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O que Richard Prince tem que você não tem

quarta-feira, 27 abril 2011

Richard Prince

Discreto e taciturno, quem vê o artista Richard Prince nas ruas da pequena cidade de Rensselaerville, Nova York, onde mora há 15 anos com a esposa e a filha, não imagina que ele é dono de uma das mais incríveis coleções de relíquias relacionadas à literatura moderna dos Estados Unidos. Entre os milhares de objetos, livros e fotos que ele guarda em casa estão o exemplar de On the road com dedicatória de Jack Kerouac a Neal Cassady e os manuscritos de O poderoso chefão, de Mario Puzo. Sentiu o nível da coleção?

Graças aos milhões que ganha com a venda de seus quadros – em geral, grandes pinturas que já foram arrematados por até 8 milhões de dólares em leilões pelo mundo – Richard Prince possui o que muitos idolatram. Cheques devolvidos de Jack Kerouac, as famosas cartas de Truman Capote a Perry Smith, cuja correspondência deu origem ao célebre A sangue frio, os originais de Naked Lunch com anotações de William Burroughs, esboços das músicas de Jimmy Hendrix e uma excitante coleção de cartoons eróticos também fazem parte do acervo particular de Prince, que foi obrigado a adquirir novos espaços só para acomodar as peças que não param de chegar.

Em meio a tudo isso, uma ótima notícia: já é possível ver todas estas relíquias de perto! Parte do acervo de Richard Prince compõe a exposição American Prayer, em cartaz na Bibliotèque Nationale de France até o dia 26 de junho.

Mas se você não tem planos de ir à França nas próximas semanas, estas fotos dão um gostinho de como está a exposição.

Quanto vale um autógrafo de Jack Kerouac?

sexta-feira, 28 janeiro 2011

O dono da Nunzio’s Wine and Liquor, nos Estados Unidos, deve saber bem qual a resposta. Em 1961, Jack Kerouac comprou bebidas em sua loja e pagou com um cheque no valor de 10 dólares, mas o cheque foi cancelado. Prejuízo? Muito pelo contrário. O fotógrafo e colecionador Richard Prince arrematou o cheque por um valor não divulgado, mas que deve ter coberto com bastante folga o “prejuízo” deixado por Kerouac.

Em 2005, Richard falou à revista Index Magazine sobre sua aquisição. “Saber escolher é tudo. Eu não compraria um cheque cancelado de Richard Nixon”, disse.