Millôr está na moda

8 setembro 2017

A marca carioca de roupas e calçados Reserva lançou uma nova coleção de camisetas com frases de Millôr Fernandes. Os temas escolhidos têm tudo a ver com o momento atual do Brasil. São aforismos centrados na política nacional que parecem ter sido escritos hoje. No entanto, foram criados por Millôr há cerca de 30 anos e se encontram no livro Millôr definitivo – A bíblia do caos que a L&PM publica em diferentes formatos.

Conheça algumas das frases das camisetas. E se quiser ver todas, clique aqui.

CAMISETA 2 MILLOR

CAMISETA FRANK MILLOR

CAMISETA TERRA A VISTA MILLOR

CAMISETA PRIVATIZACAO BRANCA MILLOR

CAMISETA VELHINHA MILOR

É a segunda vez que a Reserva lança uma linha temática de Millôr e, além de serem comercializadas no site da marca, as novas camisetas também estão à vendas nas lojas do Shopping Leblon e Rio Sul.

Camiseta exposta em loja do Shopping Leblon

Camiseta exposta em loja do Shopping Leblon

A Reserva sempre teve inúmeros motivos para admirar Millôr Fernandes. Um artista brasileiro com orgulho, como a gente. Com uma opinião forte, como a gente. E às vezes polêmico, como a gente. Com tantas semelhanças, resolvemos transformar nossa admiração em trabalho: assim nasceu a parceria Reserva + Millôr. Com um inconfundível tom de crítica, os desenhos e frases permanecem surpreendentemente atuais, graças ao talento atemporal do mestre Millôr. (Mensagem da Reserva em seu site)

Primeiro final de semana de grande movimento na Bienal do Rio

4 setembro 2017

O primeiro final de semana da Bienal Internacional do Livro do Rio foi bastante movimentado. Os corredores dos pavilhões ficaram lotados de gente que foi a procura de seus livros preferidos. Chamou atenção a quantidade de jovens circulando. No estande da L&PM, os livros mais procurados pela ala jovem foram os de Agatha Christie.

Bienal_findi

A Bienal segue até 10 de setembro e o estande da L&PM está no pavilhão azul. ;-)

Convite_Bienal2017

Leia, seja, apoie essa ideia

1 setembro 2017

Campanha de valorização à leitura transforma personalidades em personagens de clássicos da literatura.

Bernardinho, Washington Olivetto, Baby do Brasil, Bela Gil, Cauã Reymond e Pedro Bial são as estrelas de uma campanha de valorização do livro e do papel transformador da leitura que foi lançada oficialmente nesta quinta-feira, 31 de agosto, durante a abertura da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. A ação LEIA. SEJA. é uma realização do SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros e as peças da campanha foram criadas pela agência WMcCann.

Os astros da campanha foram escolhidos por sua paixão pelos livros e pela leitura e cada um deles assumiu um personagem da literatura:

Cauã Reymond é Dom Quixote de la Mancha, personagem criado por Cervantes.

Cauã Reymond é Dom Quixote de la Mancha, personagem criado por Cervantes.

Bela Gil virou Capitu, personagem de "Dom Casmurro", de Machado de Assis

Bela Gil virou Capitu, personagem de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis

Pedro Bial é Sherlock Holmes, o famoso detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle

Pedro Bial é Sherlock Holmes, o famoso detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle

Bernardinho como Capitão Rodrigo, do livro "O tempo e o vento", de Érico Verissimo

Bernardinho como Capitão Rodrigo, do livro “O tempo e o vento”, de Érico Verissimo

Diretamente do Sítio do Picapau Amarelo: Washington Olivetto como Visconde de Sabugosa e Baby do Brasil como Emília

Diretamente do Sítio do Picapau Amarelo: Washington Olivetto como Visconde de Sabugosa e Baby do Brasil como Emília

O conceito desenvolvido pela agência parte da ideia de que, quando lemos, nos tornamos parte da história – ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração; faz rir e chorar, refletir e viajar. Na campanha, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.

“O Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, e acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. A campanha LEIA.SEJA. quer mostrar exemplos de pessoas reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. “Nosso desejo é que essa ação reverbere pelos meses seguintes, estimulando o hábito da leitura ao redor do país e propondo uma conscientização sobre o seu valor”, completa.

O grupo foi fotografado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens serão utilizadas em anúncios impressos, outdoors, mídia urbana Out Of Home (OOH) e mídia digital, espalhados por diversas partes do país.

Durante o lançamento oficial da campanha houve a transmissão de um filme sobre os bastidores da campanha e a divulgação da hashtag #LeiaSeja nas redes sociais, através da fanpage no Facebook (www.facebook.com/leiaseja) e do perfil no Instagram (@leiaseja).

Ao longo de toda a Bienal, que vai até 10 de setembro, o público poderá conferir uma exposição das fotos dos personagens, que estarão acompanhadas de vídeos com o making-of e depoimentos das personalidades sobre a influência dos livros em suas vidas pessoais e profissionais.

Além disso, modelos circularão pelos pavilhões da Bienal nos fins de semana e no feriado de 7 de setembro com os trajes que foram usados pelas celebridades, divulgando a campanha entre os visitantes.

E aí? Curtiu essa ideia? Então leia e seja o personagem que você quiser.

Uma história cultural do século XX

25 agosto 2017

Paris Boêmia, Paris Libertária e Paris Ocupada, que têm como subtítulo “Os aventureiros da arte moderna”, é um dos mais importantes trabalhos publicados sobre a história política e cultural da primeira metade do século XX.

Ele demonstra como pintores, escultores, coreógrafos, teatrólogos, cineastas, filósofos, poetas, romancistas e músicos enfrentaram a tradição e lançaram as bases da nova arte, revolucionaram o pensamento e encararam os grandes desafios do novo século. Juntos, os três volumes somam quase 1.500 páginas onde Dan Frank parte de Paris para mapear meio século de revoluções artísticas e luta política.

Nesta trilogia de grande fôlego encontramos a história e os protagonistas de todas as correntes importantes que revolucionaram a arte moderna; as ideias e os intelectuais que deram origem e militaram em movimentos políticos como nazismo, fascismo, anarquismo, socialismo e, finalmente, a formidável resistência na Segunda Grande Guerra, onde os intelectuais e os artistas combateram o fascismo lado a lado com o povo e os soldados.

Entremeados com os fatos estão as mulheres, os homens, as anedotas, as curiosidades, tudo escrito num texto claro e saboroso. Modigliani, Alfred Jarry, André Breton, Scott Fitzgerald, Matisse e tantos outros em suas peripécias por Montmartre; Paris ocupada pelos nazistas que invadiam ateliês de pintores como Picasso, perseguiam escritores como Malraux, Gide, Breton; Hemingway, o grande romancista, no front como chefe de brigada combatendo na resistência à Franco na Espanha e na reconquista de Paris. O legendário fotógrafo Robert Capa, o homem que fez as grandes imagens da guerra, Saint Exupéry, o piloto de combate e os intelectuais envolvidos com a revolução russa, a guerra civil na Espanha e o pesadelo nazista. São centenas de histórias e personagens geniais. O resultado é um enorme painel que traduz tudo que se viu, viveu e aprendeu na cidade por onde tudo passou. Num tempo onde todos se entregavam de corpo e alma na missão de transformar o mundo. (Ivan Pinheiro Machado)

PARIS TRIO POCKET

A trilogia de Dan Franck acaba de chegar à Coleção L&PM Pocket.

Vem aí um novo filme de Mogli

25 agosto 2017

O Livro da Selva, obra mais famosa de Rudyard Kipling, vai ganhar uma nova adaptação para a tela grande. O filme que conta a história do menino Mogli dessa vez está sendo produzido pela Warner Bros e vai se chamar Jungle Book: Origins. Ele tentará superar o sucesso da adaptação feita em 2016 pela Disney. Assim como seu antecessor, também será uma versão live-action.

O diretor, Andy Serkis, é um super conhecedor da técnica que mistura atores com efeitos especiais (aquele lance de filmar num fundo verde, interagindo com o nada). E mais do que isso: Serkis é o ator que interpreta Cesar de Planeta dos Macacos, King Kong e também o Gollum de Senhor dos Anéis — colam aqueles fioszinhos nele e o cara manda ver.

andy-serkis

Em Jungle Books: Origins, além de dirigir, Serkis vai dublar o querido urso Baloo. Aliás, os atores dessa versão são in-crí-veis. Presta atenção:

LIVRO DA SELVA ATORES NOVO FILME

O lançamento na América do Norte está previsto para 19 de outubro de 2018. Enquanto isso, que tal ler (ou reler) O livro da selva de Rudyard Kipling? A L&PM publica em formato convencional, pocket e e-book.

Napoleão continua sabendo das coisas

15 agosto 2017

Napoleão Bonaparte nasceu em 15 de agosto de 1769 em Ajaccio, capital da Córsega. E, ao longo de sua intensa vida de general, comandante e imperador, deixou um legado de pensamentos que foram reunidos no Manual do líder, publicado na Coleção L&PM Pocket com tradução de Julia da Rosa Simões. São frases que seguem sendo atuais:

“O governo precisa ser posto à prova continuamente.”

“Os grandes poderes morrem de indigestão.”

“Jamais as assembleias reuniram prudência e energia, sabedoria e vigor.”

“Nada funciona num sistema político em que as palavras não condizem com as coisas.”

“A verdadeira sabedoria das nações é a experiência.”

“É preciso demonstrar mais caráter na administração do que na guerra.”

“Qualquer associação é um governo dentro do governo.”

Amazon adaptará diversas obras de Agatha Christie para a TV

15 agosto 2017

Concorrente do Netflix, a Amazon também é um canal streaming que produz séries originais. E a Amazon acaba de fechar uma parceria com o canal de TV BBC para produzir uma série baseada em obras de Agatha Christie.

A primeira adaptação, que já está em fase de produção, é Punição para a inocência (Ordeal By Innocence), publicado pela L&PM em pocket e e-book. Bill Nighy, Alice Eve e Ed Westwick são alguns dos nomes que estão no elenco.

O livro tem como história central a família Argyle e a sua ovelha negra, Jacko, acusado de ter matado a matriarca da família em um arroubo de loucura. Depois que Jacko morre na prisão, uma reviravolta acontece quando um homem chamado Arthur Calgary aparece para afirmar que o rapaz era inocente e para colocar toda a família sob suspeita.

Como outra parte da parceria com a BBC, a Amazon também está obtendo direitos exclusivos de transmissão premium para outras duas adaptações de Agatha Christie preexistentes da BBC One:  E não sobrou nenhum  e  Testemunha da acusação . Isso tudo acrescenta-se ao que pode ser algo de Agathainnaisance (sim, esse sufixo precisa ser aposentado), o que com o assassinato totalmente separado de Kenneth Branagh  no filme Orient Express para lançamento em 10 de novembro.

untitled

Os escritores e seus pais

9 agosto 2017

Louis, pai de Allen Ginsberg:

Allen aponta para Louis em 1969

Allen aponta para Louis em 1969

Frederick, pai de Agatha Christie:

A jovem Agatha joga um jogo de tabuleiro com seu pai no jardim de casa

Agatha joga um jogo de tabuleiro com seu pai no jardim da casa

Heinrich, pai de Charles Bukowski:

bukowski_pai

O jovem Charles posa ao lado da mãe e do pai

Carl, pai de Charles Schulz (com o neto no colo):

Charles_Schulz_paiefilho

Três gerações: Charles Schulz, criador de Peanuts, com seu filho e seu pai

Leo, pai de Jack Kerouac:

O pequeno Jack Kerouac com seu pai Léo e sua mãe Gabrielle

O pequeno Jack Kerouac com seu pai Léo e sua mãe Gabrielle

Charles, pai de Arthur Conan Doyle:

O garotinho é Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, aos seis anos de idade

O garotinho é Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, aos seis anos de idade

 

Joseph Conrad: mais do que um escritor, um personagem

3 agosto 2017

O premiado escritor colombiano Juan Gabriel Vásquez é fã de Joseph Conrad. Mais do que isso: é seu biógrafo. Mais do que isso ainda: Conrad é um dos principais personagem do livro de Vásquez, História secreta de Costaguana, romance de ficção publicado pela L&PM em 2011. Em História secreta Vásquez cria uma trama em que um tal José Altamirano conhece Conrad durante a construção do canal do Panamá. Do encontro dos dois surge o que poderia ser chamado de um dos grandes roubos da literatura: a apropriação indevida por Conrad da vida de Altamirano para criar a famosa obra Nostromo. Tudo fruto da imaginação de Juan Gabriel Vásquez. Mas que usou o seu vasto conhecimento sobre a vida, a obra e a personalidade de Conrad para inseri-lo na trama.

“(…) um dos contrabandistas era um jovem dois anos mais moço que eu, camareiro com salário nominal, de origem nobre, de crenças católicas e jeito tímido, cujo sobrenome era impronunciável para o resto da tripulação e cuja cabeça já começava, clandestinamento, a arquivar o visto e o ouvido, a conservar casos, a classificar personagens. Porque sua cabeça (embora o jovenzinho ainda não o soubesse) era a cabeça de um contador de histórias. Será preciso que lhes diga o óbvio? Tratava-se de um tal Korzeniowski, de nome Jozef, de nome Teodor, de nome Konrad.

Conrad, quando ainda era Korzeniowski, aos 17 anos

Jozef Teodor Konrad Korzeniowski - futuro Joseph Conrad - nasceu em 3 de dezembro de 1857. Aos 17 anos, virou marinheiro. Em 1878, depois de uma tentativa frustrada de suicídio, passou a servir em um barco britânico para escapar do serviço militar russo. Aprendeu a falar inglês com apenas 21 anos, idioma que dominaria de tal forma que seria considerado um dos maiores escritores da língua inglesa. Conrad usou suas experiências para escrever obras como o maravilhoso O coração das trevas, livro que serviu de inspiração para Coppola em “Apocalipse now”. Além dele, a Coleção L&PM Pocket publica, de Conrad, A linha de sombra, A flecha de ouro, Juventude e Os duelistas. Conrad morreu em 3 de agosto 1924. Aliás, o livro de Vásquez começa justamente com a notícia de sua morte:

Melhor dizer de uma vez: o homem morreu. Não, não basta. Serei mais preciso: o Romancista (assim mesmo, com maiúscula) morreu. Vocês já sabem de quem estou falando. Não é mesmo: Bom, vou tentar de novo: o Grande Romancista da língua inglesa morreu. O Grande Romancista da língua inglesa, polonês de nascimento e marinheiro antes de escritor, que passou de suicida fracassado a clássico vivo, de vulgar contrabandista de armas a Joia da Coroa Britânica, morreu. Senhoras, senhores: Joseph Conrad morreu.

Van Gogh e o tiro no peito

27 julho 2017

Vincent havia saído para pintar na tarde de 27 de julho, quando nessa hora costumava trabalhar na sala dos fundos do albergue. Deu um tiro de revólver contra o peito, caiu e depois se ergueu para retornar. Caiu três vezes no caminho de volta e notaram sua ausência, pois estava atrasado para o jantar. Sua atitude ao chegar pareceu estranha aos Ravoux: Vincent subiu diretamente ao seu quarto. Depois, como não descia para jantar, o sr. Ravoux subiu para vê-lo, encontro-o estendido no leito e perguntou o que tinha. Vincent virou-se bruscamente, abriu o casaco e mostrou a camisa ensanguentada. “É isso, quis me matar e falhei”, ele diz. (Van Gogh, David Haziot, Série Biografias L&PM Pocket).

Vincent Van Gogh não sairia mais da cama. Dois dias depois, morreria nos braços do irmão Theo, aos 37 anos e poucos meses.

VAN GOGH FOTO ALTA