Com champanhe na ponta da língua

Em seu livro, Etiqueta Século XXI, a jornalista e expert em etiqueta Célia Ribeiro dedica um capítulo inteiro a festas. E é lá que a gente descobre como não fazer feio na hora de falar (e de servir) a bebida que é símbolo do Ano Novo: o champanhe. Ou seria melhor dizer champanha? Célia Ribeiro esclarece:

A palavra champanhe deriva-se de Champagne, a região da França que deu nome à bebida e que hoje detém a exclusividade do nome. Assim, na Espanha, é cava, na Alemanha, sekt e em português se diz espumante. A palavra foi abrasileirada para champanha, mas ambas são corretas. Estranho é dizer um champanha, guardando a concordância com a palavra oculta vinho, porque champagne é masculino. Doutores em Letras, como o professor Cláudio Moreno, acham que em pleno século XXI não tem sentido fazer uma exceção da palavra terminada em a, de gênero sempre feminino, ao se referir ao champanhe. Mais fácil é falar em champanhe com o artigo masculino, sem quebrar regras e ferir os ouvidos.

Vale servir na garrafa com canudinho? A garrafinha representa a democratização da bebida nobre, industrializada. O champanhe para ser tomado com canudinho transforma um encontro feliz na praia em celebração e é viável servi-lo numa reunião descontraída ou em ambiente sem recursos para o serviço convencional de taças.

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