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Millôr Fernandes e a arte de traduzir

quarta-feira, 13 março 2013

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Com a experiência que tenho, hoje, em vários ramos de atividade cultural, considero a tradução a mais difícil das empreitadas intelectuais. É mais difícil mesmo do que criar originais, embora, claro, não tão importante. E tanto isso é verdade que, no que me diz respeito, continuo a achar aceitáveis alguns contos e outros trabalhos meus de vinte anos atrás; mas não teria coragem de assinar nenhuma das minhas traduções da mesma época. Só hoje sou, do ponto de vista cultural e profissional, suficientemente amadurecido para traduzir. As traduções quase sem exceção (e não falo só do Brasil), têm tanto a ver com o original quanto uma filha tem a ver com o pai ou um filho a ver com a mãe. Lembram, no todo, de onde saíram, mas, pra começo de conversa, adquirem como que um outro sexo. No Brasil, especialmente (o problema econômico é básico), entre o ir e o vir da tradução perde-se o humor, a graça, o talento, a poesia, o pensamento, e, mais que tudo, o estilo do autor.

Fica dito – não se pode traduzir sem ter uma filosofia a respeito do assunto. Não se pode traduzir sem ter o mais absoluto respeito pelo original e, paradoxalmente, sem o atrevimento ocasional de desrespeitar a letra do original exatamente para lhe captar melhor o espírito. Não se pode traduzir sem o mais amplo conhecimento da língua traduzida mas, acima de tudo, sem o fácil domínio da língua para a qual se traduz. Não se pode traduzir sem cultura e, também, contraditoriamente, não se pode traduzir quando se é um erudito, profissional utilíssimo pelas informações que nos presta – o que seria de nós sem os eruditos em Shakespeare? – mas cuja tendência fatal é empalhar a borboleta. Não se pode traduzir sem intuição. Não se pode traduzir sem ser escritor, com estilo próprio, originalidade sua, senso profissional. Não se pode traduzir sem dignidade.

(Millôr Fernandes – De uma entrevista para a Revista Senhor – 1962)

O catálogo L&PM possui várias obras traduzidas por Millôr Fernandes: O jardim das cerejeiras, seguido de Tio Vânia, de Tchékhov; Pigmaleão, de George Bernard Shaw; Fedra, de Racine; Lisístrata – A greve do sexo, de Aristófanes; quatro peças de Shakespeare: Hamlet, O rei Lear, A megera domada, As alegres matronas de Windsor e duas de Moliére: Don Juan e As eruditas.

O que Mark Twain pensaria disso?

sexta-feira, 7 janeiro 2011

Ilustração da primeira edição do livro, em que aparecem Huck e Jim

Uma nova edição norte-americana da obra As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, vai chegar às livrarias com uma alteração no vocabulário original. Todas as 219 vezes em que a palavra “nigger” aparece foram substituídas pelo termo “slave”. A justificativa apresentada pela editora South Books é a necessidade de adaptar a história aos currículos escolares. Literalmente, “nigger” significa “negro” ou “preto”, sempre relacionado à cor de pele, o que, segundo o professor Alan Gribben – que leciona literatura na Universidade Alburn e foi quem propôs a alteração para a South Books – pode ser entendido como uma manifestação racista.

Como era de se esperar, a decisão causou polêmica. Alguns acusam a South Books de tentar “sanear” o livro ao substituir o termo original que reflete as relações sociais do século 19.

Aqui no Brasil, o lançamento da nova edição de As aventuras de Huckleberry Finn pela Coleção L&PM Pocket está previsto para março, com tradução de Rosaura Eichenberg. Segundo ela, a palavra “nigger” aparece da primeira à última página, mas em nenhum momento pode ser entendida como uma manifestação racista. Rosaura explica que, no contexto da época, usar “nigger” para se referir a pessoas de pele escura era usual e livre de carga discriminatória ou ofensiva. Na edição da L&PM, a tradutora optou por utilizar “nigger” de forma literal como “preto” ou “negro”, justamente porque, em suas pesquisas sobre o contexto social da época, o termo era livre de qualquer conotação para além da cor da pele.

“Se a necessidade é adaptar a obra aos currículos escolares, em nome da moral puritana, deveriam cortar o personagem principal, que mente todo o tempo”, brinca a tradutora. Para ela, a adaptação pode ser entendida como censura, pois priva os estudantes de conhecer a realidade social da época em que a obra foi escrita. Ela lembra ainda o ocorrido aqui no Brasil com a obra de Monteiro Lobato e questiona: “Quem virou mais racista por causa da Tia Anastácia?”

E você, o que acha disso?

Lendo Walden

sexta-feira, 10 dezembro 2010

Por Denise Bottmann*

Dizem que Thoreau fez três coisas quando morava em Walden: escreveu Uma semana nos rios Concord e Merrimack, foi preso por não ter pagado o imposto do município e escreveu muitas notas que vieram a fazer parte de sua obra mais famosa, Walden.

Já comentei que a leitura de Walden às vezes pode ser opaca, embora todas as pistas estejam lá. É o caso de uma passagem belíssima, onde se mesclam ironias, coloquialismos, metáforas, repetições, jogos de palavras e outras figuras de estilo, misturam-se planos temporais, fazem-se digressões de caráter geral e apenas insinua-se o sentido:

Não faz muito tempo, um índio andarilho foi vender cestos na casa de um famoso advogado de minha vizinhança. “Querem comprar cestos?”, perguntou ele. “Não, não queremos”, foi a resposta. “O quê!”, exclamou o índio ao sair pelo portão, “querem nos matar de fome?” Tendo visto seus industriosos vizinhos brancos tão bem de vida – que bastava o advogado tecer argumentos e, por algum passe de mágica, logo se seguiam a riqueza e a posição –, ele falou consigo mesmo: vou montar um negócio; vou tecer cestos; é uma coisa que sei fazer. Pensando que, feitos os cestos, estava feita sua parte, agora caberia ao homem branco comprá-los. Ele não tinha descoberto que precisava fazer com que valesse a pena, para o outro, comprá-los, ou pelo menos fazê-lo pensar que valia, ou fazer alguma outra coisa que, para ele, valesse a pena comprar. Eu também tinha tecido uma espécie de cesto de tessitura delicada, mas não tinha feito com que valesse a pena, para ninguém, comprá-los. Mas nem por isso, em meu caso, deixei de pensar que valia a pena tecê-los e, em vez de estudar como fazer com que valesse a pena para os outros comprar meus cestos, preferi estudar como evitar a necessidade de vendê-los. A vida que os homens louvam e consideram bem-sucedida é apenas um tipo de vida. Por que havemos de exagerar só um tipo de vida em detrimento dos demais?

Vendo que meus concidadãos não pareciam dispostos a me oferecer nenhuma sala no tribunal de justiça ou nenhum curato ou sinecura em qualquer outro lugar, mas que eu teria de me arranjar sozinho, passei a me dedicar em caráter mais exclusivo do que nunca às matas, onde eu era mais conhecido. Decidi montar logo meu negócio, em vez de esperar até conseguir o capital habitual, usando os magros recursos que eu já tinha. Meu objetivo ao ir para o lago Walden não era viver barato nem viver caro, e sim dar andamento a alguns negócios privados com o mínimo possível de obstáculos; mais do que triste, parecia-me tolo ter de adiá-los somente por falta de um pouco de siso, um pouco de tino empresarial e comercial.

A que “negócios privados” Thoreau queria dar andamento ao se mudar para Walden? E que “cesto de tessitura delicada” seria aquele para o qual não conseguiu compradores?

Por muitos anos Thoreau alimentou a vontade de ir morar sozinho na mata, e vários elementos se compuseram para que decidisse ir para Walden. A oportunidade propícia surgiu quando Emerson comprou uma propriedade no local. O poeta Ellery Channing, conhecendo os anseios do amigo Thoreau, sugeriu que se instalasse lá. Thoreau combinou com Emerson, e assim foi.

Mas uma das ideias que por anos vinham ocupando seu espírito era fazer uma homenagem à memória ao irmão, falecido em idade prematura em 1842, e escrever um livro narrando a excursão que ambos tinham feito em 1839, percorrendo os rios Concord e Merrimack. Morando em Concord, não tinha o vagar e a liberdade mental de que precisava para escrever a obra. Estes eram os “negócios privados” (ou assuntos particulares) a que queria dar andamento “com o mínimo de obstáculos”.

Tendo efetivamente escrito A Week on the Concord and Merrimack Rivers durante sua permanência em Walden, o livro foi publicado em 1849. Nos anos em que refletiu sobre a experiência em Walden e reelaborou essas reflexões ao longo de cinco a sete versões diferentes de Walden (que viria a ser publicado em 1854), Thoreau pôde conhecer a fortuna do tributo que fizera ao irmão: um fracasso de vendas – duzentos exemplares vendidos em quatro anos… Diga-se de passagem que apenas em décadas recentes tem-se reconhecido a finíssima lavra de A Week: até então, era tida como obra canhestra e desconjuntada.

Assim se entende qual era o cesto de delicada tessitura que ninguém se interessara em comprar… Notem-se os movimentos temporais: o parágrafo inicial é uma reflexão posterior ao relato apresentado no parágrafo seguinte; dentro do inicial, há também uma sutil circunvolução: o episódio do índio funciona como uma espécie de justificativa a posteriori de sua decisão em adotar uma forma de vida que lhe permitisse tecer seus textos/cestos em paz, sem a premência de vendê-los. Vivendo em Walden, pôde construir uma narrativa com trama de singular e complexo lirismo, que demandaria mais de cem anos para vir a ser devidamente reavaliada.

De passagem, entende-se também o sentido, de outra forma obscuro, do adjetivo triste: “mais do que triste, seria tolo” adiar seus planos de construir o memorial ao irmão, se fosse apenas por questões de fundo pragmático.

Outra característica de Walden, também ilustrada nos trechos acima: as referências, em sua imensa maioria, são concretas. O episódio do índio é autêntico, e Thoreau chegou a registrar em seu diário o nome do advogado (Samuel Hoar, figura muito conhecida na cidade).

(Uma boa fonte de consulta é a bela edição anotada de Walden com introdução e notas de Walter Harding, Houghton Mifflin, 1995. Também interessante é The Thoreau Reader, site com suas obras anotadas. Ilustração: verso de página da primeira edição de A Week, em exemplar pessoal de Thoreau. Citação dos trechos: Walden, tradução minha, L&PM, 2010, pp. 31-32. Para o original, ver aqui.)

*Denise Bottmann é tradutora de Walden, publicado pela L&PM. Semanalmente Denise escreve no seu blog Não gosto de plágio


A guerra do Bom Fim, de Scliar, é traduzido para o francês

sexta-feira, 27 agosto 2010

Entre as 22 obras de autores brasileiros que estão sendo traduzidas nesse momento, está A guerra do Bom Fim, de Moacyr Scliar. A obra passará a fazer parte do catálogo da Éditions Folies d’encre, da França.
A guerra…, lançado originalmente em 1972  e publicado em 1981 pela L&PM , em plena ditadura militar, é o primeiro romance de Scliar. Como outros livros de sua geração, testemunha a necessidade dos escritores  contemporâneos de lançar novas luzes sobre o passado e a identidade nacional.

A aventura de traduzir Kerouac

sexta-feira, 9 abril 2010

Guilherme da Silva Braga enfrentou o desafio de traduzir Jack Kerouac: Visões de Cody, Big Sur e agora Anjos da desolação, que deverá ser lançado no início do segundo sementre de 2010. Obras viscerais de um autor que marcou o século XX, que inovou na linguagem e segue sendo contemporâneo, e que chega até nós na versão impecável de Guilherme que narra, abaixo, o duro caminho que percorreu para traduzir o texto e a alma de Kerouac.

Por Guilherme da Silva Braga

Depois de três meses de trabalhos começados logo após o Ano-Novo e de quase quatrocentas páginas de prosa ensandecida, hoje terminei a tradução de mais um livro do Kerouac, que vai sair em português pela L&PM com o título de Anjos da desolação (“Desolation Angels”). Assim como aconteceu com Visões de Cody, essa é a primeira tradução de Anjos da desolação para o português, o que é uma ótima notícia para os leitores ávidos por novidade.
Não sei se algum leitor faz idéia, mas esse jeitão largado dos textos do Kerouac pode ser um tanto intimidador para quem traduz, mesmo quando a gente trabalha com o maior cuidado e o maior respeito pelo texto. Quando terminei a minha tradução do difícil poema Mar, que encerra o Big Sur, por exemplo, foi um grande incentivo descobrir que a tradução do Paulo Henriques Britto (Brasiliense, 1985) – embora muito diferente da minha – tinha dado um tratamento mais ou menos similar ao texto. Faz bem saber que o que a gente está fazendo não é uma loucura e que outros tradutores de reconhecida competência e talento tomaram decisões parecidas quando precisaram.

Um bom começo para quem quer conhecer Kerouac

Guilherme também traduziu "Visões de Cody" / Divulgação

Digo sem dúvida que Anjos da desolação é o meu livro favorito do Kerouac até o momento, bem como uma excelente apresentação para quem nunca leu nenhuma obra do cara. Anjos da desolação não é tão surtado quanto Visões de Cody, mas ainda assim quaisquer concessões à “arte do bem escrever” no sentido acadêmico-babaca do termo passaram longe: Kerouac acerta a mão na escrita de sua prosa tipicamente escalafobética, mantendo a estranheza, a espontaneidade e o experimentalismo subversivo do texto, porém sem descambar o tempo inteiro para o absurdo. O resultado é um livro a um só tempo mais cativante e de leitura mais agradável.
Como de costume, em Anjos da desolação Kerouac faz da vida uma aventura e relata desde as experiências espirituais que teve durante a solidão prolongada no topo do Desolation Peak, onde trabalhou como vigia de incêndios, até cenas absolutamente hilárias ao lado dos amigos Allen Ginsberg, Peter Orlovsky, Lafcadio Orlovsky e Gregory Corso na Cidade do México – tudo regado a viagens, garotas, alegrias, bebidas, paranoias, tristezas e ternuras, como qualquer leitor devoto está cansado de saber.
Como tradutor que sou, no entanto, não me cabe contar a história do livro, mas apenas a da tradução. Anjos da desolação, diferente do que ocorreu em Visões de Cody, não virá acompanhado de nenhuma nota introdutória minha sobre a tradução, uma vez que as dificuldades que apresenta – embora não tenham faltado – não são nem tão específicas nem tão extremas a ponto de justificar a tal nota. O que não me impede de escrever estas breves palavras sobre alguns dos percalços que enfrentei com tanta alegria durante a tradução da obra, claro.
Ao contrário do que reza a cartilha tradutória – mas a exemplo do que quase todos os tradutores literários que conheço e com quem já troquei idéias fazem –, não costumo ler os livros que traduzo antes de começar a traduzi-los. No caso específico do Kerouac, parece-me que abrir mão de uma leitura prévia pode ter o benéfico efeito colateral de manter o frescor do texto, o que evidentemente não me dispensa, ao cabo da tradução, de reler todo o texto produzido em português uma segunda vez com o maior cuidado possível para corrigir erros, completar lacunas e aparar arestas a fim de deixar o texto o mais fluente possível.

Parte da série "Beats", publicada pela L&PM

Cada página, um desafio

Tenho certeza de que há quem pegue os livros do Kerouac – seja no original, seja em uma tradução minha ou dos outros valentes tradutores que arriscaram o pescoço nas outras versões brasileiras dos livros do autor – e pense que é fácil escrever ou traduzir prosa em um estilo mais livre, já que certas preocupações com correção gramatical, coerência e coesão textual vão em boa parte para o espaço. O que menos gente percebe é que toda essa liberdade estilística gera um conjunto muito particular de problemas tradutórios. Um dos aspectos mais gritantes, no caso específico de Kerouac, é o som e o ritmo da prosa original, dotada de uma naturalidade incrível, que a faz soar quase como se fosse de fato um texto falado – o que às vezes de fato acontece, como por exemplo no enorme capítulo de Visões de Cody intitulado Frisco: a fita. Assim, um dos grandes desafios de traduzir Kerouac é manter essa espontaneidade, essa vivacidade da língua falada no texto escrito – algo que não estamos acostumados a ver. Muito do que pode parecer desleixo e improviso destrambelhado quando escrito na página soa exatamente como falaríamos no dia-a-dia se lido em voz alta com a entonação adequada (verdade que em certos casos soa tal como falaríamos depois de tomar um porre, mas ainda assim o efeito de verossimilhança permanece).

Os diálogos, um dos pontos altos

Outro aspecto muito comentado e raras vezes explicado quando se fala sobre tradução é a necessidade de conferir a cada personagem uma voz própria. As primeiras vezes em que ouvi falar a respeito, não entendi muito bem como esse efeito seria alcançado. Mas durante a tradução de Visões de Cody descobri um caminho que tem me prestado bons serviços e me permitido dar uma cara própria às falas de Kerouac, Neal Cassady, Gregory Corso, Allen Ginsberg, William Burroughs e o resto desse pessoal. No texto original, o modo como alguns dos personagens falam – Cassady em particular – é tão flagrantemente diferente dos demais que me vi obrigado a elaborar um guia pessoal de estilo para os diferentes protagonistas, a fim de registrar as peculiaridades que eu conferi, em português, à fala de cada um. Assim, nas minhas traduções, o leitor notará por exemplo que Cassady prefere a forma “cê” em vez de “você”, e que Kerouac e Ginsberg falam “teu”, enquanto Corso fala “seu”. Claro, esses são apenas exemplos simplórios, mas depois de traduzir três livros de Kerouac – Visões de Cody, Big Sur e agora Anjos da desolação, com um quarto livro do autor já em vista – o meu pequeno guia cresceu a ponto de incluir expressões e maneirismos menos óbvios, como “fiadaputa” (em geral dito por Neal Cassady), “tá legal” (Gregory Corso), “hmmm” (William Burroughs) e “volta e meia” (Jack Kerouac). É óbvio que estas são apenas orientações gerais que elaborei para a minha própria consulta e não regras infalíveis a que me ative de maneira obstinada – o que sequer seria desejável –, mas de qualquer modo pareceu-me que adotar este ou aquele modo de dizer dependendo de quem está falando seria uma boa forma de marcar a individualidade dos personagens nos diálogos.
Os diálogos de Anjos da desolação, aliás, são um dos pontos mais altos do livro. Em algumas das melhores cenas, Gregory Corso, sempre aos berros, faz um breve e inflamado discurso sobre a beleza e a verdade para os atônitos passageiros de um ônibus; Allen Ginsberg trava uma divertidíssima conversa trilíngüe em que mistura inglês (português), espanhol e francês para pechinchar o aluguel de um apartamento na Cidade do México com a senhoria; e Lafcadio, o irmão parcialmente catatônico de Peter Orlovsky, insiste em fazer perguntas sobre os sonhos de Kerouac.

Agora é só esperar mais alguns meses para o livro chegar às livrarias.