Bem vindo à Biblioteca Nacional de França

A “Bibliothèque Nationale de France” (Biblioteca Nacional de França) reúne nada menos do que catorze milhões de livros e impressos, manuscritos, estampas, fotografias, mapas e plantas, partituras, moedas, medalhas, documentos sonoros, vídeos, multimídia, cenários e reportagens. Tudo isso fica guardado em um complexo de quatro prédios e algumas relíquias ficam guardadas a sete chaves, longe dos olhares. E só saem de lá para raras exposições. É o caso dos manuscritos originais de “Em busca do tempo perdido”, de Proust.

São sete volumes. O primeiro, ‘No caminho de Swann’, foi publicado um pouco antes da Primeira Guerra Mundial, em 1913, de forma independente, depois que o autor foi recusado pelas principais editoras do país. O último, ‘O Tempo Redescoberto’, em 1927, cinco anos depois da morte do autor.

As anotações no manuscrito de Proust revelam como se constrói uma obra-prima literária e o processo de criação surpreendente do célebre escritor francês. “O que é emocionante quando folheamos estes cadernos é ver a obra sendo escrita e perceber que a escrita não se trata de um trabalho fácil. É um trabalho que precisa ser retomado. Tem que reescrever, corrigir, nunca ele está satisfeito. Nós mergulhamos de verdade no trabalho de Marcel Proust”, ressalta Isabelle de Chermont, curadora da Biblioteca e uma das poucas autorizadas a folhear a relíquia.

A versão digital da Biblioteca Nacional de França, batizada de Gallica, tem à disposição para consulta mais de um milhão e meio de documentos.

A L&PM Pocket publica Um amor de Swann, a segunda e autônoma parte de No caminho de Swann. Breve, será lançado Em busca do tempo perdido em Mangá.

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