A previsão para os próximos meses é de um verão mais quente no Brasil…Você já sabe a velha história, não esqueça o filtro solar. E tome muita, mas muita água. Não gosta de beber água? Então anote a receita deste delicioso suco sugerido por Helena e Ângela Tonetto no livro Alimentação Saudável – Dicas e receitas
Suco green (Rende 2 copos – 78 kcal por copo)
Ingredientes
Suco de 1 limão
1 colher de sopa de hortelã
1 xícara de melão picado
4 filhas de agrião
1 xícara de chá de gelo picado
1 colher de sopa de essência de menta
2 fatias de kiwi sem casca ( para decorar)
Adoçante a gosto
Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos o kiwi.
Coe com uma peneira e distribua em dois copos com uma pedrinha de gelo.
O mundo da arte ficou atônito na última semana com a descoberta de 271 obras de Pablo Picasso. Sim, isso mesmo. Duzentas e setenta e uma obras desconhecidas de Picasso. São quadros até agora inéditos, do homem que revolucionou a pintura do Século Vinte. Estavam na posse de um electricista que trabalhou com ele na Côte d’Azur, e tentava certificar as obras. A coleção data do período mais criativo do artista, de 1900 a 1932. Entre as obras estão colagens cubistas, uma aquarela do período azul, alguns guaches, estudos de mãos em tela, cerca de trinta litografias, além de 200 desenhos. Claude Picasso, filho do grande pintor, disse que seu pai era conhecido por sua generosidade, mas sempre dedicava, datava e assinava seus presentes, pois sabia que alguns dos presenteados tentariam vender o material algum dia. A justiça francesa trabalha para desvendar o mistério.
Um dos estudos de mão em tela encontrados com Pierre Le Guennec, o eletricista que supostamente recebeu as obras de presente de Picasso
Era um pequeno pedaço de papel estampado, geralmente quadrado ou retangular, com picotes em todos os seus vértices. Pássavamos cola em seu verso – outras vezes, num ato de paixão, era a língua que, como um pincel, liberava sua goma – e assim o colávamos nos envelopes e cartões postais. Cuidadosamente desenhado, com figuras variadas, o minúsculo papel tinha diferentes valores. Cada desenho ou cor continha em si uma espécie de tributo. Impossível atravessar uma fronteira sem ele. Muitos eram os colecionadores. Os caçadores de raridades. Os que iam em busca de carimbos distantes. Hoje, os selos continuam sendo impressos, mas se distanciam cada vez mais das palavras. Uma pena… (Paula Taitelbaum)
Dom Quixote está fazendo sucesso na internet. Em outubro deste ano, a Real Academia Española (RAE) fechou uma parceria com o canal de vídeos Youtube para a realização de uma leitura coletiva do clássico espanhol Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Apenas 30 dias depois do inicio do projeto, já foram lidos mais de 1650 fragmentos dos 2149 necessários para completar a leitura online feita por internautas de língua espanhola de todo o mundo. Para saber mais sobre o projeto acesse www.youtube.com/elquijote
Eduardo Galeano vai estar mais perto dos baianos em dezembro. A Companhia baiana Teatro da Queda apresenta, neste mês, Bacad, montagem inspirada no panorama cultural da América Latina. O trabalho, é baseado em ampla pesquisa de textos do escritor uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina, relançado em outubro pela L&PM. A peça está em cartaz até dia 19 de dezembro na cidade de Salvador, Bahia.
Bacad parte da idéia de reconhecimento cultural latino americano para buscar as raízes históricas dos brasileiros. O projeto da encenação terá, também, um ciclo de leituras e a realização da oficina “A Poética da Invenção – do processo colaborativo de construção do espetáculo Bacad”, que acontece em dois encontros no mesmo período em que a peça fica em cartaz.
Foto: Divulgação
SERVIÇO
Bacad
3 a 19 de dezembro de 2010
Sextas, Sábados e Domingos
20 horas
Teatro Vila Velha – Sala Principal
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia entrada)
Oficina
Data: 11 e 18/12 (Sábados)
Horário: das 13h às 17h
Local: Teatro Vila Velha – Salvador
Inscrição Gratuita
Ciclo de Leitura
Data: 07/12 (terça-feira)
Horário: das 14h às 18h
Local: Colégio Estadual da Bahia (Colégio Central)
Inscrição Gratuita
Seu nome de batismo era Dumas Davy de La Pailleterie. Mas ele ficou conhecido com a alcunha que escolheu para assinar seus livros: Alexandre Dumas. Neto de um marquês com uma negra, Dumas morreu em 5 de dezembro de 1870 e foi sepultado no mesmo local onde nasceu: Villers-Cotterêts. E lá ficou até que, em 30 de novembro de 2002, o então presidente francês Jacques Chirac promoveu uma cerimônia em que seu corpo foi exumado e levado para o Panteão de Paris, o mausoléu onde descansam célebres escritores e pensadores franceses como Victor Hugo e Voltaire. Eu seu discurso, o presidente Chirac afirmou que “Contigo, nós fomos D’Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos. Contigo, nós sonhamos.” Numa entrevista após a cerimônia, Chirac disse ainda que um erro havia sido reparado e que a partir de então Alexandre Dumas ganhava o local de descanso que merecia, pois apesar da França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto ele. Seus livros já foram traduzidos para cerca de uma centena de idiomas e inspiraram mais de 200 filmes. Na Coleção L&PM POCKET, você pode ler Dumas emO colar de veludo e Memórias de Garibaldi.Clique aqui e assista vídeo da homenagem.
A luz intermitente das tochas de 200 samoanos cortava o caminho que levava a um dos lados do Monte Vaea, Upolu, Samoa. Enquanto isso, outros cavavam uma sepultura no topo. Pelo caminho íngreme, com o estandarte do barco Casco sobre ele, ía o caixão, levado na altura dos ombros dos homens mais poderosos do lugar. Depois que Robert Louis Stevenson foi colocado para descansar no cume do Vaea, o chefe Samoa proibiu o uso de armas de fogo na montanha. Assim, as aves não seriam perturbadas e poderiam cantar sobre seu túmulo.
A cerimônia de adeus a Robert Louis Stevenson, no alto do Monte Vaea, no dia 3 de dezembro de 1894
Robert Louis Stevenson chegara em Samoa em 26 de junho de 1888 a bordo do Casco. Com ele, foram sua esposa, sua mãe e uma empregada francesa. A viagem, que tinha como objetivo tratar a saúde do escritor, deveria durar alguns meses. Mas acabou se transformando em um exílio voluntário que se prolongou até o momento de sua morte, por hemorragia cerebral, em 3 de dezembro de 1894. Stevenson tinha apenas 44 anos e deixou uma obra inacabada: Weir of Hermiston.
O barco Casco, a escuna que levou Robert Louis Stevenson a Samoa
Quem estiver no Rio de Janeiro não pode deixar de ver “Doidas e Santas”, peça baseada no livro homônimo de Martha Medeiros, publicado pela L&PM. A atriz Cissa Guimarães interpreta Beatriz, uma mulher moderna, psicanalista atuante, e casada com Orlando (Giuseppe Oristanio), um marido tradicional, que usa terno nos dias úteis e é amante da cervejinha com futebol nos finais de semana. Estão juntos há 20 anos, num casamento rotineiro, sem grandes eventos, e são pais da adolescente Marina (Josie Antello).
Martha Medeiros já assistiu e fez comentários no seu blog :
Josie Antello é uma atriz que faz comédia de um jeito hilário, sem ser histriônica. Me lembrou o início de carreira da Regina Casé. Josie interpreta três papéis na peça: a irmã, a filha e a mãe da protagonista, sendo que, como mãe, arranca aplausos em cena aberta. Guarde esse nome.
Giuseppe Oristanio é um ator que não costuma protagonizar novelas, mas todo mundo lembra dele, é um tipaço e (eu não sabia) engraçadíssimo. Está ótimo no papel do marido que é o último a saber que seu casamento está em crise.
E Cissa Guimarães é um presente. Lembro que ela disse numa entrevista, outro dia, que tem um compromisso com a alegria. Fiquei pensando nisso. Parece uma frasezinha de efeito, mas tem algo muito sério nesse propósito. Em tempos onde se dá tanta atenção à depressão, à bipolaridade (e se deve dar mesmo, já que são doenças graves), é também preciso, em contrapartida, valorizar a cura, que passa justamente por esse olhar desestressado e generoso para a vida. Cissa está muito verdadeira em cena, e bonita à beça.
No dia 2 de dezembro de 1814, exatamente dez anos depois de Napoleão ter sido coroado imperador, morria o Marquês de Sade. De seus 74 anos de vida libertina, 29 foram passados em prisões e asilos para doentes mentais. Sade foi encarcerado pela monarquia, pelos revolucionários e pelo império. E também foi até o limite do prazer. Na literatura e na vida. Seus livros descrevem a satisfação de torturar e de humilhar o parceiro em nome do prazer. Quando não estava preso, vivia em alvocas, prostíbulos e apartamentos alugados para onde levava prostitutas que era apresentadas a uma coleção de chicotes, cinturões de couro e correntes. Antes de Sade, não existia o sadismo. Seus escritos chocaram, causaram revolta, foram chamados de grotescos. Mas as mulheres amaram o Marquês. E ele amou as mulheres. Tanto que criou a personagem Justine. Renné de Sade, sua primeira esposa, era habitué nas orgias do marido – a mais célebre delas com a participação de todas as criadas da casa. Em 1801, já velho e separado da mulher, Sade mais uma vez foi preso, dessa vez no Hospício de Charenton, onde encantou-se pela jovem filha de uma carcereira (essa história é narrada em “Contos proibidos do Marquês de Sade”, filme dirigido por Philip Kaufman). Sedutor, Sade planejava produzir peças pornográficas quando saísse do manicômio. Não teve tempo para isso. Morreu em sua cela, numa França regida por Napoleão, obeso e bem menos sedutor do que nos áureos tempos das orgias. Foi enterrado no cemitério de Chareton em uma cova sem nenhuma inscrição, mas que mesmo assim recebeu uma cruz.
Desconfio de quem não gosta dos filmes de Woody Allen. Olho atravessado para os que não entendem suas piadas mal humoradas, seu humor neurótico, sua crítica a essa sociedade hipócrita que nos cerca. Rosno até para quem o acusa de “ter casado com a filha” (muito pior, na minha opinião, é acordar ao lado de Mia Farrow). E não venha me dizer que ele está piorando aos longo dos anos. Não quero saber. Não quero concordar. Seu texto é música para meus ouvidos, é inspiração, é alívio. Gosto de saber que ele é baixinho, errado, feio, problemático. Apesar dele já ter dito que isso é coisa de seus personagens. Na vida real, Woody é uma pessoa como todas as outras. Trabalha muito, gosta de jazz, vai ao supermercado, faz aniversário. E, o melhor de tudo: é sagitariano, como eu. (Paula Taitelbaum)
Woody Allen nos anos 1950, quando ainda era conhecido como Allen Stewart Königsberg
Veja aqui os livros de Woody Allen publicados pela L&PM.