Há pouco mais de uma semana, um fragmento perdido de um manuscrito de Leonardo da Vinci foi descoberto em uma biblioteca de Nantes no oeste da França. O pedaço de papel amarelado, com poucas linhas escritas de forma espelhada – da direita para esquerda (uma marca do artista), estava no meio de 5 mil documentos que foram doados em 1872 pelo colecionador Pierre-Antoine Labouchere. Depois de ficar esquecido, o manuscrito, que provavelmente é datado do século 15, agora precisará ser decifrado. Por enquanto, seu conteúdo ainda é um mistério e, segundo a diretora da biblioteca, Agnes Marcetteau, os especialistas ainda não sabem dizer o que significam os rabiscos feito pelo grande gênio. O objeto é o segundo item raro da coleção de Labouchere, sendo que o primeiro é uma partitura de Mozart encontrada em 2008. Leonardo da Vinci foi um dos maiores pintores, cientistas e pensadores do Renascentismo e sua vida está na Série Biografias L&PM.
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O que você acha de passar o Natal na casa de Charles Dickens em Londres?
Ainda não sabe onde vai passar o Natal? Pois o Museu Charles Dickens, em Londres, vai receber visitantes durante todo o período natalino. Nos dias 24, 25 e 26 de dezembro, entre às 11h e 18h, as portas da casa que um dia foi de Dickens estarão abertas com uma programação especial. A decoração vitoriana vai demonstrar como o autor de Um Conto de Natal comemorava a data com sua família. Além da exposição especial, também serão exibidos filmes baseados na história do personagem Scrooge e acontecerão leituras das obras do escritor inglês. Mas o melhor de tudo é que o ingresso de 14 Libras para adultos e de 6 Libras para crianças inclui um copo de vinho quente preparado segundo uma receita do próprio Charles Dickens, bolo e pudim de Natal e até um presente surpresa. Os ingressos podem ser adquiridos com antecedência ou no dia. O Museu Charles Dickens fica na 48 Doughty Street, Bloomsbury, Londres. Ainda dá tempo de comprar a passagem. Mas, caso você não consiga ir, clique aqui e faça um passeio virtual pela casa.
A L&PM publica Um Conto de Natal (A Christmas Carol), de Charles Dickens, na Coleção L&PM POCKET. Você certamente conhece a história de Scrooge, o famoso avarento que, na véspera de Natal, é visitado por três fantasmas. Tio Patinhas (que originalmente tem o nome de Uncle Scrooge) foi explicitamente inspirado neste personagem de Dickens.
As comemorações no aniversário de 235 anos de Jane Austen
Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775. Ou seja: há exatos 235 anos atrás. A data, que não poderia passar em branco, será comemorada em várias partes do mundo. Eis aqui algumas das festas que você não pode perder:
A editora Sourcebooks preparou um presente para o 16 de dezembro. Somente durante o dia de aniversário de Jane Austen, a editora colocará à disposição na internet seis e-books gratuitos da autora inglesa. São edições completas com ilustrações coloridas dos irmãos Brock, originalmente criadas para acompanhar os livros publicados no ano de 1898. Além dos clássicos da escritora como Orgulho e Preconceito e Emma, também estarão disponíveis dez romances inspirados em Jane Austen. O download gratuito poderá ser feito via Amazon, Barnes & Noble e Border Online. Maiores detalhes em “Download Free Jane Austen-inspired eBooks on her Birthday, December 16, 2010“.

Os livros de Jane Austen que poderão ser baixados gratuitamente no dia de hoje têm ilustrações de C. E. Brock
A Sotheby´s aproveita o dia do aniversário de Jane Austen para leiloar uma raridade: a primeira edição de Emma, de 1815. Originalmente, eram três volumes, mas restam apenas o número 1 e 3. As obras têm um grande valor porque foram presente da própria Jane à romancista Maria Edgeworth, através de seu editor John Murray. Todos os detalhes dessa valiosa publicação você pode ver no site da Sotheby’s. E ainda poderá participar do leilão. Mas prepare o décimo terceiro, pois o valor não é dos mais baixos.

A folha de rosto de "Emma" com a assinatura da romancista Maria Edgeworth, presenteada por Jane Austen
O Google da Nova Zelândia adiantou-se e já colocou no ar a sua homenagem. Uma bela iniciativa para comemorar o aniversário de uma das maiores escritoras de língua inglesa.
O Brasil também comemora o aniversário de Jane Austen. No sábado, dia 18 de dezembro, entre 10h e 12h, no Espaço Manuel Bandeira da Saraiva Megastore do Shopping Recife, acontecerá um bate-papo promovido pela Jane Austen Sociedade do Brasil (JASBRA) com a participação de uma representante do The Jane Austen Society of North America, da Flórida.
Para manter-se sempre atualizado sobre as notícias envolvendo a vida e obra de Jane Austen, não deixe de visitar o site http://janeausten.com.br/
De Jane Austen, a Coleção L&PM POCKET publica Orgulho e Preconceito com tradução de Celina Portocarrero e prefácio de Ivo Barroso.
A nova casa de Shakespeare
A imagem 3D dá uma boa perspectiva do projeto
Na cidade de Stanford, Inglaterra, o mês de novembro foi de inauguração. O Royal Shakespeare Theatre, lugar de atuação da Royal Shakespeare Company (RSC), está de casa nova. Além do novo teatro, o espaço possui um centro de eventos, biblioteca e restaurante panorâmico. A mudança fundamental para o complexo foi a do teatro. O auditório art déco, com As 1.400 lugares, projetado em 1927, foi demolido e substituído pelo que se destina a ser um palco no estilo da época de Shakespeare, com passagens que levam os atores até a platéia.

A L&PM publica títulos de William Shakespeare, como A comédia dos erros, A megera domada, Romeu e Julieta, Ricardo III , entre outros.
Cuidado ao ler o seu livro!
Atenção para a postura quando estiver lendo. Os médicos aconselham que, para poupar o pescoço e não torturar a coluna, o ideal é usar um suporte para o livro, de preferência com inclinação de 40 graus. E também procurar uma cadeira confortável que deixe toda a coluna apoiada no encosto. No seu livro Pílulas para viver melhor, o Dr. Fernando Lucchese também dá conselhos para uma boa leitura:
– Não leia no escuro. A musculatura em torno dos olhos deforma seus globos oculares na tentativa de adaptá-los à melhor visão. Isto pode tornar sua visão “diferente” em alguns anos.
– Observe o ângulo da leitura, a distância do livro e principalmente sua postura. E não prolongue por muito tempo para evitar o cansaço visual (ardência e vermelhidão nos olhos).
– Cuide da posição de sua coluna vertebral ao ler deitado. Não assuma posições forçadas.
Livros melhoram o trânsito do Egito

E se no engarrafamento caótico das ruas da sua cidade você tivesse a oportunidade de ler um bom livro? Esta é a proposta do Táxi do conhecimento, que circula nas ruas do Cairo, Egito. A iniciativa oferece literatura aos passageiros para ajudá-los a se distrair do barulho e dos engarrafamentos diários e, também, incentiva a leitura. O Egito tem 17 milhões de analfabetos. Até agora 50 veículos do Cairo contam com uma pequena biblioteca no banco de trás, mas os responsáveis pelo projeto acreditam que em 2011 será possível ampliar o serviço e chegar aos 2 mil táxis. A iniciativa da empresa de transporte pretende incentivar a leitura e ajudar a reduzir a taxa de analfabetismo no país, já que apenas 58% dos egípcios adultos sabe ler e escrever.
Dicas para apimentar a vida a dois
Laura Meyer, autora do livro Sexo: muito prazer volume 2, participou do programa Vida e Saúde, da RBSTV. Na entrevista, Laura dá dicas para apimentar a vida a dois e orienta homens e mulheres que buscam mais prazer nas relações amorosas.
Os bonecos escritores
Oscar Wilde, célebre, respeitado e excêntrico escritor ficou famoso não só por suas peças de comédia e ironia, mas também por usar roupas sempre muito diferentes das usadas no seu tempo. O Oscar Wilde Action Figure é um boneco que dá vida ao grande dramaturgo inglês e, é claro, vem vestido à caráter. Além de Wilde, outros escritores como Edgar Allan Poe, Jane Austen, Arthur Conan Doyle e Freud fazem parte da coleção. Veja outros personagens aqui.
Lendo Walden
Por Denise Bottmann*
Dizem que Thoreau fez três coisas quando morava em Walden: escreveu Uma semana nos rios Concord e Merrimack, foi preso por não ter pagado o imposto do município e escreveu muitas notas que vieram a fazer parte de sua obra mais famosa, Walden.
Já comentei que a leitura de Walden às vezes pode ser opaca, embora todas as pistas estejam lá. É o caso de uma passagem belíssima, onde se mesclam ironias, coloquialismos, metáforas, repetições, jogos de palavras e outras figuras de estilo, misturam-se planos temporais, fazem-se digressões de caráter geral e apenas insinua-se o sentido:
Não faz muito tempo, um índio andarilho foi vender cestos na casa de um famoso advogado de minha vizinhança. “Querem comprar cestos?”, perguntou ele. “Não, não queremos”, foi a resposta. “O quê!”, exclamou o índio ao sair pelo portão, “querem nos matar de fome?” Tendo visto seus industriosos vizinhos brancos tão bem de vida – que bastava o advogado tecer argumentos e, por algum passe de mágica, logo se seguiam a riqueza e a posição –, ele falou consigo mesmo: vou montar um negócio; vou tecer cestos; é uma coisa que sei fazer. Pensando que, feitos os cestos, estava feita sua parte, agora caberia ao homem branco comprá-los. Ele não tinha descoberto que precisava fazer com que valesse a pena, para o outro, comprá-los, ou pelo menos fazê-lo pensar que valia, ou fazer alguma outra coisa que, para ele, valesse a pena comprar. Eu também tinha tecido uma espécie de cesto de tessitura delicada, mas não tinha feito com que valesse a pena, para ninguém, comprá-los. Mas nem por isso, em meu caso, deixei de pensar que valia a pena tecê-los e, em vez de estudar como fazer com que valesse a pena para os outros comprar meus cestos, preferi estudar como evitar a necessidade de vendê-los. A vida que os homens louvam e consideram bem-sucedida é apenas um tipo de vida. Por que havemos de exagerar só um tipo de vida em detrimento dos demais?
Vendo que meus concidadãos não pareciam dispostos a me oferecer nenhuma sala no tribunal de justiça ou nenhum curato ou sinecura em qualquer outro lugar, mas que eu teria de me arranjar sozinho, passei a me dedicar em caráter mais exclusivo do que nunca às matas, onde eu era mais conhecido. Decidi montar logo meu negócio, em vez de esperar até conseguir o capital habitual, usando os magros recursos que eu já tinha. Meu objetivo ao ir para o lago Walden não era viver barato nem viver caro, e sim dar andamento a alguns negócios privados com o mínimo possível de obstáculos; mais do que triste, parecia-me tolo ter de adiá-los somente por falta de um pouco de siso, um pouco de tino empresarial e comercial.
A que “negócios privados” Thoreau queria dar andamento ao se mudar para Walden? E que “cesto de tessitura delicada” seria aquele para o qual não conseguiu compradores?
Por muitos anos Thoreau alimentou a vontade de ir morar sozinho na mata, e vários elementos se compuseram para que decidisse ir para Walden. A oportunidade propícia surgiu quando Emerson comprou uma propriedade no local. O poeta Ellery Channing, conhecendo os anseios do amigo Thoreau, sugeriu que se instalasse lá. Thoreau combinou com Emerson, e assim foi.
Mas uma das ideias que por anos vinham ocupando seu espírito era fazer uma homenagem à memória ao irmão, falecido em idade prematura em 1842, e escrever um livro narrando a excursão que ambos tinham feito em 1839, percorrendo os rios Concord e Merrimack. Morando em Concord, não tinha o vagar e a liberdade mental de que precisava para escrever a obra. Estes eram os “negócios privados” (ou assuntos particulares) a que queria dar andamento “com o mínimo de obstáculos”.
Tendo efetivamente escrito A Week on the Concord and Merrimack Rivers durante sua permanência em Walden, o livro foi publicado em 1849. Nos anos em que refletiu sobre a experiência em Walden e reelaborou essas reflexões ao longo de cinco a sete versões diferentes de Walden (que viria a ser publicado em 1854), Thoreau pôde conhecer a fortuna do tributo que fizera ao irmão: um fracasso de vendas – duzentos exemplares vendidos em quatro anos… Diga-se de passagem que apenas em décadas recentes tem-se reconhecido a finíssima lavra de A Week: até então, era tida como obra canhestra e desconjuntada.
Assim se entende qual era o cesto de delicada tessitura que ninguém se interessara em comprar… Notem-se os movimentos temporais: o parágrafo inicial é uma reflexão posterior ao relato apresentado no parágrafo seguinte; dentro do inicial, há também uma sutil circunvolução: o episódio do índio funciona como uma espécie de justificativa a posteriori de sua decisão em adotar uma forma de vida que lhe permitisse tecer seus textos/cestos em paz, sem a premência de vendê-los. Vivendo em Walden, pôde construir uma narrativa com trama de singular e complexo lirismo, que demandaria mais de cem anos para vir a ser devidamente reavaliada.
De passagem, entende-se também o sentido, de outra forma obscuro, do adjetivo triste: “mais do que triste, seria tolo” adiar seus planos de construir o memorial ao irmão, se fosse apenas por questões de fundo pragmático.
Outra característica de Walden, também ilustrada nos trechos acima: as referências, em sua imensa maioria, são concretas. O episódio do índio é autêntico, e Thoreau chegou a registrar em seu diário o nome do advogado (Samuel Hoar, figura muito conhecida na cidade).
(Uma boa fonte de consulta é a bela edição anotada de Walden com introdução e notas de Walter Harding, Houghton Mifflin, 1995. Também interessante é The Thoreau Reader, site com suas obras anotadas. Ilustração: verso de página da primeira edição de A Week, em exemplar pessoal de Thoreau. Citação dos trechos: Walden, tradução minha, L&PM, 2010, pp. 31-32. Para o original, ver aqui.)
*Denise Bottmann é tradutora de Walden, publicado pela L&PM. Semanalmente Denise escreve no seu blog Não gosto de plágio
As bonecas da aniversariante Emily Dickinson
Hoje é aniversário de Emily Dickinson. Nascida em 10 de dezembro de 1830, em uma casa chamada The Homestead, seus 1.775 poemas só foram descobertos depois de sua morte, em 1886. Aproveitamos a data comemorativa para mostrar aqui algumas bonecas da escritora que estão à venda no Ebay, o site onde é possível comprar de tudo no mundo.
Se no lugar de bonecas, você prefere mesmo literatura, a L&PM publica, na coleção POCKET Plus, Emily Dickinson, poemas escolhidos, em edição bilingue e com tradução de Ivo Bender.










