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Como servir um bom espumante

A dica é do livro Etiqueta de bolso – Um guia de boas maneiras de A a Z, de Celia Ribeiro.

Etiqueta_de_bolso

O livro de Celia Ribeiro traz muitas dicas para a hora da festa

 

O espumante é sempre uma celebração. O brut ou sec é servido no início da refeição, passando ao demi-sec (quase seco) à hora da sobremesa. Mas também pode ser bebida única. O espumante é vertido no cálice vagarosamente, em pouca quantidade, para ser completado, aos poucos, com as borbulhas. A temperatura ideal para servi-lo é de quatro a seis graus, acentuando seus aromas e garantindo o desprendimento mais lento do gás carbônico nas borbulhas. A garrafa mantida no balde com gelo é envolvida com um guardanapo para a bebida ser vertida no cálice.

Com champanhe na ponta da língua

Em seu livro, Etiqueta Século XXI, a jornalista e expert em etiqueta Célia Ribeiro dedica um capítulo inteiro a festas. E é lá que a gente descobre como não fazer feio na hora de falar (e de servir) a bebida que é símbolo do Ano Novo: o champanhe. Ou seria melhor dizer champanha? Célia Ribeiro esclarece:

A palavra champanhe deriva-se de Champagne, a região da França que deu nome à bebida e que hoje detém a exclusividade do nome. Assim, na Espanha, é cava, na Alemanha, sekt e em português se diz espumante. A palavra foi abrasileirada para champanha, mas ambas são corretas. Estranho é dizer um champanha, guardando a concordância com a palavra oculta vinho, porque champagne é masculino. Doutores em Letras, como o professor Cláudio Moreno, acham que em pleno século XXI não tem sentido fazer uma exceção da palavra terminada em a, de gênero sempre feminino, ao se referir ao champanhe. Mais fácil é falar em champanhe com o artigo masculino, sem quebrar regras e ferir os ouvidos.

Vale servir na garrafa com canudinho? A garrafinha representa a democratização da bebida nobre, industrializada. O champanhe para ser tomado com canudinho transforma um encontro feliz na praia em celebração e é viável servi-lo numa reunião descontraída ou em ambiente sem recursos para o serviço convencional de taças.