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Top 10 L&PM, os destaques do ano

quinta-feira, 30 dezembro 2010

Todo ano que se preze termina com listas de “melhores”, “mais lembrados”, “mais influentes”,  “mais importantes”… A restrospectiva faz parte do encerramento em grande estilo. Para nós, aqui da L&PM, foi bem difícil pensar nos 10 livros que marcaram o ano. Porque foram vários e todos eles, especiais. Mas também não vamos negar que alguns se destacaram e chamaram mais atenção dos leitores e da mídia. E são eles, agora, que (re)apresentamos aqui como sendo o “Top Ten L&PM 2010″:

1. Freud traduzido direto do alemãoO ano começou com duas novas traduções das obras de Freud: O futuro de uma ilusão e O mal-estar na cultura, traduzidos direto do alemão por Renato Zwick. São dois livros, mas concluimos que eles são um único destaque.

2. Os informantes – lançado em março,  marcou a estreia do escritor Juan Grabriel Vásquez no Brasil. O romance retrata a conturbada relação entre pai e filho a partir de uma parte esquecida da história da Colômbia.

3. Peanuts Completo – Este ano foram mais dois volumes de Peanuts Completo, a primorosa edição de luxo, com capa dura, que traz tiras dos anos 50 de Charlie Brown e sua turma. Em 2011 tem mais!

4. Surdo Mundo – Comovente e irônico, o romance do inglês David Lodge foi inspirado na própria surdez do escritor e conquistou leitores e críticos de todo o Brasil.

5. Anjos da Desolação – O romance de Jack Kerouac nunca antes traduzido e publicado no Brasil foi lançado no mês de agosto. Diretamente transcrito dos diários de Kerouac, a edição é complementada pela apresentação de Seymour Krim, escritor e crítico literário que participou da geração beat.

6. Pedaços de um caderno manchados de vinho - O livro de Charles Bukowski que apresenta uma seleção de contos e ensaios que ainda não haviam sido reunidos ou publicados. Contém, inclusive, o primeiro e o último contos escritos por Buk.

7. Agatha Christie em Quadrinhos – No ano dos seus 120 anos, Agatha Christie teve destaque na L&PM e ganhou até um Hotsite. Mas foram os HQ que mais chamaram a atenção. O primeiro volume foi lançado em agosto: trouxe Assassinato no Expresso Oriente, seguido de Morte no Nilo. Em outubro, chegou Morte na Mesopotâmia, seguido do Caso dos Dez Negrinhos.

8. As veias abertas da América Latina – O clássico de Eduardo Galeano ganhou nova tradução de Sérgio Faraco e foi lançado, ao mesmo tempo, em formato convencional e pocket. Para completar, ganhou índice analítico.

9. Série Encyclopaedia - Aqui, o destaque foi para uma série. Em 2010, a Série Encyclopaedia L&PM entrou em uma nova fase, com títulos da britânica Oxford University Press e livros trazendo ilustrações, fotos e mapas.

10. WaldenLançado em novembro, o clássico de Thoreau ganhou apresentação de Eduardo Bueno e elogiada tradução de Denise Bottmann.

Semana Cultural Sinais na Arte no MAM em São Paulo

segunda-feira, 27 setembro 2010

“Você tem duas opções quando não consegue ouvir o que os outros dizem: ficar quieto, acenar com a cabeça, murmurar e sorrir, fingindo que ouve o que o seu interlocutor está dizendo, usando de vez em quando uma expressão de concordância, mas sempre correndo o risco de meter os pés pelas mãos com consequências desagradáveis; ou então tomar a iniciativa, ignorar as regras normais de turnos conversacionais e falar sem parar sobre o assunto que preferir, sem deixar nenhum espaço para o seu interlocutor, o que evita o problema de escutar e entender o que ele está dizendo.”

O trecho acima é apenas uma das situações vividas por Desmond Bates, personagem central do romance Surdo Mundo de David Lodge. Desmond, um homem de meia idade que tenta lidar com a incapacidade de distinguir os sons, não faz outra coisa que gerar confusão – para ele e para todos à sua volta.

Por que estamos falando de surdez? Ontem (26/09) foi o Dia nacional do deficiente auditivo e do surdo. O dia foi marcado por eventos que ressaltam a importância da inclusão do social e do ensino da linguagem de sinais (Libras).

Para quem mora ou está de passagem por São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) está com um evento especial: a Semana Cultural Sinais na Arte. A programação oferece exibição de filmes, oficina de fotografia e visitas guiadas. Todos os eventos são realizados em LIBRAS.

Mais informações aqui.

Surdo mundo mostra que nem a surdez livra você das vuvuzelas

quarta-feira, 16 junho 2010

Se você, em um momento de raiva, desejou ser surdo para não ouvir nem Galvão Bueno e nem as vuvuzelas, saiba: não vai adiantar.

Desmond Bates, o protagonista de Surdo mundo – mais recente lançamento da L&PM –, descobriu que estava ficando surdo, e foi a um otorrinolaringologista:

“Ele me mostrou os gráficos que o audiólogo tinha feito, um para cada ouvido. Eles pareciam aqueles mapas celestes, cheios de constelações, com linhas retas que uniam os bipes, representados por pequenas cruzes. O desenho era praticamente igual para as duas orelhas. Hopwood [o médico] me explicou que eu sofria de surdez de alta freqüência, a forma mais comum da surdez adquirida (para distingui-la da surdez congênita), causada pela perda acelerada das células capilares do ouvido interno que convertem as ondas sonoras em mensagens ao cérebro”.

Pois as vuvuzelas, como explicou a revista Superinteressante (@revistasuper), soam em baixa freqüência – 253 Hz – o que faz com que Desmond Bates ainda consiga ouvi-las. Se bem que, ao menos, ao que tudo indica, ele estaria livre do Galvão…