Arquivo de maio, 2015

Os 70 anos do Dia da Vitória

sexta-feira, 8 maio 2015

Foi em 8 de maio de 1945 que, esgotados, os alemães assinaram sua rendição, marcando a data como o “Dia da Vitória”. Terminava assim a maior e mais sangrenta guerra de todos os tempos. Sete décadas depois, nesta sexta-feira, 8 de maio de 2015, serão muitos os eventos pelo mundo que lembrarão os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

No Brasil, entre os destaques está a inauguração de mostra fotográfica “70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial / Grande Guerra Patriótica” com imagens raras extraídas dos antigos arquivos soviéticos. A exposição acontece em São Paulo, na Biblioteca Latinoamericana Victor Civita. Na abertura, às 18h, haverá apresentação do Quarteto Romanov. A entrada é gratuita e a mostra permanecerá até 6 de junho.

Uma das fotos da mostra

Uma das fotos da mostra

Para marcar estes 70 anos, a L&PM Editores acaba de reeditar A Última Batalha, de Cornelius Ryan, o clássico relato da ofensiva que derrubou o Terceiro Reich.

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Baseando-se tanto em fontes oficiais e entrevistas com líderes militares quanto em depoimentos de soldados e civis, Ryan escreveu uma obra impregnada de tensão humana. A luta diária dos civis para sobreviverem na capital alemã bombardeada e às vésperas da invasão, os impasses políticos e diplomáticos dos bastidores da guerra, o que pensavam os militares próximo à vitória e à derrota e muitas outras histórias são contadas neste livro pelo escritor que reinventou e humanizou a literatura de guerra.

 

 

 

 

Um novo e belo trailer de “O pequeno príncipe”

quinta-feira, 7 maio 2015

Com um estilo visual que une animação tradicional e uma bela técnica em stop-motion, o novo filme O Pequeno Príncipe ganhou um novo trailer no final de abril.

O filme acompanha a história de uma adorável menina, submetida à sufocante rotina de compromissos que sua mãe lhe impõe, incluindo muito estudo e pouco lazer. Até que a vida da garota muda quando ela conhece um senhor de bom coração, velho em idade, mas novo em espírito. Ele conta para ela sobre o tempo em que foi aviador e conheceu um menino de outro planeta conhecido como… O Pequeno Príncipe.

Veja esse trailer mais recente com dublagem de gente famosa como James Franco, Rachel McAdams, Marion Cotillard,Benicio Del Toro, Jeff Bridges, Paul Giamatti e Ricky Gervais:

As cenas que focam no Pequeno Príncipe mostram momentos clássicos do livro de Antoine de Saint-Exupéry, como o momento em que o menino pede para o aviador lhe desenhar uma ovelha, o diálogo com a raposa (“o essencial é invisível aos olhos”) e a veneração dele por sua rosa.

O filme tem direção de Mark Osborne, responsável por Kung Fu Panda e Monstros Vs. Alienígenas.

O Pequeno Príncipe estreia no Brasil no dia 8 de outubro de 2015.

Abaixo, trailer dublado em português, mas menor do que o divulgado recentemente:

A L&PM publica O Pequeno Príncipe em dois formatos, pocket e convencional, com nova tradução de Ivone C. Benedetti.

A ligação entre Thoreau e Von Humboldt

quarta-feira, 6 maio 2015

O que Henry David Thoreau e Alexander Von Humboldt têm em comum? Além de terem morrido no mesmo dia 6 de maio (francês Thoreau em 1862 aos 44 anos e o alemão Humboldt em 1859 aos 89), ambos foram defensores e amantes da natureza. Thoreau, autor de A desobediência civil Walden, publicados pela L&PM POCKET, influenciou, entre outros, Tolstói, Gandhi e Proust. Aos 27 anos, foi morar no meio da floresta, às margens do lago Walden, em New Hampshire (EUA), e aderiu à autossuficiência, plantando o que comia. “Fui para os bosques para viver deliberadamente, para me defrontar apenas com os fatos essenciais da vida, em vez de descobrir, à hora da morte, que não tinha vivido” escreveu Thoreau.

Henry David Thoreau

Henry David Thoreau

Placa próxima ao lago Walden, onde Thoreau levou sua vida selvagem

Von Humboldt, que virou personagem de Figura na sombra, de Luiz Antonio de Assis Brasil, também passou a maior parte de sua vida explorando florestas, estudando fauna e flora, catalogando o que encontrou pelo mundo afora.

Alexander von Humboldt

Alexander von Humboldt

Mundo adentro, vida afora e Bivar na Revista Carta Capital

quarta-feira, 6 maio 2015

A Revista Carta Capital de maio, que chega às bancas nessa quarta-feira, dia 6, traz uma matéria de duas páginas sobre Antonio Bivar e seu mais recente livro, Mundo adentro, vida afora – Autobiografia do berço aos trinta, publicado pela L&PM. E se você ainda não leu o livro, não sabe o que está perdendo. Ele não é apenas a saga de um dramaturgo, escritor, beat, ícone da contracultura ou seja lá como se possa definir o grande Bivar. Em suas páginas, o leitor encontra histórias curiosas e divertidas sobre os bastidores do teatro brasileiro nos anos 60 e 70. “Esqueça os Beatles e leia tudo sobre Antonio Bivar. Ele também toma LSD” publicou O Jornal da Tarde em 1970. Outras frase boa – e que dá título à matéria de Alvaro Machado – é “Enquanto estamos lutando pelo arroz e feijão, lá vem o Bivar com a sobremesa”, bordão repetido pelo também dramaturgo Plínio Marcos para definir o colega.

Abaixo, a matéria completa. Para ler, basta clicar sobre as imagens para ampliá-las:

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As origens de Freud

quarta-feira, 6 maio 2015

Que lugar Freud ocupava no seio de sua família, que ele por sua vez perpetuará? Seu pai, Kalamon Jacob Freud – neto do rabino Efraim e filho do rabino Schlomo, morto dois meses antes do nascimento de Sigmund -, é o primogênito de uma família de comerciantes judeus, originários da Galícia Oriental. Ele pode ser considerado um homem das Luzes que permaneceu a vida inteira apegado aos valores tradicionais do judaísmo. Negociante de lãs, despreparado para a industrialização, ele não tem muito sucesso nos negócios, e em 1859 a família precisará deixar Freiberg, na Morávia (hoje Pribor, na atual República Tcheca), para instalar-se em Viena, como tantas outras famílias judias vindas da Eslovênia, Romênia, Polônia, Itália ou Hungria. Jacob tem 41 anos quando casa com Amalia Nathanson, vinte anos mais nova. É nesse contexto econômico difícil que Freud nasce, em 6 de maio de 1856, em Freiberg.

(…)

Amalia, que se tornou mãe de Sigmund aos 21 anos, também vinha de uma família judia da Galícia, anexada ao Império Austro-Húngaro. Ela passara a infância em Odessa antes de seus pais também se instalarem em Viena. Era uma jovem bonita, vivaz, inteligente, sempre decidida e que podia se mostrar tirânica, principalmente com as filhas. Quanto a seu filho mais velho, ela o chamava, mesmo em idade avançada, de Mein goldener Sigi (meu Sigi de ouro).

(…)

Não ha dúvida de que o jovem Sigmund tenha sido objeto de particular dileção por parte de sua jovem mãe – o que o dotou de uma profunda confiança em si mesmo diante da adversidade – e por parte de um pai de idade madura que, apesar das condições materiais bantante precárias, não hesitara em aconselhar ao filho que, para questões de orientação profissional, levasse em conta apenas suas próprias inclinações.

(Trechos de Freud, de René Major e Chantal Talagrand – Série Biografias L&PM)

O pequeno Sigmund e seu pai, Jacob Freud

O pequeno Sigmund e seu pai, Jacob Freud

A grande família Freud. Sigmund ao fundo, de pé, olhando para a câmera, atrás da cadeira de sua mãe, Amalia – Clique para ampliar

A L&PM publica diversas obras de Freud traduzidas direto do alemão, entre elas, A interpretação dos sonhos. Clique aqui para ver.

Adeus, Ruth Rendell

segunda-feira, 4 maio 2015

Ruth-Rendell-750495“Eunice Parchman matou a família Coverdale porque não sabia ler nem escrever” – assim começa Um assassino entre nós, livro de Ruth Rendell, escritora britânica que morreu na manhã do último sábado, 2 de maio, aos 85 anos em Londres.

E se a frase inicial do livro é tão marcante a ponto de um leitor jamais esquecê-la, sua autora é ainda mais inesquecível para os que conhecem suas tramas policiais repletas de enredos surpreendentes. “Acho que consigo fazer com que os leitores queiram virar as páginas”, disse ela em entrevista ao The Guardian em 2013. E realmente é impossível parar de ler um livro seu – até mesmo quando você sabe o nome do assassino e seu motivo desde a primeira linha, como é o caso de Um assassino entre nós.

Autora de mais de 60 romances, a escritora deu vida ao inspetor-chefe Reginald Wexford. “Ele é mais ou menos eu, embora não inteiramente. Wexford partilha as minhas opiniões basicamente na maior parte das coisas, por isso colocá-lo na página é relativamente fácil” declarou ela em 2013.

Quando trabalhava como jornalista em Essex, no Reino Unido, Ruth foi encarregada de fazer uma reportagem numa casa considerada mal assombrada e, na matéria, inventou ter visto o fantasma de uma idosa. E ao escrever sobre um jantar em um clube de tênis não mencionou que o orador convidado havia morrido em meio ao seu discurso, simplesmente porque ela não estava lá como deveria. Depois disso, desistiu do jornalismo, mas não da ficção. Só que demoraria 20 anos para publicar seu primeiro livro, tempo em que ficou cuidando do filho e escrevendo sem mostrar a ninguém.

A obra de Ruth Rendell foi traduzida para mais de 20 idiomas e alguns dos seus romances foram adaptados para o cinema, entre eles Carne trêmula, filmado em 1997 por Pedro Almodóvar.

Além de Um assassino entre nós e Carne trêmula, a Coleção L&PM Pocket publica, de Ruth Rendell, Unidos para sempre e Uma agulha para o diabo e outras histórias

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