44. Bienal do Rio: do Copacabana Palace ao Riocentro

Por Ivan Pinheiro Machado*

A XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro é o maior evento do livro no Brasil. Já há alguns anos ela é realizada nos amplos pavilhões do Riocentro na Barra da Tijuca e tornou-se, não só pela magia da cidade, como pelo magnífico espaço, uma grande celebração do livro brasileiro.  A L&PM Editores está lá com o seu estande no Pavilhão Verde, rua N, número 20.

O Copacabana Palace foi a sede da primeira Bienal do Rio em 1983

A história da nossa participação começa exatamente com a história da Bienal. A primeira edição foi realizada – pasmem – no hotel Copacabana Palace em 1983. Éramos um grupo restrito de editores, acomodados nos espaços do lobby e dos salões do velho e legendário Copa. Não havia nenhuma sofisticação nos estandes. Apenas expunhamos os livros para a visitação de um público pequeno e seleto. A sofisticação em si era do hotel mais badalado da cidade mais badalada do Brasil.

A Bienal de São Paulo havia iniciado o “ciclo das Bienais” – ano par em São Paulo, ano ímpar no Rio – e já era um grande acontecimento. Se no Rio era uma exposição recatada e sofisticada num hotel de luxo, a primeira bienal de São Paulo, um ano antes, havia sido um evento impressionante. Filas imensas serpenteavam em frente ao grande e também lendário pavilhão da Bienal de Artes Plásticas do Ibirapuera, um espaço bem mais adequado e que só foi abandonado quando a bienal cresceu demais. Lamentavelmente, na minha opinião, depois que deixou o Parque do Ibirapuera, ela nunca mais foi a mesma. Hoje é feita nos pavilhões da Fenit.

Estande da L&PM na Bienal de São Paulo de 1988

Mas voltando o Rio. Quando se vai para os pavilhões do Riocentro, quem segue pela praia tem uma clara visão da beleza empolgante da cidade. Passa-se por Ipanema, Leblon e entra-se na avenida Niemeyer rumo à São Conrado e de lá para a Barra. O cenário é o mar imenso, as baías, as praias de areia alvíssima, enfim, uma visão que é um bálsamo até visto dos engarrafamentos que são normais nestes trechos. Você anda bastante até chegar na Barra. Mas vale a pena. Impregnado da paisagem, você circulará por imensos pavilhões perfeitamente arejados e verá uma mostra de tudo o que se faz em termos de indústria editorial no Brasil.

Estande da L&PM na Bienal do Rio 2011

Este ano a inauguração de Bienal foi prestigiada pela presença, na quinta feira dia 1º, da Presidenta Dilma Rousseff. Isto dá uma amostra da importância deste grande evento. No final de semana, sábado dia 3 e domingo dia 4, o movimento de público foi impresionante. O estande da L&PM esteve lotado o tempo todo. Pessoas voltavam, pois não conseguiam entrar de tão abarrotado. No nosso estande estão expostos todos os livros em catálogo da L&PM. Em mais de 100 metros quadrados, o visitante tem uma idéia perfeita da produção da editora e especialmente dos quase 1.000 títulos já lançados pela coleção de bolso. Neste primeiro fim de semana, vendeu-se milhares de livros e lideraram as vendas o bestesller nacional Feliz por nada de Martha Medeiros e a versão em pocket de As Veias Abertas da América Latina do escritor uruguaio Eduardo Galeano, um velho conhecido dos cariocas. A XV Bienal Internacional do Rio de Janeiro vai até domingo próximo dia 11.

*Toda terça-feira, o editor Ivan Pinheiro Machado resgata histórias que aconteceram em mais de três décadas de L&PM. Este é o quadragésimo quarto post da Série “Era uma vez… uma editora“.

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