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Bob Dylan e sua nova casa

Por Paula Taitelbaum*

Ler ao som de Forever Young

Bob Dylan sete vezes dez. “Like a Rolling Stone Age”. Setenta anos na ativa. Altivo: Forever Young. Bob Dylan que nasceu Robert Allen Zimmerman em 24 de maio de 1941. Mas mudou. Inventou fases e faces. Fez, tez, não perdeu a vez. Bob Dylan nos anos setenta. Oitenta. Noventa. Cem. Sem máscaras, sem mordaças, sem…pre mordaz. Bob Dylan americanamente desamericano. Talvez insensato, mas jamais insano. Bob Dylan declaradamente leitor influenciado por Arthur Rimbaud, ThoreauBaudelaire, Jack Kerouac. Amigo de Allen Ginsberg. E amante de Joseph Conrad, Franz Kafka, Mark Twain, John Steinbeck, Lawrence Ferlinghetti, William Shakespeare e até Sun Tzu. Bob Dylan que é L&PM: Lyric, Poet, Master. E que por isso, com certeza, aqui se sentiria em casa… E não apenas na casa dos setenta – esta na qual ele entra hoje como uma pedra que rola.

Bob Dylan e Allen Ginsberg junto ao túmulo de Jack Kerouac em 1976

* Paula Taitelbaum é escritora, coordenadora do Núcleo de Comunicação da L&PM e fã confessa de Bob Dylan.

Mãe de escritor só tem uma

No clima do Dia das Mães, aí vai uma homenagem a mulheres sem as quais algumas das pessoas mais admiráveis do mundo não existiriam: 

Gabrielle, mãe de Jack Kerouac

Clara, mãe de Agatha Christie

Amalie, mãe de Freud

Jane, mãe de Mark Twain

Clélia, mãe de Castro Alves

Maria Magdalena, mãe de Fernando Pessoa

Katharina, mãe de Charles Bukowski

O que Richard Prince tem que você não tem

Richard Prince

Discreto e taciturno, quem vê o artista Richard Prince nas ruas da pequena cidade de Rensselaerville, Nova York, onde mora há 15 anos com a esposa e a filha, não imagina que ele é dono de uma das mais incríveis coleções de relíquias relacionadas à literatura moderna dos Estados Unidos. Entre os milhares de objetos, livros e fotos que ele guarda em casa estão o exemplar de On the road com dedicatória de Jack Kerouac a Neal Cassady e os manuscritos de O poderoso chefão, de Mario Puzo. Sentiu o nível da coleção?

Graças aos milhões que ganha com a venda de seus quadros – em geral, grandes pinturas que já foram arrematados por até 8 milhões de dólares em leilões pelo mundo – Richard Prince possui o que muitos idolatram. Cheques devolvidos de Jack Kerouac, as famosas cartas de Truman Capote a Perry Smith, cuja correspondência deu origem ao célebre A sangue frio, os originais de Naked Lunch com anotações de William Burroughs, esboços das músicas de Jimmy Hendrix e uma excitante coleção de cartoons eróticos também fazem parte do acervo particular de Prince, que foi obrigado a adquirir novos espaços só para acomodar as peças que não param de chegar.

Em meio a tudo isso, uma ótima notícia: já é possível ver todas estas relíquias de perto! Parte do acervo de Richard Prince compõe a exposição American Prayer, em cartaz na Bibliotèque Nationale de France até o dia 26 de junho.

Mas se você não tem planos de ir à França nas próximas semanas, estas fotos dão um gostinho de como está a exposição.

Kerouac em dobro no cinema em 2012

Se você é fã da literatura beat, deve estar contando os dias para assistir ao On the road, de Walter Salles, que tem estreia prevista para o início do ano que vem. Pois vá preparando o coração para emoções em dobro em 2012: o diretor Michael Polish já começou a filmar Big Sur, baseado no livro que é considerado o mais honesto e pessoal de Jack Kerouac. Lançado em 1962, Big Sur mostra a deterioração física, mental e de ideais vivida pelo personagem Jack Duluoz (alter ego de Kerouac). Outros nomes da geração beat são retratados nesta obra autobiográfica como Neal Cassady, Carolyn Cassady e Lawrence Ferlinghetti. No filme, Jack Kerouac será interpretado pelo ator Jean Marc-Barr

Após o frenesi causado pelo lançamento do livro On the road, em 1957, Kerouac passou um período retirado na cabana de Ferlinghetti, seu amigo, poeta e dono da City Lights Books, editora que publicava (e ainda publica) os beat. Na região de Big Sur, na Califórnia, ele dedicou seus dias à escrita de um novo romance. É o próprio Ferlinghetti que conta esta história no vídeo a seguir: 

Clique para ver o vídeo no Youtube

Os gatos e a literatura

Quem tem gatos em casa já viveu esta cena: é só sentar no sofá e puxar um livro que eles chegam perto e se acomodam nos seus pés, no seu colo ou – por que não? – em cima do livro que você pretendia ler. E que atire a primeira enciclopédia quem nunca fraquejou e deixou o livro de lado para se entregar aos ron-rons do bichano! E a relação dos gatos com a literatura vai além da disputa da atenção do dono com os livros. Os felinos foram afetuosos companheiros de vários escritores:

Charles Bukowski

Jack Kerouac

 

Allen Ginsberg

Hunter Thompson

Truman Capote

Patricia Highsmith

Patricia Highsmith

William Burroughs

 

Millôr, Kerouac e Thoreau no Fórum da Liberdade

Por Paula Taitelbaum

Foi o encontro de dois personagens: Peninha e Lobão. Também conhecidos como Eduardo Bueno e… Lobão (alguém por acaso lembra de cabeça como é o nome da “fera”?). Pois bem, a dupla esteve reunida ontem, 11 de abril, para participar do debate de abertura do 24º Fórum da Liberdade que lotou o Salão de Eventos da PUC em Porto Alegre. Transmitido ao vivo pela internet, e com participação ativa dos tuiteiros de plantão, o bate-papo tinha como tema “Liberdade individual: a arte de construir a própria história”. Depois da explanação inicial de Lobão, Eduardo Bueno começou seu colóquio lendo um texto: “Eduardo Bueno nasceu. Todo o seu aprendizado, desde a mais remota infância. Só aos 13 anos de idade, partindo de onde estava. E também mais tarde, já homem formado. No jornalismo, especialmente. Sempre, porém, recusou-se, ou como se diz por aí…”. O texto continuava fluindo nessa linha até terminar com uma a plateia fazendo cara de ponto de interrogação. Nessa hora, Eduardo explicou  que o texto tinha sido inspirado em outro, exatamente igual, que Millôr Fernandes escreveu sobre ele mesmo e que está no recém lançado livro A entrevista. “Isso também explica o meu método de trabalho, pediram para Millôr Fernandes uma biografia sucinta e ele apresentou isso. Falando assim praticamente não se entende nada, mas tá tudo ali. E na internet é assim…” falou ele. E continuou: “Não há dúvida que nesse universo extraordinário que a internet nos abriu, o conhecimento está ali, embora exista, na rede, mais lixo eletrônico do que lixo no espaço sideral. Cabe a você fazer a escolha e ver o que dali se aproveita…”

Mais tarde, quando o assunto já era outro, foi a hora de Eduardo citar Jack Kerouac: “Embora, de certa forma, eu tenha fama de moderninho, na verdade, eu sempre tive um descompasso com o próprio tempo. As pessoas falam assim: ‘pô, ele traduziu On the Road… E é verdade, eu traduzi On the Road em 1984, o livro tinha saído em 1959…” e seguiu falando que conheceu a obra de Kerouac em Buenos Aires, país que publicou On the Road também em 1959, numa tradução argentina e não espanhola. “No Brasil, saiu em 1984 e nunca tinha sido publicado. Havia uma tradução lusitana chamada ‘Pela estrada fora’… Mas ao abrir o livro, a primeira frase que li foi ‘Fui-me de boleia ao Orégão em um carro descapotável” disse Eduardo arrancando risos do pessoal (mesmo que a maioria que estava lá provavelmente nunca tenha lido On the Road).

Eduardo – que literalmente estava vestido de literatura –, continuou sua explanação pela estrada das referências até chegar em mais um de seus escritores preferidos: “Eu vim com uma camiseta temática, Walden, de Thoreau, que diz em uma das primeiras frases do livro que ‘O melhor governo é o que menos governa…'” Antes que pudesse continuar, foi interrompido por novos e esfuziantes aplausos. Mas conseguiu finalizar dizendo “E o melhor de todos é o que não governa nunca. Mas precisamos estar preparados para ele” . Fã confesso de Thoreau, Eduardo é o autor da introdução de Walden da Coleção L&PM POCKET.

No final, Eduardo terminou falando um pouco sobre a história do Islã e de como o ocidente é responsável pela série de conflitos da atualidade. Foi nessa hora que pude ouvir várias pessoas dizendo: “Que aula! Qual será o livro dele que eu posso ler pra saber mais sobre isso?”. Infelizmente, Eduardo não tem nenhum livro falando sobre o islamismo. Mas finalizo dizendo que, para os que realmente querem saber mais sobre o assunto, podemos oferecer Islã, da Série Encyclopaedia L&PM.

Lobão e Peninha (Eduardo Bueno) com "Walden"

E o Lobão? No quesito literatura falou apenas sobre sua recém lançada autobiografia. Como não ainda não li, não tenho autoridade para falar sobre o assunto.

As capas de “On the road” pelo mundo

Publicada pela primeira vez em 1957, nos Estados Unidos, a mais famosa novela de Jack Kerouac, On the road, percorreu o mundo e ganhou, em cada país, uma capa diferente. A primeira de todas foi desenhada pelo próprio Kerouac (que ainda assinava “John Kerouac”), em 1952, e enviada para publicação junto com os originais, mas nunca foi utilizada: 

 

Cinco anos depois, quando foi publicado nos Estados Unidos, o livro ganhou uma capa bem diferente da que foi proposta por Kerouac: 

Capa da primeira edição publicada nos EUA.

A história da viagem de Sal Paradise e Dean Moriarty atravessou o Atlântico e ganhou uma capa diferente em cada país: 

Edição publicada na Itália em 2001

Edição francesa de 1987.

Em Portugal, "On the road" virou "Pela estrada fora".

Na Rússia, a capa lembra o rótulo do uísque Jack Daniels

China

A edição chinesa conservou o título original

 Além da edição de bolso de On the road, a L&PM publica On the road – o manuscrito original.

Digressões de uma amante de livrarias físicas ou Uma nova forma de vender livros

Por Caroline Chang*

Começou mal a minha última viagem a San Francisco, uns dez dias atrás: nosso hotel ficava perto da Union Square e, a fim de reconhecer o terreno, para lá nos tocamos. Grandes butiques de marcas caras espalhadas ao redor da praça e, numa das esquinas, uma grande loja da Borders, em cujas vitrines faixas e cartazes anunciavam: “Closing sale”, “Everything must go”. A gigantesca rede de livrarias americanas, que já teve 1.329 estabelecimentos no país, há algumas semanas pediu falência e mesmo antes disso já vinha fechando filiais. Eu e meu marido, que trabalhou décadas no mercado editorial e teve sua própria editora, resolvemos entrar e pagar nossos respeitosos tributos à moribunda livraria. Por “everything” era isso mesmo o que eles queriam dizer: até mesmo apetrechos de cozinha outrora usados na cafeteria estavam à venda (pratos, canecas, medidores, etc). O desconto para alguns livros chegava a 60% sobre o preço normal. Um sentimento meio irracional tomou conta de mim e saí à cata de algum título que me interessasse, como que a transmitir meus pêsames ao familiar enlutado de alguém há pouco falecido. Percorri duas, três vezes as prateleiras de ficção, e a verdade é que havia muito pouca coisa sendo oferecida. Alguns livros do Dickens (que eu já tinha) e Jane Austen (idem) misturados com mancheias de romances comerciais de gosto duvidoso. Quando me dei conta de que o setor de FICÇÃO não contava sequer com uma subdivisão do tipo “Literatura de língua inglesa” e “Literatura estrangeira”, me ocorreu: talvez aquela livraria merecesse fechar, mesmo.

Para não dizer que não comprei nada, adquiri uma edição de bolso de Winesburg, Ohio, do Sherwood Anderson, por US$ 3,57.

A Border e suas ofertas / Foto: Sérgio Ludke

Dois ou três dias depois estávamos nós em North Beach, que vem a ser o bairro de imigração italiana de Frisco cujo ponto alto, para mim, foi a City Lights, livraria e sede da editora de mesmo nome de Lawrence Ferlinghetti (empresário, poeta e remanescente da geração beat que há pouco completou 92 anos e mora em cima do estabelecimento – que não tem filiais). Foi lá que Ginsberg fez a leitura do seu poema “Uivo”, publicado em 1956 pela City Lights no volume Howl and Other Poems (cuja edição brasileira, em tradução do Cláudio Willer, a L&PM Editores tem a honra de publicar). Eu achava que conhecia a City Lights da outra vez em que estivera na cidade, mas me enganara: eu jamais teria esquecido se tivesse ido àquela livraria.

Os cartazes escritos à mão são outro diferencial da City Lights / Foto: Caroline Chang

O lugar, por si só, já é fascinante e aconchegante: três andares de corredores estreitos, pé-direito alto e simpáticos cartazes humanistas ao estilo contra-tudo-isso-que-está-aí, como “People are not corporations”. Mas a cereja no sundae é a seleção de livros. Havia uma subdivisão de literatura européia! E parecia que de fato alguém havia… lido os livros e os estava recomendando para nós, leitores! Nada de rebotalho, apenas ótimos nomes e livros de autores desconhecidos porém provocadores. Num espaço várias vezes menor do que qualquer livraria de rede americana, Seu Ferlinghetti e equipe conseguem oferecer uma quantidade muitas vezes maior de boas e instigantes opções de leitura. Na City Lights, é claro, o exercício foi o contrário: tive que me segurar para não sair de lá com duas sacolas cheias. Comprei só dois livros: Merchants of Culture: The Publishing Business in the Twenty-First Century, de John B. Thompson (Polity Press, 2010) e The New York Stories of Henry James, com seleção e introdução de Colm Tóibín. E um bumper sticker da City Lights, pois já estou na idade em que a pessoa se torna carente de heróis.

Tudo convida à leitura na City Lights / Foto: Caroline Chang

Breve, a L&PM começará a vender seus e-books (e-Pub) por meio da Distribuidora de Livros Digitais. E-books de títulos clássicos e contemporâneos, como romances da Agatha Christie, Jack Kerouac e livros de crônicas da Martha Medeiros serão oferecidos ao leitor primeiramente no site das livrarias Saraiva, posteriormente em sites de outras lojas.

É só um primeiro passo, claro, que apenas pode ser dado após muitos meses de trabalho. Será que no futuro difuso as livrarias “em papel” vão acabar? Espero que não, pois sou do tipo que gosta de sobrecarregar sua mala com brochuras. Mas sei que o que eu, individualmente, gosto ou deixo de gostar não vai ter peso no desenrolar das coisas, no grande esquema da história. Ecoando o Hobsbawm, serão tempos interessantes para os leitores. Que venham.

PS – Enquanto o difuso futuro ainda não tomou inteiramente parte do presente, aproveitemos as nossas boas livrarias. Blog imperdível para quem gosta de conhecer os melhores estabelecimentos do tipo em todo o mundo: http://www.bookstoreguide.org/

PS2 – A quem interessar possa, a L&PM Editores também tem a honra de publicar Um parque de diversões da cabeça, do Ferlinghetti (long live!), em tradução de Eduardo Bueno e Leonardo Fróes.

*Jornalista e Editora da L&PM 

Eu e Jack Kerouac em Buenos Aires

Por Paula Taitelbaum

Buenos Aires é o reino encantado das livrarias e dos cafés. Uma e outro convivem como que em um casamento, misturando seus aromas e texturas: em toda livraria há sempre um café. E em todo café há sempre alguém lendo um livro. Já estive incontáveis vezes na capital portenha e, mesmo assim, ela sempre é capaz de me oferecer uma livraria desconhecida. Foi o que aconteceu neste último final de semana. Caminhando pela Calle Honduras, em Pallermo Hollywood, fui atraída primeiro pelo letreiro e depois pela vitrine de “Libros Eterna Cadência”.  Chegando perto,  meus olhos encontraram-se com um velho amigo: Jack Kerouac.

Ali estava ele, amarelo esverdeado (ou seria verde amarelado?), deitado do outro lado do vidro. Mas o que mais chamava a atenção era uma palavra impressa na capa: “Poesía”. Entrei e fui direto pedir para ver o livro. O dono precisou pegar o exemplar da vitrine, já que era o único que o estabelecimento oferecia. Informou-me também que era raro encontrá-lo e que aquele tinha vindo da Espanha, uma edição bilíngüe da Bartleby Editores. E ali fiquei eu, emocionada, com os Haikais de Kerouac nas mãos. Nunca tinha lido nenhum – e não consegui mais parar de ler. Os pequenos poemas em três versos trazem imagens que, obviamente, em algum momento, estiveram no campo de visão de Kerouac. Folhas caídas no parque, um barco ao longe, a bruma dos bosques, uma sopa sobre a mesa, um campo de beisebol. Tudo foi capaz de virar um pequeno poema sob a pena do autor de On the Road. O “Libro de jaikus”, tradução espanhola para o original “Book of Haikus”, traz mais de 500 Haikais. Comprei o livro, trouxe para a editora. Quem sabe um dia ele não saia por aqui e se junte aos tantos Kerouacs que temos?

Literatura e café: na cafeteria da Eterna Cadência, os livros fazem parte da decoração

E pra dar um gostinho do conteúdo que tenho nas mãos, seguem dois Haikais de Jack (tomei a liberdade de traduzir):

First December cold                                                         

wave  – not even                                                       

One cricket  

Dezembro, primeiro frio 

em ondas  –  não anda              

Nenhum grilo

 

No telegram today 

Only more                                                                                         

Leaves fell      

Hoje nenhum telegrama

– Só mais   

Folhas caídas na grama

Música com inspiração literária

Quem é fã, acaba se tornando especialista sobre o ídolo. Vive à caça de referências, obras raras e informações e, sempre que possível, não poupa homenagens: dá o nome do ídolo a animais de estimação, objetos, filhos e – por que não? – projetos profissionais. É o caso dos integrantes da banda russa Agatha Christie:

No site oficial da banda, todas as músicas estão disponíveis para streaming em vídeo.

Além da Rainha do Crime, o autor de On the road também ganhou versão musical: a banda inglesa Kerouac lançou no ano passado o EP Cold and Distant, Not Loving.

Para completar o setlist literário, aí vai uma sugestão para quem gosta de rock inglês dos anos 80: Virgínia Wolf (assim mesmo, com apenas um “o”). Veja o clipe oficial da música Waiting for your love, do álbum Push (1987):