Posts Tagged ‘Gilmar Fraga’

Quatro mestres da ilustração em uma oficina sobre Dom Quixote

quinta-feira, 18 julho 2013

Uma oficina muito legal vai acontecer durante o 8º Festival de Inverno de Porto Alegre, promovido pela Coordenação do Livro e Literatura. Dom Quixote em quatro traços irá reunir desenho e literatura. A ideia é trabalhar uma cena, uma personagem ou o livro Dom Quixote La Mancha, de Miguel de Cervantes. Para ministrar essa atividade, foram convidados quatro desenhistas gaúchos, todos eles autores ou ilustradores aqui da casa: Santiago, Edgar Vasques, Gilmar Fraga e Iotti. Cada dia, entre 22 e 25 de julho, um deles irá demonstrar sua técnica e sua interpretação. 

quixote_quatrotracos

DOM QUIXOTE EM QUATRO TRAÇOS
22/jul: Santiago
23/jul: Edgar Vasques
24/jul: Gilmar Fraga
25/jul: Iotti
Sempre das 9h às 11h
Atelier Livre – Sala de Desenho 1
R$ 20,00

INSCRIÇÕES
Coordenação do Livro e Literatura:
Av. Erico Verissimo, 307 – subsolo da Biblioteca Municipal Josué Guimarães.
De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h.
Mais informações pelos fones: 3289.8071/3289.8072

Sun Tzu de roupa nova

quinta-feira, 24 maio 2012

Quando o ilustrador Gilmar Fraga recebeu a missão de desenhar algumas passagens do clássico A arte da guerra, de Sun Tzu, a primeira coisa que ele fez foi pegar o volume da Coleção L&PM Pocket e marcar os trechos que mais lhe chamavam a atenção. Feito isso, partiu para o ataque e, depois de buscar referências nas HQs e filmes de artes marciais, apresentou 25 ilustrações primorosas, que deixaram o livro ainda mais atraente. E assim, nesta nova edição de A arte da guerra que agora chega, os leitores encontram o mesmo conteúdo da edição anterior, a mesma tradução de Sueli Barros Cassal (a partir daquela feita do chinês para o francês, em 1772, pelo Padre Amiot) e até o mesmo preço da anterior: R$ 9,50. Mas não há dúvida de que também encontram muito mais arte.

“A arte da guerra” agora com mais arte

sexta-feira, 11 maio 2012

A arte da guerra, de Sun Tzu, é um daqueles livros muito antigos que continua sendo muito atual. Escrito um século antes de Cristo, é considerado o mais remoto tratado militar do mundo. Mas o que encanta os leitores não são as suas dicas de como vencer o inimigo além da fronteira, mas a forma como as estratégias podem ser aplicadas na vida, em cada guerra pessoal que travamos: da guerra dos sexos à guerra nas empresas.

A tradução da L&PM, de Sueli Barros Cassal a partir daquela feita do chinês pelo Padre Amiot em 1772, é fluente e sonora. Como a própria Sueli escreve no prefácio do livro “O Padre Amiot deixou de lado os comentários que foram acrescentados aos versículos, ao longo do tempo, por vários comentadores chineses. (…) E dois milênios depois, ainda conserva seu fulcro original e sua dicção aforismática e oracular”.

O livro, que é um dos maiores sucessos da Coleção L&PM Pocket, ganhou algo a mais: ilustrações belíssimas feitas por Gilmar Fraga e uma nova capa. Veja alguns dos desenhos feitos especialmente para o clássico de Sun Tzu:

Clique aqui e assista ao vídeo em que Gilmar Fraga conta como foram feitas as ilustrações e de onde veio sua inspiração.

45. Um começo para os novos leitores

terça-feira, 13 setembro 2011

Por Ivan Pinheiro Machado*

No Brasil, os projetos e planos para alfabetização de adultos tem tido maior ou menor impulso, dependendo dos políticos que estão no poder. Temos uma excelente marca no que diz respeito à alfabetização infantil, chegando o índice a 96% entre 7 e 14 anos. Mas, lamentavelmente, ainda temos mais de 15 milhões de adultos analfabetos (acima de 15 anos). Darcy Ribeiro, o grande educador, era contra o investimento do Estado na alfabetização de adultos. Para ele o importante era investir tudo o que fosse possível nas crianças, “pois elas é que fariam o futuro do Brasil”. Uma tese respeitável. Darcy era maravilhoso e radical. Hoje, a ideia considerada mais democrática é a de que os adultos analfabetos têm o direito de aprender a ler.

O problema sempre foi que tipo de livro os recém alfabetizados poderiam ler para aperfeiçoar-se no domínio do idioma e da escrita. A regra básica era que uma pessoa de 50 anos que aprendiam a ler só tinham a sua disposição, para o seu nível de habilidade, livros infantis. Homens e mulheres recém alfabetizados, que possuem intensa história de vida, mas que no entanto só conseguiam ler livros para crianças. Até que alguém percebeu que poderia ser diferente.

Em 2003, depois de uma conversa com o Ministro da Educação recém empossado do governo Lula, Senador Cristovam Buarque, um homem apaixonado pela questão da educação no Brasil, nós desenvolvemos um grande projeto no sentido de adaptar livros clássicos brasileiros e internacionais para que pudessem ser lidos por adultos recém alfabetizados.

Este projeto foi elaborado e apresentado para a UNESCO que não só endossou-o, como financiou parte dele. A coleção foi batizada de “É só o Começo” e o projeto e produção envolveram mais de 30 pessoas, entre professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, escritores-adaptadores, ilustradores, designers e revisores. Esta equipe multidisciplinar foi responsável pela elaboração de 12 títulos dos quais 11 já estão nas livrarias. O pessoal especializado em alfabetização que comandou o processo de adaptação explica na abertura de cada livro os critérios utilizados: “Os livros são baseados nas edições integrais dos clássico. Na coleção “É só o começo” os originais são adaptados especificamente para um público de neoleitores, segundo critérios linguísticos (redução de repertório vocabular, supressão ou mudança de pronomes, desdobramento de orações, preenchimento de sujeitos etc.) e literários (desdobramentos de parágrafos, eventual reordenação de capítulos e/ou informações, ênfase na caracterização de personagens etc.) que visam oferecer uma narrativa fluente, acessível e de qualidade”.

Os consagrados desenhistas Edgar Vasques e Gilmar Fraga foram chamados para ilustrar os textos e o resultado foi um sucesso fulminante. Mas de 200 mil livros foram distriuídos para programas de neoleitores, seja pela iniciativa privada seja por instituições como SESI e secretarias de educação de vários estados brasileiros.

O médico e o monstro“, de Robert Louis Stevenson, chegou esta semana e o próximo volume da coleção (e último) será a daptação de “Frankenstein” de Mary Shelley. Veja aqui os outros títulos disponíveis. E, para entender melhor este projeto, assista a um vídeo que fizemos para a L&PM WebTV.

As capas dos títulos da Coleção "É só o começo" com destaque para o mais recente lançamento

* Toda terça-feira, o editor Ivan Pinheiro Machado resgata histórias que aconteceram em mais de três décadas de L&PM. Este é o quadragésimo quinto post da Série “Era uma vez… uma editora“.

Um passeio pelos lançamentos da Feira do Livro de Porto Alegre

sexta-feira, 5 novembro 2010

Esta semana foi corrida. Escritores da L&PM tiveram suas sessões de autógrafos e eventos relacionados na Feira do Livro de Porto Alegre 2010. Fomos até lá para registrar estes momentos para os leitores do nosso blog.

As fotos são de Carol Marquis e Clara Taitelbaum.

O lançamento de Jô na estrada em time-lapse

quinta-feira, 4 novembro 2010

Este post é pra quem não conhece a Feira do Livro de Porto Alegre. O evento já faz parte da agenda cultural da cidade e movimenta do Centro histórico portoalegrense. O fotógrafo Ricardo Duarte,  do jornal Zero Hora, capturou momentos do entorno da Feira e um evento especial para a L&PM. No dia 03 de novembro, Duarte registrou a sessão de autógrafos de Jô na estrada com David Coimbra e Gilmar Fraga. Na edição das imagens, o fotógrafo optou por uma técnica muito usada no cinema, o efeito time-lapse. Vale a pena clicar no play.