Posts Tagged ‘david bowie’

O Dia Mundial do Rock em ritmo literário

quarta-feira, 13 julho 2016

Em homenagem ao Dia Mundial do Rock, cruzamos letras com músicas e criamos as trilhas sonoras perfeitas (ou nem tanto) para certos clássicos da literatura. Tem para todos os gostos. Aumente o som e dance baby, dance…

Para Memória póstumas de Brás Cubas: “The dead man walking”, de David Bowie, em versão acústica:

Para On the Road, “Highway 61 Revisited”, de Bob Dylan, na versão de Johnny Winter:

Para O amor é um cão dos diabos, ou qualquer outro livro de Charles Bukowski, “Sympathy for the Devil”, The Rolling Stones:

Para Peter Pan, “Fly Away From Here”, do Aerosmith:

Para Crime e Castigo, “Help!”, dos Beatles:

Para Romeu e Julieta,” Smells like teen spirit”, do Nirvana:

Para Alice no País das Maravilhas,  “What a Wonderful World” na versão de Joey Ramone:

Bowie & Burroughs

terça-feira, 12 janeiro 2016

Impossível não seguir pensando e falando em David Bowie.

Em novembro de 1973, o repórter grego Craig Copetas reuniu em uma só entrevista o “Beat Godfather” William Burroughs e o “Glitter Mainman” David Bowie. Pelo menos foi assim que ele chamou ambos no título da matéria publicada na revista Rolling Stone de 28 de fevereiro de 1974. Bowie tinha 26 anos. Burroughs, 59. Falaram sobre música, poesia, sexualidade, ficção científica, viagens, Andy Warhol. Mostraram desprezo pela Flower Power dos anos 60.

A matéria na Revista Rolling Stone (clique para ampliar)

A matéria na Revista Rolling Stone (clique para ampliar)

As fotos foram feitas por Terry O’Neill e uma delas, colorida à mão pelo próprio Bowie, costuma estar presente em exposições que correm o mundo. Clique aqui para ler a matéria da Rolling Stone em inglês.

David Bowie and William Burroughs photographed by  Terry O'Neill in 1974 and hand-coloured by Bowie

De William Burroughs, a L&PM publica Cartas do Yage O gato por dentro.

David Bowie cantou Andy Warhol

segunda-feira, 11 janeiro 2016

David Bowie partiu para as estrelas. Foi encontrar Ziggy Stardust. E nós, reles mortais, ficamos aqui, a olhar para o céu, enquanto entoamos suas canções.

No seu álbum Hunky Dory, de 1971, época de um psicodélico e andrógino Bowie, ele lançou uma canção chamada “Andy Warhol” (Andy Wahaal, segundo defendia sua pronúncia). Ela começa justamente com uma conversa de estúdio em que Bowie explica para o produtor Ken Scott a forma correta de dizer “Warhol”. A música tornou-se memorável com início em estilo flamenco e o violão acústico que segue pela melodia afora. Depois de fazer sua versão da letra, que originalmente foi escrita por Dana Gillespie, Bowie tocou-a para Warhol antes de gravá-la. Quando a música terminou, os dois teriam se olhado e permanecido em silêncio por um tempo. Até que Warhol disse “I like your shoes”. Em seguida, a dupla teria tido uma conversa sobre sapatos.

David Bowie é uma das tantas personalidades que está citada no livro “Diários de Andy Warhol“.

 

No ritmo de William Burroughs

quinta-feira, 5 junho 2014

William s. Burroughs é considerado o mais sombrio dos Beats. Guru junkie, escreveu vários livros e inspirou muitos rebeldes das gerações que vieram depois dele. Não são poucas as celebridades do meio musical, por exemplo, que se declararam suas fãs.

Além disso, ele está presente na capa do disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles e no vídeo da música “Last Night on Earth” da banda U2, ele também fez uma parceria musical Kurt Cobain no início dos anos 90 em que compôs uma música que o líder do Nirvana musicar.

William Burroughs com David Bowie

William Burroughs com David Bowie

Com Mick Jagger

Com Mick Jagger

Com Patti Smith

Com Patti Smith

Com Kim Gordon e Michael Stipe

Com Kim Gordon e Michael Stipe

Com Jimmy Page

Com Jimmy Page

Com Madonna

Com Madonna

Com Frank Zappa

Com Frank Zappa

Com Sting e Andy Summers

Com Sting e Andy Summers

Com Blondie

Com Blondie

Com Tom Waits

Com Tom Waits

Com Curt Cobain

Com Kurt Cobain

Em 2012, após a morte do escritor, a banda Chelsea Light Moving, liderada por Thurston Moore, ex-Sonic Youth, lançou seu disco de estreia intitulado “Burroughs” em homenagem a ele.

William Burroughs é um dos personagens do livro “Os rebeldes – Geração beat e anarquismo místico“, de Claudio Willer.

 

Nos 450 anos de Shakespeare, artistas apontam quem foi influenciado por ele

quinta-feira, 16 janeiro 2014

A Folha de S. Paulo de hoje, 16 de janeiro, propôs a algumas pessoas do meio artístico que identificassem quais criações contemporâneas estão impregnadas pela obra de William Shakespeare, 450 anos depois do nascimento do autor inglês, – a serem  comemorados em 23 de abril deste ano.

Veja o resultado da brincadeira:

No vale a pena ver de novo

Walcyr Carrasco, escritor e autor de novelas, conta que criou os protagonistas da novela “O Cravo e a Rosa” a partir de uma releitura de “A megera domada”, comédia de Shakespeare. Os nomes dos personagens são iguais aos do original: Catarina, uma mulher que não se deixa subjugar pelos homens, e seu par romântico, Petruchio.

Na voz de Neil Young

O diretor Gerald Thomas cita Neil Young como uma possível versão de Hamlet, o príncipe dinamarquês que, reagindo à morte do pai, expõe a podridão por trás do mundo que o cerca. “Young é um grunge antes dos grunges e se mantém fiel aos seus princípios”, diz Thomas. A música Keep on Rockin’ in the Free World, para ele, quer dizer “não se intimidem, lutem por suas convicções”. Thomas lembra ainda que o filme “Ran”, de Akira Kurosawa (1910-98), tem como base a peça “Rei Lear”, sobre um rei dividindo suas terras entre as filhas.

Nos seriados americanos

Claire Underwood (atriz Robin Wright), mulher do protagonista no seriado “House of Cards”, é uma espécie de Lady Macbeth, sempre influenciando o marido inescrupuloso em suas decisões profissionais, considera o dramaturgo Sérgio Roveri. “Ela trama tudo para o marido conquistar o poder”, explica.

Em Guimarães Rosa

Há uma relação entre “Rei Lear” e o conto “Nada e a Nossa Condição”, do escritor mineiro, diz a atriz Giulia Gam. Ambas as histórias têm como centro um personagem velho que, na iminência da morte, começa a pensar na partilha de suas propriedades entre as filhas.

Em Beckett

“Rei Lear” de novo… Muita gente já fez essa mesma relação, entre o protagonista da obra de Shakespeare e Hamm, personagem também sujeito à decrepitude e à crise diante do fim na peça “Fim de Partida”, de Beckett (1906-89), como bem lembra o autor Samir Yazbek.

Em Batman

Para Claudia Shapira, diretora do grupo Bartolomeu de Depoimentos, que investiga intersecções entre teatro e arte de rua, Batman talvez tenha uma relação hamletiana com seu pai fantasma, além de usar uma “máscara da loucura” para desvendar “algo de podre”.

batman_hamlet

Na novela das nove

Félix, vilão da novela global “Amor à Vida”, pode muito bem ter encarnado um Iago, de “Otelo”. Ele é invejoso e “faz suas escolhas atropelando qualquer moral”, diz Marici Salomão, dramaturga e diretora da SP Escola de Teatro. Ela também vê Shakespeare nas “aterrorizantes imagens de personalidades históricas borradas de subjetividade pelas mãos de Francis Bacon”.

No movimento punk

O roqueiro Supla conta que assistiu a um show de David Bowie em 1983, na Alemanha, em que o cantor, empunhando um crânio, proferiu a frase mais conhecida do príncipe: “To be or not to be”. Também lhe vem à mente o documentário “O Lixo e a Fúria” sobre a banda Sex Pistols: em uma cena, o músico Johnny Rotten conta que contrariou um professor quando ele disse que todo mundo deveria conhecer a obra de Shakespeare.

Na melancolia russa

A diretora carioca Christiane Jatahy associa Solioni, personagem secundário da peça “As três irmãs”, de Tchékhov, a Lady Macbeth. “Ele passa a peça toda perfumando as mãos, quase como prenúncio do assassinato que vai cometer no final da peça. Assim como Lady Macbeth as lava para tirar o sangue”, compara.

Nos musicais

No teatro musical também há referências ao bardo. Duas das mais famosas: “West Side Story” é uma versão de “Romeu e Julieta”, como lembra Claudia Shapira. E “O Rei Leão”, em cartaz em São Paulo, também tem bastante da peça “Hamlet”. Mesmo sendo uma obra para crianças, não dispensa a cena de um assassinato cruel, em que o rei é vítima de seu próprio irmão, tio do personagem central.

O jogo proposto pela Folha acompanha uma onda de peças comemorativas que já estão em cartaz no Brasil:

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
QUANDO: sex., às 21h, sáb., às 17h e às 21h; e dom., às 17h e às 20h
ONDE: Cia. de Teatro Contemporâneo (r. Conde de Irajá, 253, Botafogo; tel.: 0/xx/21/2537-5204)
QUANTO: R$ 40
CLASSIFICAÇÃO: livre

RICARDO 3º
QUANDO: qua. a sáb., às 21h, e dom., às 19h30
ONDE: Espaço Sesc (r. Domingos Ferreira, 160, Copacabana, tel. 0/xx/21/2548-1088)
QUANTO: R$ 20
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

ÚLTIMA SESSÃO
QUANDO: qui., às 16h, sex. e sáb., às 21h, e dom., às 18h
ONDE: Teatro do Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, tel. 0/xx/11/3472-2229)
QUANTO: R$ 80
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Veja aqui todas as obras publicadas na Série Shakespeare L&PM.

Livro de fotos traz imagens inéditas de celebridades

segunda-feira, 17 dezembro 2012
O fotógrafo americano Steve Schapiro tornou-se célebre por fotografar… celebridades. Durante as décadas de 60 e 70, seus cliques acompanhavam astros e estrelas nos sets de filmagens. Agora, acaba de sair nos EUA seu mais recente livro: Then and Now em que ele revela cerca de 170 fotos de seu acervo nunca antes mostradas. Olha quem encontramos por lá: Andy Warhol e Woody Allen.

Andy Warhol em momento "dedo no queixo" (clique para ampliar)

Woody Allen faz pose em 1964, durante intervalos de filmagem em Nova York

David Bowie está na capa

Andy Warhol fora da latinha

segunda-feira, 4 junho 2012

O artista multimídia Scott Blake criou um mural com um grande retrato de Andy Warhol feito com códigos de barras iguais aos de supermercado. Cada um dos códigos corresponde a um tipo de comida enlatada da marca Campbell’s – os códigos que formam o rosto de Andy são curvados para imitar o formato cilíndrico das latas. O jogo é simples: ao escanear um código com um leitor daqueles de supermercado, é exibido um vídeo que mostra o conteúdo de uma daquelas latas sendo consumido. Para quem sempre se limitou a apreciá-las nas telas de Andy Warhol, mas nunca teve a oportunidade de abrir uma, eis a chance de desfazer o mistério.

Em meio às latas, Scott escondeu umas surpresinhas: alguns códigos exibem outros vídeos do criador da pop art, como a famosa sequência em que ele aparece comendo calmamente um sanduíche ou ainda cenas do filme Basquiat em que Andy Warhol é interpretado por David Bowie.

Quem quiser saber mais sobre as famosas telas com as latas Campbell’s, vale ler os Diários de Andy Warhol e o volume Andy Warhol da Série Biografias, ambos publicados pela L&PM.

Canções para Wendy

quarta-feira, 26 janeiro 2011

Wendy… Impossível pronunciar este nome sem pensar em Peter Pan. E a ligação não é à toa: antes de J. M. Barrie criar a história do menino que jamais cresceria, Wendy era raramente usado para batizar as menininhas recém nascidas. Originário do nome galês Gwendydd (pronunciando-se Gwen-deeth), o nome escolhido por Barrie tornou-se tão popular que, ainda hoje, é fácil encontrar “Wendys” nas listas telefônicas do mundo, principalmente na Inglaterra. Músicas em homenagem à Wendy também não faltam. Talvez você nunca tenha percebido, mas na canção On With the Show dos Rolling Stones, lá está ela no meio da letra: “Your hostess here is Wendy, you’ll find her very friendly, too”. David Bowie também a homenageou na música All the Young Dudes em um verso que diz: “Wendy’s stealing clothes from unlocked cars”. Bruce Springsteen menciona a amiga de Peter em Born to run: “Wendy, let me in, I wanna be your friend”. E Prince refere-se à garotinha Wendy no refrão de Kiss: “Yes, on I think I wanna dance / Gotta, gotta / Little girl Wendy´s parade / Gotta, gotta, gotta”. E não é só nas letras que ela está presente. Muitas são as músicas que já trazem Wendy no título. Só para citar algumas: Wendy do The Beach Boys, Wendy Time do The Cure, Wake Up Wendy de Elton John (o cantor também faz menção à Wendy na canção Goodbye Marlon Brando) e Tomorrow Wendy, música de Andy Prieboy que ganhou fama ao ser entoada pelo Concrete Blonde. Mesmo melancólica, e tendo como refrão “Tomorrow Wendy is going to die” (Amanhã Wendy está indo morrer), vale a pena ouvir a bela canção. No clipe abaixo, Andy Prieboy canta com Johnette Napolitano.

Peter e Wendy seguido de Peter Pan em Kensington Gardens acaba de ser lançado pela Coleção L&PM POCKET.