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O scroll de “On the road” chega a Londres

Pouco antes da estreia do filme “On the road/Na estrada” na capital inglesa, o “manuscrito original” do livro mais famoso de Jack Kerouac chega às terras da Rainha. A exposição “On the Road: Jack Kerouac’s Manuscript Scroll”, inaugurada nesta quinta, 4 de outubro, oferece ao público, o “scroll” com 36 metros de comprimento e uma série de raras gravações em áudio feitas pelos membros da chamada Geração Beat, entre eles Allen Ginsberg, autor do Uivo, William Burroughs, autor de Almoço nu, e Neal Cassady, em quem Kerouac se inspirou para criar Dean Moriarty, personagem principal de On the road.

Para quem nunca viu o scroll, ele aparece neste vídeo sendo desenrolado para uma exposição em 2007:

Além da versão tradicional e editada de On the road, a L&PM também publica o “manuscrito original” na Coleção L&PM Pocket.

Os haicais de Kerouac estão mais perto de nós

Prepare-se para ler os haicais de Jack Kerouac em português a partir de 2013. Quinta-feira, 27 de setembro, Claudio Willer anunciou em seu blog que entregou à L&PM Editores parte da tradução do livro que traz os pequenos poemas de Kerouac. “Não resisti a postar o final do Livro de haicais de Kerouac (acabo de enviar ao editor o copião da tradução, sem revisão). Achei comovente. Ele escreveu até o fim, até seus últimos dias, até morrer. Acima de tudo, foi um poeta.”

Encolhido, arreganhando os dentes
para a nevasca,
Meu gato me encara

Encolhida na
nevasca, a antiga
Miséria do gato

Surpreendente briga de gatos
na sala em uma
Rancorosa noite de setembro

Chuva-na-Cara
olha desde a colina:
Custer lá embaixo

Touro Sentado ajusta
sua cinta: o cheiro
de peixe defumado

A mosca, tão
solitária como eu
Nesta casa vazia

O outro homem, tão
solitário como eu
Neste universo vazio

Willer, que também é o tradutor de Uivo, de Allen Ginsberg, é um verdadeiro expert em literatura beat. Autor do livro Geração beat, ele realiza uma palestra sobre hoje, 02 de outubro, às 18:30 na Livraria Sebinho em Brasília.

Novidades com a assinatura de Lawrence Ferlinghetti

Lawrence Ferlinghetti é mais do que um poeta e escritor brilhante, mais do que o dono da célebre livraria City Lights de São Francisco, mais do que amigo e editor de Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs e outros beats. Ferlinghetti é uma lenda viva que, aos 93 anos, segue na ativa, literalmente. “Time of Useful Consciousness” (“Tempo de consciência útil”) é seu mais recente livro que acaba de ser lançado nos Estados Unidos pela New Directions Book. O título é um termo da aeronáutica que define o momento da última consciência de uma pessoa, aquele breve espaço de tempo em que a vida ainda pode ser salva, mas que se está à porta da morte por falta de oxigênio. Pura metáfora…

Lawrence Ferlinghetti em frente a sua livraria, a City Lights, em São Francisco

O livro é um grande poema que, através do fluxo de consciência, mostra um Ferlinghetti cheio de ritmo e musicalidade, no mais puro estilo beat. Entre suas palavras, ele cita Bob Dylan, Johnny Cash e Woody Guthrie, dizendo que estes músicos são os “verdadeiros poetas populares da América”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo sobre este lançamento, Ferlinghetti respondeu o que acha de e-books, e-commerce e todas essas novidades: “As redes de livrarias vão mal, mas não a City Lights. Nós estamos indo melhor do que nunca. Estamos nos beneficiando do fato de que somos a última livraria onde as pessoas podem ir e achar um livro de verdade. As pessoas vêm de todo lugar do mundo para buscar livros aqui. O que penso é que os e-books e toda a civilização eletrônica, a internet, o YouTube, Skype, tudo isso do mundo eletrônico, pode desaparecer em um segundo. Toda a civilização eletrônica. Pode acontecer a qualquer momento. Muitos cientistas respeitáveis do clima, hoje, advertem para o que chamam de “tipping point”, um mecanismo de esgotamento. Há fenômenos do tipo acontecendo em Miami, na Flórida, neste momento. Enquanto isso acontece, as mudanças climáticas acontecem, estão fazendo uma grande festa. Lord Byron escreveu um poema sobre a batalha de Waterloo. Descreve como, enquanto os canhões soavam a distância, as pessoas faziam uma grande festa na capital, alheias à destruição.”

Ninguém nasce poeta. Você se torna poeta, em geral contra sua vontade. Não se escolhe essa vocação. Quando eu cheguei a São Francisco, queria comprar um pedaço de terra e fundar uma vinícola“, disse ainda Ferlinghetti na matéria do Estadão.

Turma beat: em frente à livraria City Lights, o grupo é formado, entre outros, por Neal Cassady e Allen Ginsberg. Ferlinghetti é o da ponta, à direita.

Ainda este ano, a L&PM lançará o único romance escrito por Ferlinghetti, ainda inédito no Brasil: Amor nos tempos de fúria. Dele, também é publicado na Coleção L&PM Pocket Um parque de diversões na cabeça em edição bilíngue com poemas que têm tradução de Eduardo Bueno e Leonardo Fróes.

Uma caricatura dos beats

Muito antes de Walter Salles lançar On the Road nos cinemas, Hollywood produziu, em 1960, um filme chamado “The Beatniks”. Calma, não se empolgue, ainda não corra para baixá-lo achando que vai encontrar uma ode a Jack Kerouac e sua turma. “The Beatniks” é uma caricatura. E meio grotesca, até. Dirigido por Paul Frees, o filme tem uma trama insípida que opõe uma gang de beatniks degenerados à Universal Records: quando um deles é contratado pela gravadora, seus amigos não poupam grosserias e agressões para fazê-lo perder a chance da sua vida. “Vivendo por seu código de rebelião e motim” dizia o cartaz.

Tão exagerada era a coisa que é impossível não imaginar Jack Kerouac e Allen Ginsberg dando boas risadas ao assisti-lo. Se bem que eles nem devem ter visto “The Beatniks”. Até porque eles tinham coisa bem melhor pra fazer naquela época. Como escrever livros, por exemplo…

Contardo Calligaris assitiu ao filme “Na estrada”

“Na estrada”

Por Contardo Calligaris*

Assisti a “Na Estrada”, de Walter Salles, na sexta passada, no Rio. E passei o fim de semana pensando na minha vida.

Li “Na Estrada”, de Jack Kerouac, no fim dos anos 1960, provavelmente em Nova York -mas talvez em Houston. O texto que eu li era uma versão expurgada; isso, na época, eu não sabia. Não voltei ao texto em 2007, quando a Viking publicou o manuscrito original (em português pela L&PM). Mas o texto voltou em mim com força, na sexta-feira, quando assisti ao filme.

Nos anos 1960, eu era um hippie lendo um “beat”. Na mesma época, “Almoço Nu”, de William Burroughs, me seduzia, mas me assustava -longe demais de minha experiência (das drogas, do sexo e da vida). Também lia Allen Ginsberg e Gregory Corso, mas, aos dois, preferia Lawrence Ferlinghetti -outra escolha “bem comportada”, dirá alguém.

O fato é que “Na Estrada” foi a parte da herança “beat” da qual eu me apropriei imediatamente. Por quê? As drogas, o álcool ou o sexo “livre” me pareciam secundários -apenas um jeito de dizer: “Não esperem que a gente viva como manda o figurino”.

O essencial, para mim, era a junção da fome de aventura com uma raivosa vontade de escrever. A vida se confundia com um projeto literário que exigia os excessos: era preciso viver intensa e loucamente, de peito aberto, para que valesse a pena contar a história. Por isso, eu e outros podíamos, ao mesmo tempo, venerar Kerouac e Hemingway -os quais, álcool à parte, provavelmente, não se dariam.

Pensando bem, eu fui mais um “beat” atrasado do que um hippie. A procura por iluminações interiores e comunhões cósmicas da idade de Aquário, tudo isso me parecia pacotilha para “Hair”, coisa da Broadway. Fiz minha peregrinação à Índia e ao Nepal, mas considerava com desconfiança o orientalismo que estava na moda: o budismo dos anos finais de Kerouac e Ginsberg não me parecia mais sério do que o hinduísmo dos Beatles.

O problema é que eu era um espécimen bastardo: “mezzo” hippie e “mezzo” maio-68 francês, “mezzo” descendente dos “beats” e “mezzo” filho marxista do pós-guerra europeu.

Kerouac não tinha simpatia pelo marxismo. Ele preferia o individualismo dos que procuram uma fronteira para desbravar -pouco a ver com um projeto de reforma social ou de revolução. Para os “beats”, aliás, transformar a sociedade seria um problema. Certo, Neal Cassady e Gregory Corso passaram tempo na cadeia; e Burroughs, Kerouac e Ginsberg foram censurados. Mas, justamente, num mundo que não lhes resistisse, a vida dos “beats” perderia sua dimensão épica.

Ao longo dos anos 1970 e 1980, fazendo um balanço, eu teria dito que, em mim, a herança marxista europeia prevalecera sobre a herança “beat”. Hoje, penso o contrário -não sei se por decepção política ou por maturidade. Mas não tenho muitas certezas: por exemplo, minha errância pelo mundo foi uma experiência da estrada ou uma versão “chique” do cosmopolitismo forçado dos trabalhadores modernos?

E será que vivi como um fogo de artifício? Ou então durar e continuar vivo se tornou, para mim, mais importante do que me arriscar na intensidade das experiências?

O filme de Salles está sendo a ocasião imperdível de um balanço -ainda não decidi se festivo ou melancólico. Cuidado, o balanço não interessa só minha geração. Cada um de nós pode se perguntar, um dia, como resolveu a eterna e impossível contradição entre segurança e aventura: quanta aventura ele sacrificou à sua segurança?

Essa conta deveria ser feita sem esquecer que 1) a segurança é sempre ilusória (todos acabamos morrendo) e 2) qualquer aventura não passa de uma ficção, um sonho suspenso entre a expectativa e a lembrança.

Que você tenha lido ou não o livro de Kerouac, e seja qual for sua geração, assista ao filme e se interrogue: se uma noite, inesperadamente, Neal Cassady tocar a campainha de sua casa, louco de aventuras para serem vividas e com o olhar fundo de quem dirige há horas e ainda quer se jogar na estrada, você saberia e poderia, sem fazer mala alguma, simplesmente ir embora com ele?

*Este texto foi publicado originalmente na coluna de Contardo Calligaris no caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo no dia 19 de julho de 2012.

Arte, música e poesia para Allen Ginsberg

Todos os anos e sempre nos primeiros dias de junho, o HOWL! Arts Project promove o HOWL! Festival para comemorar o aniversário de Allen Ginsberg, que nasceu em 3 de junho de 1926 e estaria completando 86 anos hoje. A comemoração acontece no Tompkins Square Park, em East Village, o bairro novaiorquino onde Ginsberg morou até o fim da vida. O festival abriu os trabalhos na sexta-feira, 1º de junho, com a leitura de “Howl” (Uivo), o longo e pulsante poema de Ginsberg, e a programação de shows e intervenções artísticas seguiu durante todo o fim de semana.

Leitura do "Uivo" na abertura do HOWL! Festival (fonte: Flickr ennuipoet)

Quem estiver em Nova York ainda pode participar! Hoje é o grande dia do festival – o dia do aniversário de Ginsberg – e a programação segue intensa até o fim do dia com shows, performances e intervenções artísticas.

15 anos sem Allen Ginsberg

Quando Allen Ginsberg morreu, há 15 anos atrás, em 5 de abril de 1997, ele estava cercado pela família e amigos em seu loft no East Village em Nova York. Aos 70 anos, Ginsberg sucumbiu ao câncer de fígado e se foi deixando poemas que marcaram toda uma geração. Seu longo e profético Uivo, por exemplo, deu início ao movimento beat e o transformou em uma celebridade na América dos anos 60.

Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca
de uma dose violenta de qualquer coisa,
(…)

A mesa de Allen Ginsberg como ele a deixou ao morrer. Entre seus objetos pessoais, estava uma coletanêa de poemas de seu pai, Louis Ginsberg. (Clique para ampliar)

 E por falar em Allen Ginsberg, em junho a L&PM lança o livro com as cartas trocadas entre ele e Jack Kerouac.

Allen Ginsberg por Patti Smith

Patti Smith foi grande amiga de Allen Ginsberg e aproveitou várias influências da poesia beat em suas apresentações e shows pelo mundo. Uma performance que vale a pena citar é a leitura dos versos de “Footnote to Howl” (“Nota de rodapé para Uivo”, na tradução de Claudio Willer), que é, na verdade, um trecho do grande poema Uivo, de Allen Ginsberg (Coleção L&PM Pocket), e entrou no repertório do show Land (2002), de Patti:

Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
The world is holy! The soul is holy! The skin is holy!
The nose is holy! The tongue and cock and hand
and asshole holy!
Everything is holy! everybody’s holy! everywhere is
holy! everyday is in eternity! Everyman’s an
angel!
The bum’s as holy as the seraphim! the madman is
holy as you my soul are holy!
The typewriter is holy the poem is holy the voice is
holy the hearers are holy the ecstasy is holy!
Holy Peter holy Allen holy Solomon holy Lucien holy
Kerouac holy Huncke holy Burroughs holy Cassady
holy the unknown buggered and suffering
beggars holy the hideous human angels!
Holy my mother in the insane asylum! Holy the cocks
of the grandfathers of Kansas!
Holy the groaning saxophone! Holy the bop
apocalypse! Holy the jazzbands marijuana
hipsters peace & junk & drums!
Holy the solitudes of skyscrapers and pavements! Holy
the cafeterias filled with the millions! Holy the
mysterious rivers of tears under the streets!
Holy the lone juggernaut! Holy the vast lamb of the
middle class! Holy the crazy shepherds of rebellion
Who digs Los Angeles IS Los Angeles!
Holy New York Holy San Francisco Holy Peoria &
Seattle Holy Paris Holy Tangiers Holy Moscow
Holy Istanbul!
Holy time in eternity holy eternity in time holy the
clocks in space holy the fourth dimension holy
the fifth International holy the Angel in Moloch!
Holy the sea holy the desert holy the railroad holy the
locomotive holy the visions holy the hallucinations
holy the miracles holy the eyeball holy the
abyss!
Holy forgiveness! mercy! charity! faith! Holy! Ours!
bodies! suffering! magnanimity!
Holy the supernatural extra brilliant intelligent
kindness of the soul!

Mas se o seu inglês não der conta, dá pra acompanhar na tradução de Claudio Willer para Uivo:

Nota de rodapé para Uivo

Santo! Santo! Santo! Santo! Santo! Santo! Santo! Santo! Santo!
Santo! Santo! Santo! Santo! Santo! Santo!
O mundo é santo! A alma é santa! A pele é santa! O nariz é santo!
A língua e o caralho e a mão e o cu são santos!
Tudo é santo! todos são santos! todo lugar é santo! todo dia é eternidade! todo mundo é um anjo!
O vagabundo é tão santo quanto o serafim! o louco é tão santo quanto você minha alma é santa!
A máquina de escrever é santa o poema é santo a voz é santa os ouvintes são santos o êxtase é santo!
Santo Peter santo Allen santo Solomon santo Lucien santo Kerouac santo Huncke santo Burroughs santo Cassadu sandos os mendigos desconhecidos sofredores e dodidos santos os horrendos anjos humanos!
Santa minha mãe no asilo de loucos! Santos os caralhos dos vovôs de Kansas!
Santo o saxofone que geme! Santo o apocalipse bop! Santos a banda de jazz marijuana hipsters paz & droga & sonhos!
Santa a solidão dos arranha-céus e calçamentos! Santas as cafeterias cheias de milhões! Santo o misterioso rio de lágrimas sob as ruas!
Santo o solitário Jagarnata! Santo o enorme cordeiro da classe média! Santos os pastores loucos da rebelião! Quem saca que Los Angeles é Los Angeles!
Santo Nova York! Santo San Francisco Santo Peoria & Seatle Santo o tempo na eternindade santa a eternidade no tempo santos os despertadores no espaço santa a quarta dimensão santa a quinta internacional santo o anjo em Moloch!
Santo o mar santo o deserto santa a ferrovia santa a locomotiva santas as visões santas as alucinações santos os milagres santo o globo ocular santo o abismo!
Santo perdão! misericórdia! caridade! fé! Santo! Nossos! corpos! sofrendo! magnanimidade!
Santa a sobrenatural extra brilhante inteligente bondade da alma!

O novo álbum Banga, de Patti Smith, tem lançamento previsto para o dia 5 de junho e terá 12 canções inéditas, incluindo homenagens a Johnny Depp, Maria Schneider e Amy Winehouse.

E não é que ele ficou parecido com Ginsberg?

Em dezembro do ano passado, escrevi aqui mesmo, neste blog, o texto “Socorro! Harry Potter virou poeta beat” em que eu expressava todo o meu preconceito e descontentamento com a escolha do ator Daniel Radcliffe (Harry Potter) para o papel de Allen Ginsberg no filme Kill Your Darlings. Pois eis que hoje, 28 de março, foram divulgadas as primeiras fotos do moço no papel do autor de Uivo. E… preciso dizer que ele não apenas me parece bem convincente, como está deveras parecido com Ginsberg. Ponto para os que discordaram de mim na época. Só que agora, claro, ainda falta vê-lo em ação. Mas isso vai ficar pra 2013, quando o filme estrear. Daí volto a me manifestar. (Paula Taitelbaum)

E não é que ele está parecido mesmo?

Parece que Harry Potter ficou mesmo para trás

O ator Jack Hudson faz o papel de Kerouac

Dane Dehaan é Lucien Carr

Kill Your Darlings conta a história de como Ginsberg e Kerouac se aproximaram, através do amigo em comum e editor, Lucien Carr. A trama gira em torno de um assassinato cometido por Carr em Nova York no ano de 1944. Além de Radcliffe, o filme apresenta o ator Jack Huston como Kerouac e Dane Dehaan como Carr. O longa é dirigido pelo iniciante John Krokidas.

Mais cartazes do filme “On the road”

A produção do filme On the road está nos deixando cada vez mais ansiosos para conferir o resultado do trabalho de Walter Salles na adaptação do livro mais famoso de Jack Kerouac para o cinema. Depois do trailer oficial divulgado no início de março, esta semana conhecemos alguns posteres alternativos do longa. Por meio da página oficial do filme no Facebook, foram divulgados dois cartazes que dão destaque para os personagens Carlo Marx, inspirado em Allen Ginsberg e vivido pelo ator Tom Sturridge, e Old Bull Lee, inspirado em William Burroughs e vivido pelo ator Viggo Mortensen.

O personagem Carlo Marx inspirado em Allen Ginsberg

Viggo Mortensen vive Old Bull Lee no filme "On the road"

E aí, o que acharam?