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Alexandre Boide e Drik Sada participam de evento sobre mangás

Nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 19 horas, acontece um evento imperdível para os fãs de mangás. Alexandre Boide e Drik Sada, responsáveis pela edição e tradução em português da série Clássicos em Mangá, da Coleção L&PM Pocket, participam do evento “O Mangá e os clássicos da literatura mundial”, um bate-papo que vai rolar na Casa Guilherme de Almeida em São Paulo. Alexandre e Drik abordarão problemas e especificidades para a adaptação de quadrinhos, bem como a tradução de obras quadrinizadas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online. Segundo os organizadores, esta atividade poderá contar como crédito de horas para o Programa Formativo para Tradutores Literários.

Mangas leque trabalhado

Os títulos da Série Clássicos em Mangás são
– Hamlet
– Assim falou Zaratustra
– Manifesto do Partido Comunista
– O Grande Gatsby
– A interpretação dos sonhos
– Ulisses
– Em busca do tempo perdido
– Os irmãos Karamázov
– Metamorfose
– A arte da guerra
– O contrato social

O mangá “Ulisses”, adaptado da obra de James Joyce

O jornalista Alexandre de Paula escreve sobre a adaptação de “Ulisses“, de James Joyce, publicado na Série Clássicos em Mángá da Coleção L&PM Pocket. O texto de Alexandre foi publicado no Correio Braziliense e também no Diário de Pernambuco. Leia abaixo:

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Ulisses_MANGA

“Ulisses” tem 400 páginas e custa R$ 29,90

“Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust, agora em mangá

Em busca do tempo perdido é a obra máxima de Marcel Proust. Publicada em sete volumes, três deles póstumos, ela traz a memória como o fio condutor do romance.

Outro tema recorrente é a homossexualidade. O narrador suspeita constantemente das relações de sua apaixonada com outras mulheres. E Charles Swann, a figura central de grande parte do primeiro volume, tem ciúmes da sua amante Odette (com quem mais tarde casará), que acaba por admitir ter realmente mantido relações sexuais com outras mulheres.

Na adaptação de Em busca do tempo perdido para o estilo mangá, que acaba de chegar à Coleção L&PM Pocket, isso aparece em várias páginas:

Em busca homo

Além disso, alguns personagens secundários, como o Barão de Charlus são abertamente homossexuais, enquanto outros, como o grande amigo do narrador, Robert de Saint-Loup, são mais tarde apresentados como homossexuais não assumidos. O livro “The Columbia Anthology of Gay Literature”, publicado em 1998 pela Columbia University Press cita Em busca do tempo perdido como a obra que derrubou estereótipos: A monumental confrontação do tema da homossexualidade em “Em Busca do Tempo Perdido” mostrou aos leitores que a homossexualidade poderia ser mais que apenas um conjunto de atos lascivos de sodomitas ou de maneirismos afetados de homens obcecados em negar a sua masculinidade. Em vez disso, o romance de Proust apresentou a homossexualidade como um assunto complexo e multifacetado que, se examinado de perto, derrota todos os estereótipos.

A L&PM também publica Um amor de Swann, segunda parte de Em busca do tempo perdido.

O mangá de “O contrato social”

Acabou de chegar na Coleção L&PM Pocket O contrato social em versão mangá. O clássico de Jean-Jacques Rousseau segue atual mesmo contando uma história que se passa no século 18, quando a Europa vivia em meio à miséria e à opressão promovidas pelas monarquias absolutistas. É neste contexto que o filósofo ousa lançar a pergunta: qual seria o sistema de governo mais legítimo e socialmente mais justo?

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“A metamorfose” em mangá

Acabou de chegar mais um título na Série L&PM Pocket Mangá: o clássico A metamorfose, de Franz Kafka.

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Ao amanhecer um dia transformado em um inseto gigante, Gregor Samsa viu sua vida e a de sua família se tornar um pesadelo absurdo e interminável. Escrita em 1912, A metamorfose é a história mais conhecida e estudada de Franz Kafka, uma preciosa porta de entrada para a obra de um dos autores mais peculiares do século XX, que retratou como ninguém a perplexidade do ser humano diante de um mundo cada vez mais injusto e sem sentido. Na série L&PM Pocket Mangá, o clássico é adaptado para a linguagem ágil de dinâmica das histórias em quadrinhos japonesas.

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Começou a Flipoços 2013

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Tem literatura pulsando em Minas Gerais. A oitava edição da Flipoços – Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas – começou no sábado, 27 de abril, e vai até 05 de maio com uma programação intensa. Seguem aqui alguns encontros que destacamos dentro da programação:

– OFICINA “GERAÇÃO BEAT” com Claudio Willer (tradutor de Allen Ginsberg e Jack Kerouac e autor do livro “Geração Beat“) e Roberto Mugiatti. 03 de maio às 16h. Clique aqui para saber mais detalhes.

– HOMENAGEM À ALBERTO CAMUS com Manuel Costa Pinto (especialista em Alberto Camus e crítico de literatura do Programa Metrópolis). 04 de maio às 15h30.

– 3º ENCONTRO DO MANGÁ – 05 de maio às 9h.

 

A(s) possibilidade(s) de uma ilha – Parte III

Alexandre Boide conta a história dos Mangás* (Leia antes a parte I e parte II)

Livres da obrigação autoimposta de agradar somente a uma faixa de público específica, os mangás puderam atingir o grande público a partir de temas quase sempre inexplorados e evitados pelos quadrinhos ocidentais produzidos para o consumo de massa: a violência gráfica explícita e impactante de artistas como Buronson (de Hokuto no Ken) e Ryoichi Ikegami (de Crying Freeman); o retrato glamourizado da atividade criminosa na obra de quadrinistas como Takao Saito (de Golgo 13) e Monkey Punch (de Lupin III); a sensualidade despudorada do traço de Oh! great (de Tenjho Tenge); a ficção intimista dos retratos urbanos presentes nas histórias curtas de Yoshihiro Tatsumi e Jiro Taniguchi; a ficção científica apocalíptica de Katsuhiro Otomo (de Akira) e Masamune Shirow (de Ghost in the Shell); o terror visualmente fascinante de Junji Ito (de Uzumaki) e Hitosi Iwaaki (de Parasyte).

Da mesma forma como não se limita a uma determinada faixa etária, a popularidade dos mangás também não faz distinção de gênero. Aliás, a própria noção dos quadrinhos como uma diversão destinada a meninos pode ser considerada uma herança maldita do Comics Code, que vetava qualquer abordagem de temas românticos que não viesse impregnada de um escancarado viés moralizante. No Japão, as histórias para meninas estão presentes desde os primórdios das revistas de mangás, com títulos dedicados exclusivamente a elas. E, pelo menos desde a década de 1960, são elas que põem a mão na massa: com poucas exceções (como A princesa e o cavaleiro, de Osamu Tezuka), os grandes sucessos dos mangás para meninas são de autoras do sexo feminino. Nesse universo, personagens masculinos de aparência andrógina também são bastante frequentes, assim como romances envolvendo personagens do mesmo sexo, especialmente meninos.

"A princesa e o cavaleiro" de

"A princesa e o cavaleiro", de Osamu Tezuka

Passados mais de 60 anos desde a publicação de Shin-Takarajima, a aventura pioneira de Osamu Tezuka, existem mangás para todos os públicos, gostos, gêneros e faixas etárias. O leque de opções é o mais variado possível: desde as onipresentes sagas de samurais, histórias de ação e humor ininterruptos voltadas para meninos e as tradicionais aventuras de capa e espada até temas muito mais improváveis como gastronomia, pescaria, jogos de tabuleiro e degustação de vinhos finos. E isso sem levar em conta um mercado de quadrinhos alternativos repleto de subgêneros de assimilação nem sempre tão fácil, como lolicon (ou “complexo de Lolita”, com suas fantasias sexuais envolvendo adolescentes) ou ero-guro (“erótico grotesco”, cuja denominação dispensa maiores explicações).

Os dois primeiros mangás a ser lançados pela L&PM são um bom exemplo dessa diversidade. Os dois volumes de Solanin, de Inio Asano — publicado na revista Weekly Young Sunday, da editora Shogakukan, entre 2005 e 2006 —, narram a luta de um jovem casal de recém-formados para se integrar à sociedade adulta sem abrir mão de seus sonhos e ideais. Transformada em filme no Japão, a série foi indicada ao Harvey Award de Melhor Edição de Material Estrangeiro ao ser publicada nos Estados Unidos, em 2008. Já Aventuras de menino, do veterano Mitsuru Adachi, é uma compilação de sete histórias publicadas na revista Big Comic Original, também da Shogakukan, entre 1998 e 2006, e têm em comum o fato de tratarem de recordações do universo infantil, um terreno que o autor explorou com maestria em seus popularíssimos mangás para meninos.

Apesar de tudo isso, ainda há quem pense que os quadrinhos japoneses se resumem à violência extrema e imagens que beiram o pornográfico. Afinal, no Brasil, os mangás são um fenômeno um tanto recente. Alguns títulos chegaram a ser publicados no final da década de 1980 e no início dos anos 1990, mas foi só no ano 2000 que eles desembarcaram por aqui com toda a força, a reboque do sucesso dos desenhos animados na televisão, e respeitando na medida do possível o formato de publicação das histórias em volumes encadernados no Japão. Nessa época, não havia muita gente disposta a apostar no potencial de histórias em quadrinhos em preto e branco feitas para ser lidas “de trás para a frente”. Hoje elas são maioria nas bancas, e estão chegando ao mercado de pocket books através da maior coleção de livros de bolso do país.

(Fim)

(leia aqui a parte II)

*Alexandre Boide é tradutor e coordenador editorial dos Mangás que serão publicados no final de 2011 pela L&PM. “A(s) possibilidade(s) de uma ilha” foi escrito especialmente para este Blog e será publicado em três partes, do dia 01 ao dia 03 de setembro. Não deixe de acompanhar.

Nossos primeiros Mangás

Os Mangás possuem muitos fãs e colecionadores. Não apenas no Japão – país que mais consome quadrinhos no planeta -, mas pelo mundo afora.  A L&PM aderiu ao gênero e, ainda este ano, vai lançar títulos clássicos de uma das maiores editoras japonesas, a Shogakukan: Solanin (em dois volumes), de Inio Asano, e Boken Shonen, de Mitsuri Adashi.

E para adiantar, apresentamos aqui a capa original do primeiro volume de Solanin que chegará à Coleção L&PM POCKET no segundo semestre de 2011 (aqui ela ainda está em japonês) e duas páginas como elas chegam na editora: com os balõeszinhos em branco para serem preenchidos com a versão em português, cuja tradução do japonês está sendo feita por Adriana Kazue Sada, sob a coordenação editorial de Alexandre Boide (o mesmo tradutor da Série Peanuts Completo). Logo, logo, você vai saber o que eles estão dizendo aí… Por enquanto, use a imaginação.