Meio século sem Jack Kerouac

Na data de hoje, cinquenta anos atrás, Jack Kerouac falecia em São Petersburgo, na Flórida. Doze anos antes, seu livro On the road era lançado para se tornar uma das mais significativas e influentes obras da literatura norte-americana. Kerouac estava no epicentro da Geração Beat, mas não gostava de ser chamado de “o rei dos beats”. Ao contrário: a súbita fama que acompanhou a publicação de On the road lançou-o em uma espiral de autodestruição que culminaria em uma morte precoce aos 47 anos.

Embora seu primeiro romance, Cidade pequena, cidade grande (The town and the city), tenha sido escrito de um modo bastante tradicional, foi por ter inventado a “prosa espontânea”, supostamente sem revisão, que Kerouac gravou seu nome para sempre na história da literatura americana e mudou o cenário cultural a partir de On the road.

Toda a obra de Kerouac é uma obra autobiográfica, cujos personagens foram as pessoas que entraram e saíram de sua vida. Não é nenhum segredo que Sal Paradise, de On the road, é o próprio Jack Kerouac, enquanto seu amigo e companheiro de estrada Neal Cassady é o famoso Dean Moriarty.

Depois de uma juventude selvagem e produtiva, Kerouac mergulhou na bebida e recuou para o lado de sua mãe. Ele passou a não sair mais de casa, ficou amargurado com a recepção crítica de muitos de seus livros que vieram depois, rejeitou completamente a contracultura que ele ajudara a criar e terminou como um alcoólatra clássico, morrendo de cirrose hemorrágica.

Mas não precisamos pensar nele assim. Para os fãs de On the Road, a imagem que fica é a de um Kerouac atlético, aventureiro, apaixonado pela poeira da estrada e pelas águas do mar. Um Jack Kerouac eternamente Sal Paradise.

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