria sobre o livro O velho marinheiro: a história de vida do Almirante TamandaréNo livro, Alcy Cheuiche impressiona por sua capacidade em recriar fatos e ambientes, não só em diferentes lugares do Brasil, como também na Inglaterra, França, Uruguai, Ar­gentina, Paraguai, colocando sangue nas veias de tantos personagens, sem nunca desviar-se do curso verdadeiro da História. E, para isso, contou com o apoio irrestrito da Marinha do Brasil, que lhe deu acesso a todos os documen­tos para consulta e lhe proporcionou o suporte logístico necessário para a recriação dos mínimos detalhes da trajetória do Almirante que é o patrono da Marinha do Brasil.

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“Emma”, de Jane Austen, ganha nova adaptação para o cinema

quinta-feira, 5 dezembro 2019

Emma Woodhouse é uma jovem rica e inteligente, que mora com seu pai e não tem pretensões de se casar tão cedo. Ela adora dar uma de cupido, tentando juntar casais que, entre seus conhecidos, ela considera que combinam. Emma é bem imaginativa e teimosa e acaba causando muitas confusões, inclusive na sua própria vida amorosa.

Considerada o história mais cômica escrita por Jane Austen, Emma, de 1816, foi a última obra da escritora inglesa publicada em vida. Apresentando a mais independente das heroínas de Austen, traz as qualidades magistrais que transformariam seus livros em grandes clássicos da literatura universal: a leveza perspicaz da comédia de costumes, a voz narrativa única, a engrenagem primorosa do enredo, a comicidade dos diálogos e a observação arguta sobre o espaço da mulher num mundo masculino.

E a boa notícia é que Emma ganhou uma nova adaptação para o cinema com a jovem estrela Anya Taylor-Joy no papel principal (de Fragmentado e A Bruxa). No Reino Unido, o lançamento está previsto para 14 de fevereiro, mas no Brasil a gente só sabe por enquanto que é em 2020. Mas o trailer legendado já foi divulgado:

Emma é publicado na Coleção L&PM Pocket.

Os 200 anos do Museu do Prado

terça-feira, 19 novembro 2019

MUSEU DO PRADO

No dia 19 de novembro de 1819, há 200 anos, o Museu do Prado, um dos mais importantes museus do mundo, finalmente abria suas imensas portas para receber o público e renomados artistas. A proposta era a modernização da cidade de Madri e a valorização de obras colecionadas por grandes personalidades da época. As paredes que foram contempladas com obras de Goya, Velázquez e Rembrandt, já haviam sido usadas também para abrigar uma imensa estrebaria da Cavalaria Napoleônica. Naquela época, saques do exército foram realizados após a expulsão dos franceses, porém a imensa obra arquitetônica manteve-se firme.

Após o incentivo da Rainha Maria Isabel de Bragança, o grande quartel finalmente deu lugar para o Museu das Pinturas e Esculturas, que mais tarde receberia seu nome atual.

Pra quem não pode ir voando para Madrid, agora, recomendamos um tour pelo museu aqui mesmo:

E como parte da comemoração dos 200 anos, foi produzido um vídeo por Rino Stefano Tagliafierro e seus colaboradores, em que algumas das mais célebres pinturas que estão no Museu do Prado podem ser vistas em movimento, quase como um mergulho em cada obra. Confira aqui:

E pra finalizar, se você é um amante das artes e gostaria de conhecer mais sobre Goya e outros importantes artistas espanhois (e de outras nacionalidades também), a nossa dica é “Teoria da Arte”, de Cynthia Freeland, publicado na coleção L&PM Pocket.

Neste livro, é possível compreender as inovações e controvérsias no campo artístico, através de uma reflexão profunda sobre expressões artísticas, desde a antiguidade até os dias atuais.

Dr. Fernando Lucchese e sua “Segunda Chance”

terça-feira, 5 novembro 2019

Segunda Chance – A vida depois da doençaé o novo livro do Dr. Fernando Lucchese que será autografado na Feira do Livro de Porto Alegre na terça-feira, 5 de novembro, às 18h30.

Nesta nova obra, o renomado cirurgião vascular apresenta textos que falam sobre a importância de mudar o estilo de vida após superar uma doença. Leia abaixo a entrevista concedida à repórter Camila Kosachenco do Caderno Vida do Jornal Zero Hora, publicada em 3 de novembro.

Clique sobre a entrevista para ampliá-la

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Leonardo da Vinci: para um grande gênio, uma grande exposição

quinta-feira, 24 outubro 2019

LEONARDO DA VINCI 500 LOUVRE

Quinhentos anos depois da morte de Leonardo da Vinci, o Museu do Louvre inaugura na quinta-feira, 24 de outubro, a maior exposição já organizada sobre a obra do gênio renascentista.

São 162 pinturas, desenhos, manuscritos, esculturas e outros objetos, reunidos após um grande trabalho de pesquisa que durou dez anos.

“Ele não publicou nada, pintou pouco e seus quadros ficaram inacabados. Mas as pessoas ficam fascinadas. Sua obra é um reflexo de sua vida”, resumiu Vincent Delieuvin, do departamento de pinturas do Louvre de Paris e um dos curadores da mostra.

Até o momento foram reservados 180.000 ingressos para a exposição. Ao lado da mostra sobre Tutankamon, que recebeu 1,42 milhões de visitantes, a exposição Da Vinci será sem dúvida o grande evento cultural do ano na França.

A Mona Lisa, sua obra mais famosa e símbolo do Louvre, não faz parte da mostra, mas poderá ser observada na Sala dos Estados, a poucos metros do espaço reservado para a exposição.

O visitante, com a ajuda de um capacete, poderá admirar o sorriso enigmático da obra em uma breve montagem de realidade virtual que restaura sua luminosidade inicial, sem o tom amarelado que adquiriu com o passar do tempo.

A retrospectiva foi construída de forma didática e pretende ser uma espécie de viagem à rica personalidade do pintor italiano protegido pelos príncipes.

Graças a uma reflectografia de infravermelho é possível examinar as diferentes etapas da concepção e elaboração dos quadros. Leonardo trabalhava suas obras, às vezes, durante 15 anos e as deixava inacabadas. Cada pintura é uma história, geralmente com vários significados, símbolos, dúvidas e segredos. Cada gesto, cada dedo significa algo. A expressão dos sorrisos tem mil interpretações.

Na obra “São João Batista”, por exemplo, o “sfumato” (técnica que atenua os contornos e os detalhes) faz com que o profeta que anuncia a vinda de Jesus Cristo “saia da escuridão e retorne ao mesmo tempo à sombra” uma vez que sua mensagem foi proclamada, destaca Vincent Delieuvin.

“Um significado poderoso e uma técnica deslumbrante”, elogia.

Muito exigente, Leonardo queria colocar a ciência a serviço da pintura para oferecer a visão mais precisa e mais profunda possível do homem e da natureza.

O Louvre insiste que a exposição deseja mostrar que a pintura era essencial e não secundária para Leonardo da Vinci. Que era a culminância visual de suas pesquisas científicas e não o contrário. Leonardo foi um sábio e um gênio, mas também um utópico, um homem com curiosidade por tudo, que buscava uma explicação para a essência da vida, para expressá-la depois, o mais fielmente possível, em um quadro ou desenho.

Uma batalha diplomática entre Paris e Roma precedeu a inauguração da mostra. O governo da Itália se mostrou relutante a emprestar obras de Leonardo da Vinci à França e alegou que, apesar de ter morado os últimos três anos de sua vida na França, era um artista italiano.

Finalmente, a justiça italiana autorizou o empréstimo do famoso “Homem Vitruviano”, exibido normalmente em Veneza. Outros empréstimos chegaram de outros museus italianos, de coleções inglesas e até do Metropolitan Museum de Nova York.

A L&PM publica o livro Leonardo da Vinci, de Sophie Chauveau, na Série Biografias e também Roubaram a Mona Lisa! O extraordinário relato do maior roubo de arte da história, de R. A. Scotti.

leonardo dupla de livros