Para entender as grandes óperas

Você sabia que a ópera é herdeira direta do teatro grego, em que os coros tinham papel de destaque?

A ópera é um gênero dramático no qual o canto assume o papel principal na apresentação. A música, no entanto, não é a única coisa que importa em uma boa ópera. Além de expressão musical, ela também é uma forma de expressão literária, pois ela conta uma história, criada e desenvolvida pelo chamado “libreto”, que nada mais é do que o seu roteiro.

A regra geral de uma ópera exige um enredo, uma história palpitante que faz mover todas as engrenagens da apresentação. E é isso, justamente, o que A. S. Franchini mostra em seu mais recente livro: Resumo da Ópera.

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Neste livro, o autor apresenta as histórias das 20 melhores óperas de todos os tempos em forma de pequenos e envolventes contos. Antes de cada um dos “resumos das óperas”, há um pequeno histórico sobre elas e seus autores.

É um dia de sol numa fervilhante plaza de Sevilha. O quartel militar dos dragões de Alcalá arde sob um calor escaldante. Ao lado está a fábrica de tabaco, de onde sai um grupo ruidoso de operárias. Os dragões fiam eufóricos diante do surgimento das alegres cigarreiras.

Um cabo chamado Morales, põe logo os olhos em Micaela, uma das mais belas jovens do grupo.

- Vejam todos, a pombinha parece perdida! – diz ele aos companheiros. – Vamos ver o que ela procura!

Morales aproxima-se de Micaela e lhe diz, sem rodeios:

- Procura alguém, minha querida?

- Sim, procuro um cabo – diz a bela jovem.

- Ora, viva! Pois não precisa procurar mais!

- Não é você – diz ela, imperturbável. – Procuro por Don José; conhece-o?

(Início de Carmen, de Georges Bizet, em O resumo da ópera, de A.S. Franchini)

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