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Biografia de Pinheiro Machado é sucesso literário em Brasília

segunda-feira, 29 abril 2019

Por José Antônio Severo / Blog Edgar Lisboa

O_senador_acaba_de_morrerO Condestável da República. Este era o título que se dava ao senador José Gomes Pinheiro Machado (PRRG/RS), que foi o político mais influente no período inicial da República, tido por aliados e adversários como o “fazedor de presidentes”, assim chamado pela força de suas articulações que, invariavelmente, levavam à escolha do novo ocupante do Palácio do Catete.

Lançado no ano passado, o livro sobre o senador (1851/1915) chega a Brasília. Não é uma biografia convencional. Editado pela L&PM, está nos comentários boca-a-boca de parlamentares e jornalistas da capital como obra oportuna neste momento nacional. Intitula-se “O Senador Acaba de Morrer”, referindo-se ao assassinato de Pinheiro Machado em 1915, pondo fim à sua carreira. O autor é o escritor José Antonio Gomes Pinheiro Machado, sobrinho-bisneto da personagem.

Na sua narrativa, o escritor produz uma obra sem precedentes, usando de sua intimidade intrínseca com o biografado, traz Pinheiro Machado para os dias atuais e o insere na sua própria história: José Antônio foi preso no famoso Congresso da UNE em Ibiúna (SP), em 1968, escapando de uma condenação certa porque o policial que o interrogou era descendente do motorista do senador. Seria esse chofer aquele interlocutor da mais célebre recomendação de gestão de crise de um político. Ao se ver no meio de uma multidão hostil nas proximidades do Senado, o motorista pergunta ao passageiro o que fazer, Pinheiro responde: “siga em frente, mas não tão rápido que pareça que estou com medo; nem tão devagar que pareça uma provocação”. Em reconhecimento, o policial soltou o jovem Pinheiro Machado.

Com autoridade de familiar, José Antônio (o escritor é conhecido como Pinheiro Machado, mas aqui embolaria a compreensão de quem é quem), mergulha profundamente na alma de seu personagem. Um exemplo é que Pinheiro nunca pensou se colocar como candidato ao governo. Certamente dessa explícita desambição viria uma parte de sua força. Seu grande antagonista, contra o qual se bateu nos palanques e parlamentos, foi nada menos que Ruy Barbosa.  A Águia de Haia, no entretanto, foi além de Pinheiro, pois candidatou-se duas vezes, sempre derrotado nas urnas.

Porém, era tão elevada essa polêmica entre Ruy e Pinheiro que, sem deixarem de ser contundentes, os debates e enfrentamentos entre os dois ficaram na História como disputas virulentas e espirituosas. Não obstante, eram companheiros de mesa. Ruy era comensal nos jantares na casa do senador gaúcho, no Morro da Graça, em que a mulher de Pinheiro, dona Nhãnhã (apelido caseiro de dona Benedita Brazilina) mandava preparar seu doce de batata-doce especialmente para o senador baiano. Nas refeições, os dois próceres bebiam do vinho Chateau d’Yquen da safra de 1898, a favorita dos dois parlamentares. Na crônica política da época, os dois eram apresentados como antagonistas ferozes. É verdade, mas nada que se compare ao baixo nível caracteriza a retórica os adversários, nestes tempos de “estética do ódio”.

Nesta apresentação (não é uma resenha nem crítica literária), o repórter convida o leitor a saborear uma obra literária de primeira linha. Bem escrito, vivo, deliciosos é “O Senador Acaba de Morrer”, com o subtítulo “A vida e o assassinato de um dos políticos mais importantes da História do Brasil”.  Realmente, Pinheiro Machado é um personagem histórico a ser melhor qualificado no ranking dos fundadores da Pátria. No Século XX nenhum parlamentar teve tamanha influência, nem mesmo Getúlio Vargas, seu sucessor no quadro de políticos gaúchos. Getúlio teve poder inigualável, mas Pinheiro foi mais influente.

Esse livro é tema para páginas e mais páginas de um comentarista. É tão vasto que não se pode valorizar esta parte ou aquela passagem sem se sentir culpado pelo que deixou de fora. Então optamos por convidar o leitor e dar uma olhada esta obra impar sobre a História política do Brasil.

Certamente o leitor nunca terá visto tamanha criatividade para contar uma história desta natureza. É um livro único. José Antônio Pinheiro Machado, autor consagrado, jornalista com passagem pelas maiores redações do Brasil, apresentador famoso de televisão (com seu personagem Anonymus Gourmet) , repórter que deu o furo mundial do fim da Guerra do Vietnam, cobrindo a conferência de Paz em Paris para o Correio do Povo de Porto Alegre, traz agora, com sua alma de jornalista e o talento de escritor de texto limpo e veloz, um novo furo de reportagem. Não está abrindo um velho baú de reminiscências familiares, nem revisitando livros de História. Esse livro é uma verdadeira reportagem, em que o repórter viaja pela máquina do tempo, e se encontra com a personagem nas duas épocas: o do biografado e o do próprio autor. É um livro imperdível.

 

Anonymus Gourmet e “O idiota da família”

sexta-feira, 17 janeiro 2014

Em sua coluna no Caderno Gastrô do Jornal Zero Hora, publicada nesta sexta-feira, 17 de janeiro, J. A. Pinheiro Machado – o Anonymus Gourmet -, escreve sobre o recente lançamento da L&PM Editores: O idiota da família, de Jean-Paul Sartre. Vale a pena ler:

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Depois do almoço, Dostoiévski

sexta-feira, 6 dezembro 2013

Por José Antonio Pinheiro Machado*

Conheci Dostoiévski em Xangrilá, depois do almoço. É uma das tantas dívidas que o Ivan e eu temos com nosso pai: na base do centralismo democrático stalinista, ligeiramente tropicalizado, o pai nos impôs um programa obrigatório de leituras. Longe da cidade que é hoje, a Xangrilá da nossa adolescência era um descampado, o Nordestão desenhando cômoros no areal entre as poucas casas. Não havia muito o que fazer: depois do banho de mar, o almoço demorado e, a partir daquele dia, a tarde começava com duas horas de Dostoiévski.

O livro escolhido para minha iniciação, nos dias de hoje, talvez provocasse a intervenção do Conselho Tutelar ou do Juizado da Infância e da Juventude: Crime e Castigo! Abri contrafeito o pesado volume encadernado em couro e, logo depois de ler os primeiros parágrafos, ainda me recordo do impacto inesperado. Anos se passaram, e Jorge Luis Borges, na escuridão de sua cegueira, iluminaria, em duas frases, aquela minha perplexidade juvenil: “Como a descoberta do amor, como a descoberta do mar, a descoberta de Dostoiévski marca uma data memorável de nossa vida. Em geral, corresponde à adolescência; a maturidade busca e descobre escritores serenos”.

Naquele dia, por momentos o Nordestão deixou de assobiar, o céu azul do azul lavado pela chuva, do verso de Paulo Mendes Campos, perdeu sua atração irresistível, e o dia límpido e ensolarado lentamente foi substituído pela urgência da emoção nova e avassaladora daquela primeira leitura. Borges deve ter vivido algo parecido na juventude em Genebra: “Ler um livro de Dostoiévski é penetrar em uma grande cidade, que desconhecemos, ou nas sombras de uma batalha”. A história do jovem Raskolnikov é soberba, contada de forma magnífica. Estudante pobre, cheio de sonhos, divide os indivíduos entre ordinários e extraordinários e se impõe a missão de fazer algo realmente importante, ainda que seja uma violação às leis. Escolhe matar com violência uma velha agiota e, ao fugir, também assassina a irmã da vítima, que apareceu de surpresa e testemunhou o crime. Rouba algumas joias, que acaba por descartar, atormentado pela culpa. O romance brilha no relato do remorso sem remédio que persegue o personagem como uma danação. Quando um inocente é preso, Raskolnikov assume o crime e é condenado. Diversas histórias paralelas reforçam o eixo principal da narrativa, entre elas, a relação do protagonista com Sonia, que o encoraja a confessar o crime. Toda a miséria e toda a grandeza da condição humana transbordavam daquelas páginas. Mas nem todos se emocionaram tanto assim. No prefácio de uma antologia da literatura russa, Nabokov escreveu que não encontrou uma única página de Dostoiévski digna de ser incluída. Borges recusou essa afronta com uma verdade salpicada de ironia: “Isso quer dizer que Dostoiévski não deve ser julgado por páginas soltas, e sim pela soma de páginas que compõe o livro”.

* Crônica publicada originalmente na Coluna do Anonymus Gourmet, publicada no caderno Gastrô do Jornal Zero Hora em 6 de dezembro de 2013.

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Anonymus Gourmet além mar

sexta-feira, 29 novembro 2013

Anonymus Gourmet atravessou o Atlântico, chegou na Europa e está no Caderno Life&Style do jornal português “Público”. Na matéria, escrita pela jornalista Alexandra Prado Coelho, e publicada em 28 de novembro, os portugueses são apresentados ao personagem criado há 30 anos por José Antônio Pinheiro Machado e que há duas décadas possui um programa de gastronomia em um canal de televisão do Rio Grande do Sul. Confira parte da matéria:

Afinal, quem é Anonymus Gourmet?

A pergunta no título deste texto não faria qualquer sentido se estivéssemos no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Aí será difícil encontrar alguém que não reconheça o lacinho (gravata borboleta, como dizem os brasileiros), os óculos de aros grossos e redondos, e o sorriso bem-disposto do homem que há duas décadas fala de comida na televisão e se apresenta como Anonymus Gourmet.

Sentado à nossa frente num restaurante de Lisboa, numa recente passagem pela cidade, exibe, orgulhoso, o passaporte, onde aparece identificado com esse mesmo nome: Anonymus Gourmet. “Foi uma personagem de um livro que escrevi há uns 30 anos [O Brasileiro que ganhou o Prémio Nobel – Uma Aventura de Anonymus Gourmet], e que ficou muito marcada”, conta. “Era um homem muito exigente, mas partidário das coisas simples e de boa qualidade, e era contra esses enfeites que muitos cozinheiros fazem para disfarçar os erros”. 

Mas o homem dos óculos redondos e lacinho ao pescoço tem outro nome, e outra (ou outras) vida. Ele é (também) José António Pinheiro Machado, advogado, jornalista, escritor, antigo correspondente em Roma e em Paris, que esteve em Lisboa “durante a revolução dos cravos e muitas outras vezes depois disso”. E um apaixonado por cozinha a quem um dia propuseram que fizesse um programa no canal RBS-TV, que pertence à Rede Globo no Sul do Brasil, chamado Homem na Cozinha. “Eu achei o nome muito calhorda, achei que as mulheres iam detestar e sugeri dar-lhe o nome da personagem do meu livro?”. Nasceu o Anonymus Gourmet. (…)

(Clique aqui e leia o texto na íntegra)

O mais recente livro de receitas de Anonymus Gourmet

O mais recente livro de receitas de Anonymus Gourmet

Pela primeira vez em português: “O idiota da família”, de Sartre

segunda-feira, 26 março 2012

“Flaubert representa, para mim, exatamente o contrário da minha própria concepção da literatura: um alienamento total e a procura de um ideal formal que não é, de modo algum, o meu…”. A frase, dita por Jean-Paul Sartre, talvez justifique a obsessão dele por Flaubert. Obsessão essa que consumiu anos da vida do escritor e o levou a escrever a biografia definitiva do autor de Madame Bovary. Em O idiota da família, Sartre proporciona ao leitor um livro enorme, dividido em três tomos, que é lido como uma grande aventura. É uma investigação minuciosa e maníaca do início da infância do menino Gustave, literalmente o idiota da família, em que Sartre procura, nas trajetórias individuais do pai, da mãe, do irmão mais velho, da irmã caçula, nas características socioeconômicas da família Flaubert, nos acontecimentos históricos da época, elementos de explicação para essa estranha criança que foi Gustave: espremido entre os irmãos, meio apatetado, que aos sete anos ainda não sabia ler, mas aos treze já escrevia cartas e livros.

O contrato para a publicação de O idiota da família em português acaba de ser assinado e a tradutora Júlia da Rosa Simões já começou a tradução do volume 1 que será lançado em 2013. Ou seja: finalmente os brasileiros poderão ler – em português – este que é considerado um projeto soberbo, o livro que encerra a obra sartriana.

Houve um momento, no final dos anos 1960, em que a maioria dos críticos considerou a carreira literária de Jean Paul Sartre esgotada e encerrada. Foi quando o grande filósofo e escritor surpreendeu o mundo com as quase 3000 páginas – impecavelmente escritas – dos três volumes d’O Idiota da Família, um estudo sem precedentes da vida e da obra de Gustave Flaubert, que na infância chegou a ser considerado quase um débil mental e, na idade madura, com devoção de sacerdote e o trabalho obstinado de operário, construiu o monumento Madame Bovary. Sartre percorreu as páginas do grande romance de Flaubert com um olhar inteiramente novo, descobrindo as delicadas linhas que ligaram a vida pessoal do escritor e a sua extraordinária ficção. O idiota da infância, percebeu Sartre, transformou-se num gênio capaz de sublimar sua própria fragilidade. A leitura dessa obra colossal deixa uma suspeita inevitável: talvez Flaubert tenha sido para Sartre o que Madame Bovary foi para Flaubert. (Palavras do escritor, jornalista e advogado José Antônio Pinheiro Machado, o Anonymus Gourmet, que leu a obra em francês)

Os três volumes em francês de "O idiota da família" que serão publicados pela L&PM

L&PM em tempo real

terça-feira, 24 janeiro 2012

Viva o mundo da web! Que permite que nós possamos estar ao mesmo tempo em todos os lugares. E melhor do que isso: ao mesmo tempo, em todos os lugares e ao vivo. Ontem, 23 de janeiro, a L&PM WebTV transmitiu, em tempo real e diretamente de Porto Alegre, o evento “Segundas literárias” com a participação de José Antonio Pinheiro Machado, o Anonymus Gourmet. Ao entrar no site da L&PM e clicar sobre o link “ao vivo”, as pessoas eram imediatamente levadas para o evento. Enquanto isso, também era possível participar via Twitter, comentando e enviando perguntas para o escritor.

Nanni Rios e Nathália Silva preparam-se para transmitir ao vivo o encontro com José Antonio Pinheiro Machado, o Anonymus Gourmet

No “Segundas literárias” da semana que vem, dia 30 de janeiro, novamente estaremos transmitindo ao vivo o evento que terá como tema os quadrinhos e que reunirá os cartunistas Iotti e Edgar Vasques, mais André Kleinert, um dos autores de Enciclopédia dos quadrinhos. Breve, os melhores momentos desses encontros do “Segundas literárias” estarão disponíveis na WebTV, onde todos os vídeos estão relacionados com suas obras. Aliás, já deu uma olhada na quantidade de conteúdo que tem por lá?

Morando na camisa embaixo do chapéu

sexta-feira, 16 setembro 2011

Por Anonymus Gourmet (José Antonio Pinheiro Machado)*

Anonymus Gourmet, que sobreviveu ao regime militar, inclui entre suas vaidades favoritas a tolerância amável ao direito das minorias. Ele sempre esteve do lado mais difícil, orgulha-se Madame Queiroz, testemunha daqueles tempos. Ela gosta de repetir a frase de Borges (ele, sempre ele): A um verdadeiro cavalheiro só podem interessar causas perdidas. Houve um tempo em que os vegetarianos não passavam de uma minoria ridicularizada. Anonymus, então, não hesitou em empunhar alfaces e cenouras como se fossem estandartes que não poderiam ser calados. Hoje, a carne a carne vermelha como dizem aqueles que desejam estigmatizar nossos bifes, diz a solidária Madame Queiroz é o alvo da Inquisição.

– Ainda bem que os Torquemadas ainda não estão incendiando açougues! – constata Anonymus.

Em pleno mês Farroupilha (no início, era a “data”, com o tempo virou “Semana Farroupilha”, agora é o setembro inteiro), Madame Queiroz gosta de lembrar um dos maiores escritores do Rio Grande, o inesquecível Athos Damasceno: “Ao passo que o Norte flutuava numa doce enseada de calda, nós aqui singrávamos num mar vermelho de sangue – sangue de boi, de ovelha e de carneiro. E não raro, até sangue de homem, tanto nos custou, em diferentes épocas, levantar uma barreira de peitos contra a cobiça dos espanhóis e suas pretensões territoriais”.

Tudo isso adverte que o churrasco dominical rio-grandense tem raízes profundas. Anonymus gosta de lembrar que o gado bovino chegou ao Rio Grande do Sul no século 17, mostrando o recorte já amarelado de uma antiga revista Claudia, no texto excelente da querida amiga Adélia Porto. Era o chamado gado xucro ou gado chimarrão, que vivia à solta, sem cerca e sem controle, caçado pelos índios charruas, nativos da região, que se tornaram grandes mestres da arte do churrasco. Adélia conta que a habilidade e o apetite dos índios espantaram o padre Antônio Seppé, que esteve por aqui em 1691. Seppé escreveu um livro, Viagem às Missões Jesuítas e Trabalhos Apostólicos, onde se lê: “Impossível dizer-se com que perícia e rapidez os índios pegam uma rês, derrubam-na, tiram-lhe o couro e esquartejam-na. Mas muito mais rápidos ainda são no comer”. Perplexo, o padre fala de um casal de índios que, sentindo fome, interrompeu a lavração de uma roça e devorou um dos bois de serviço, utilizando o arado, que era de pau, para principiar o fogo – um insólito churrasco de emergência. Depois dos índios, vieram os comerciantes de couros e os tropeiros, que recolhiam gado para São Paulo e Minas Gerais. Eram os primeiros gaúchos, gente rude, sem governo, que “morava na sua camisa, debaixo do chapéu”.

* José Antonio Pinheiro Machado (Anonymus Gourmet) é autor de diversos livros da série Gastronomia L&PM. Este texto foi originalmente publicado na pg. 2 do Caderno Gastronomia de Zero Hora do dia 16 de setembro.

Dê asas a sua lasanha

sábado, 10 setembro 2011

Que tal uma lasanha de frango tão leve que nem massa ela tem entre seus ingredientes? Pois a receita de hoje é isso. A “Lasanha voadora” voou diretamente das páginas de Dieta Mediterrânea – Com sabor brasileiro para este blog. O livro inclui pratos cheios de sabor e saúde organizados pelo Dr. Fernando Lucchese e por Anonymus Gourmet.

LASANHA VOADORA (4 pessoas)

Ingredientes: 700g de peito de frango; 1 cebola; 1 tomate; 1 batata; folhas de espinafre; fatias de presunto; fatias de queijo; queijo ralado grosso.

Como preparar: Corte o peito de frango em filés, separando em duas metades como se fossem bifes. Bata-os com um batedor de bifes. Tempere-os com suco de limão, sal e pimenta. Num refratário untado, organize várias camadas, como se fosse uma lasanha convencional: primeiro, cubra o fundo do refratário com finas fatias de batata (crua e com casca); por cima, arrume uma camada de fatias de filé de frango; a seguir, uma camada de fatias finas de cebola; por cima dela, uma camada de presunto; a seguir, folhas de espinafre; depois uma camada de queijo fatiado e, por último, finas fatias de tomate. Leve ao forno por, aproximadamente, 40 minutos.

- Dica do Anonymus: As diversas camadas podem ser repetidas. Monte a sua lasanha voadora do seu jeito.

- Pílula do Doutor: O forno tem uma participação importante na cozinha mediterrânea. Nele são assadas as carnes, as pizzas e os pães. O frango é onipresente, utilizado na dieta de várias formas: assado, em molho, ou em risotos e massas.

Sábado tem sempre uma “Receita do dia” vinda diretamente dos livros da Série Gastronomia L&PM.

Para comemorar o Dia da Pizza

sábado, 9 julho 2011

Desde 1985, 10 de julho é o Dia da Pizza em São Paulo. A data foi instituída pelo então secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, porque esta foi a data de encerramento de um concurso que elegeu as 10 melhores receitas de pizza mussarela e margherita da cidade. Ou seja: hoje, mesmo que você não seja um paulista da gema, é dia de lembrar desta companheira de todas as horas, deste que é o cardápio preferido das noites de Domingo (e de muitas outras também). A receita de hoje começa e termina em pizza. Mas é uma versão daquelas bem tradicionais, com o sabor da pizza caseira que você comia quando era criança. Ela está no livro Voltaremos! - Receitas e conversas de forno e fogão, de Anonymus Gourmet.

PIZZA CERTA

1/2 kg de farinha de trigo; 1 pitada de sal; 2 envelopes de fermento biológico seco instantâneo; 1/2 litro de água morna; 1 lata e 1/2 de molho de tomate; 3 latas de atum.

Utensílios para a receita. Uma panela, uma peneira e uma forma para pizza.

Organize os ingredientes. Comece preparando a massa

1- Misture a farinha peneirada com o fermento e o sal.

2- Aos poucos, vá colocando a água morna.

3- Misture bem até a massa ficar homogênea.

4- Se precisar, coloque mais um pouco de farinha.

5- Coloque a massa em cima da mesa e sove-a bem com a ajuda de mais farinha de trigo, para não grudar a massa na mesa e nas mãos.

6- Depois, com um rolo, abra a massa.

7- Coloque-a na forma para pizza e deixe dobrar de tamanho.

8- Enquanto isso, faça o recheio misturando o molho de tomate com o atum.

9- Refogue bem em fogo baixo.

10- Tempere com sal e pimenta e coloque-o sobre a pizza já crescida.

11- Cubra tudo com fatias de queijo e rodelas de tomate. Leve ao forno preaquecido até derreter bem o queijo e cozinhar a massa.

12- Por mais ou menos 30 minutos.

Dica do Anonymus. Você pode substituir o atum por sardinha em lata.

Sábado tem sempre uma “Receita do dia” vinda diretamente dos livros da Série Gastronomia L&PM.

Merluza com laranja

sábado, 2 julho 2011

O inverno chegou, mas nem por isso devemos abandonar a vida saudável. Uma das formas de alimentação mais apetitosas e equilibradas é a Dieta Mediterrânea. Dr Fernando Lucchese e Anonymus Gourmet, no livro Dieta Mediterrânea com sabor brasileiro, dão as dicas e os segredos da dieta da longa vida. A receita de hoje é um delicioso peixe Merluza com suco de laranja. Imperdível!

MERLUZA COM LARANJA

Ingredientes:

8 filés de merluza; 2 dentes de alho; ½ xícara de amêndoas sem pele; 4 colheres de casca de laranja em tirinhas, sem a parte branca; 1 copo de suco de laranja; ½kg de batata bolinha; 4 cenouras.

Como preparar: 

Tempere os filés de merluza com o alho socado, sal e pimenta. Espalhe sobre cada um as amêndoas picadas e as tirinhas de casca de laranja. Enrole os filés e arrume-os um ao lado do outro numa travessa refratária. Regue-os com o azeite e o suco de laranja. Reserve. Descasque as batatinhas e dê  uma rápida fervida nelas. Faça o mesmo com a cenoura cortada em pedaços grandes. Escorra-as e coloque-as na travessa junto com os filés. Leve ao forno médio durante 30 minutos, regando de vez em quando com o caldo formado na assadeira. Se secar muito, colocar um pouco mais de suco de laranja.

  • Dica do Anonymus: Quanto mais tempo o peixe ficar no tempero, melhor. O ideal é deixá-lo na geladeira de um dia para o outro.
  • Pílula do doutor: Os peixes do Mediterrâneo não são exata,mente os mesmos que os nossos. Minha sugestão é que vá ao mercado fazer um curso sore peixes do nosso mar, como é o caso da merluza.

Sábado tem sempre uma “Receita do dia” vinda diretamente dos livros da Série Gastronomia L&PM.