Arquivo de dezembro, 2013

Remake de “Assassinato no Expresso do Oriente”

quarta-feira, 18 dezembro 2013

Uma notícia emocionante para os fãs de Agatha Christie: a Fox anunciou seus planos de realizar um novo filme de “Assassinato no Expresso do Oriente”, livro de Agatha Christie. Entre os produtores que vão trabalhar na adaptação estão Ridley Scott e Simon Kinberg (De Sr. e Sra. Smith e Sherlock Holmes). O romance da Rainha do Crime publicado em 1934 é uma de suas histórias mais conhecidas: um magnata americano é assassinato em um trem em que Hercules Poirot também está viajando. E é durante a viagem que o famoso detetive tenta desvendar o mistério, avaliando todos os passageiros suspeitos.

Esta história já foi adaptada algumas vezes para o cinema, sendo que a mais famosa versão é a dirigida por Sidney Lumet e estrelado por Albert Finney como Poirot. O filme de Lumet foi indicado a seis Oscar e levou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman.

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O remake poderá ser ótimo, mas dificilmente reunirá um elenco de estrelas como a versão de Lumet

A L&PM possui uma série inteira dedicada a Agatha Christie. Veja aqui.

As cartinhas de Peanuts para o Papai Noel

quarta-feira, 18 dezembro 2013

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(clique para ampliar)

Tirinhas de Natal publicadas em Peanuts Completo Vol. 6

Tradução de Mrs. Dalloway ganha Prêmio Literário

terça-feira, 17 dezembro 2013

A tradutora Denise Bottmann acaba de ganhar o “Prêmio Paulo Rónai” da Biblioteca Nacional pela tradução de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, lançado em 2012 pela L&PM Editores. A escolha foi feita por uma comissão julgadora composta por três profissionais renomados na área: Berilo Vilaça Vargas, Leonardo Fróes da Silva e Tomaz Adour da Camara.

Durante o processo de tradução de Mrs. Dalloway, Denise criou o blog “Traduzindo Mrs. Dalloway“, onde compartilhava os bastidores do seu trabalho. No blog dedicado ao livro de Virginia Woolf, a tradutora dividiu com o público (leitores, colegas tradutores e interessados em geral) as referências utilizadas, notícias e registros sobre a obra na imprensa, rascunhos e capas de outras edições, ilustrações, fotos e toda a sorte de curiosidades que permeiam a obra, ao mesmo tempo em que compartilhava trechos da tradução com comentários sobre os impasses e reflexões a respeito da complexa tarefa de verter uma obra como Mrs Dalloway para o português.

Eis o resultado:

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Os Prêmios Literários da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) foram criados com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país e concedem anualmente, desde 1997, uma premiação a autores, tradutores, e designers. A lista completa dos ganhadores foi divulgada esta semana no site da FBN.

Em 2013 foram mais de 700 inscrições, divididas em 9 categorias, todas nomeadas em homenagem a intelectuais destacados na cultura brasileira. Cada vencedor recebe como prêmio um certificado e a quantia simbólica de R$ 12,5 mil (doze mil e quinhentos reais).

Cinderela proibida de entrar na prisão

segunda-feira, 16 dezembro 2013

Clive Stafford Smith, diretor da instituição Reprieve – que trabalha para promover justiça e salvar vidas no corredor da morte da prisão da Baía de Guantánamo – publicou um artigo no jornal britânico The Guardian, onde fala sobre a censura a livros nesta penitenciária. Entre as obras proibidas pelos militares censores estão contos de fadas como Cinderela, O Gato de Botas e João e o Pé de Feijão. “Talvez os militares temam que depois de ler João e o Pé de Feijão os presos escapem através do plantio de sementes mágicas” escreveu Smith. Na lista de livros proibidos ainda aparece Crime e Castigo de Dostoievski e O mercador de Veneza de Shakespeare.

Guantánamo é uma prisão militar de propriedade dos EUA e, segundo a Cruz Vermelha Internacional, os presos são vítimas de tortura, em desrespeito aos direitos humanos e à convenção de Genebra. É nessas horas que a gente pensa que poderiam existir fadas madrinhas de verdade.

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Bem vindo à Biblioteca Nacional de França

sexta-feira, 13 dezembro 2013

A “Bibliothèque Nationale de France” (Biblioteca Nacional de França) reúne nada menos do que catorze milhões de livros e impressos, manuscritos, estampas, fotografias, mapas e plantas, partituras, moedas, medalhas, documentos sonoros, vídeos, multimídia, cenários e reportagens. Tudo isso fica guardado em um complexo de quatro prédios e algumas relíquias ficam guardadas a sete chaves, longe dos olhares. E só saem de lá para raras exposições. É o caso dos manuscritos originais de “Em busca do tempo perdido”, de Proust.

São sete volumes. O primeiro, ‘No caminho de Swann’, foi publicado um pouco antes da Primeira Guerra Mundial, em 1913, de forma independente, depois que o autor foi recusado pelas principais editoras do país. O último, ‘O Tempo Redescoberto’, em 1927, cinco anos depois da morte do autor.

As anotações no manuscrito de Proust revelam como se constrói uma obra-prima literária e o processo de criação surpreendente do célebre escritor francês. “O que é emocionante quando folheamos estes cadernos é ver a obra sendo escrita e perceber que a escrita não se trata de um trabalho fácil. É um trabalho que precisa ser retomado. Tem que reescrever, corrigir, nunca ele está satisfeito. Nós mergulhamos de verdade no trabalho de Marcel Proust”, ressalta Isabelle de Chermont, curadora da Biblioteca e uma das poucas autorizadas a folhear a relíquia.

A versão digital da Biblioteca Nacional de França, batizada de Gallica, tem à disposição para consulta mais de um milhão e meio de documentos.

A L&PM Pocket publica Um amor de Swann, a segunda e autônoma parte de No caminho de Swann. Breve, será lançado Em busca do tempo perdido em Mangá.

Flaubert por Sartre

quinta-feira, 12 dezembro 2013

Em 12 de dezembro de 1821 nascia Gustave Flaubert, cuja vida foi desvendada por Jean-Paul Sartre em O idiota da família, que chega ao Brasil pela L&PM em 2014. Para celebrar o aniversário do autor de Madame Bovary – enquanto a tão aguardada biografia não chega – leia o trecho inicial para ter um gostinho do que vem por aí:

“Quando o pequeno Gustave Flaubert, perdido, ainda “bestial”, emerge da primeira infância, as técnicas estão à sua espera. E os papéis. O adestramento começa: não sem sucesso, ao que parece; ninguém nos diz, por exemplo, que tenha tido problemas para caminhar. Pelo contrário, sabemos que o futuro escritor tropeçou foi quando se tratou da prova primordial, o aprendizado das palavras. Tentaremos ver, mais adiante, se teve, desde o princípio, dificuldades para falar. O certo é que se saiu mal em outra prova linguística, iniciação e rito de passagem, a alfabetização: uma testemunha conta que o menino aprendeu a ler muito tarde e que seus familiares o tinham então por criança retardada.”

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O futebol de Eduardo Galeano

quarta-feira, 11 dezembro 2013

futebol ao sol e a sombraFutebol ao sol e à sombra é um livro ágil e emocionante como uma boa partida de futebol. Isso porque, nele, Eduardo Galeano mostra que é mais do que um célebre escritor, mais do que autor de As veias abertas da América Latina. Galeano revela o apaixonado que é pela bola que rola entre entre as quatro linhas em busca do gol. E é cheio de paixão que ele começa seu livro  falando sobre tudo o que está relacionado com o futebol - os jogadores, o ídolo, o técnico, o árbitro, o torcedor, o fanático, a bola, o gol e por aí vai -  e segue contando pequenas e verdadeiras histórias que aconteceram ao longo de todas as Copas do Mundo.

O gol

O gol é o orgasmo do futebol. E, como o orgasmo, o gol está cada vez menos frequente na vida moderna. Há mais de meio século, era raro que uma partida terminasse sem gols: 0 a 0, duas bocas abertas, dois bocejos. Agora, os onze jogadores passam toda a partida pendurados na trave, dedicados a evitar os gols e sem tempo para fazer nenhum. O entusiasmo que se desencadeia cada vez que a bola sacode a rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso levar em conta que o milagre é raro. O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre goooooooooooooool na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece que é de cimento, se solta da terra e vai para o espaço.

 

 

L&PM com 50% de desconto na Festa do Livro da USP

terça-feira, 10 dezembro 2013

Se você mora em São Paulo, prepare-se para três dias com livros pela metade do preço. Nesta quarta-feira, 11 de dezembro, começa a famosa Festa do Livro da USP. E como sempre acontece há 15 anos, a L&PM vai estar presente oferecendo todos os seus livros com 50% de desconto.

Nosso estande é o 7-A e está localizado na entrada do prédio da Mecânica/Naval, dentro da Escola Politécnica na cidade universitária, campus da USP.

A 15ª Festa do Livro da USP vai até o dia 13 de dezembro e está aberta das 9h às 21h.

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Não deixe de aproveitar!

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O “mapa da mina”: a L&PM está logo na entrada do prédio da Mecânica/Naval.

 

Mandela, nosso ídolo

segunda-feira, 9 dezembro 2013

Em sua coluna de sábado, 7 de dezembro, o escritor e jornalista Juremir Machado da Silva cita a biografia Mandela, o Homem, a História e o Mito, de Elleke Boehmer, publicada pela L&PM Editores. Clique na imagem para ler:

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A coluna de Juremir Machado da Silva no jornal Correio do Povo, publicada em 7 de dezembro de 2013 (clique para ampliar)

Capitu aos olhos de Dalton Trevisan

segunda-feira, 9 dezembro 2013

Ele é conhecido como o “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. Recluso, o premiado escritor Dalton Trevisan evita ser visto em público, não recebe a visita de estranhos e não aceita dar entrevista. Mas gosta de reciclar ideias e lançar novos livros.

Até você, Capitu? é um lançamento de Dalton Trevisan que reúne ensaios, crônicas, cartas e  textos diversos sobre o autores mais caros a Dalton Trevisan, como Machado de Assis, Pedro Nava, Rubem Braga e Tchékhov. Seu interlocutor nas cartas é o escritor Otto Lara Resende (1922-1992).

Abaixo, um trecho da crônica “Capitu sem enigma”:

Você pode julgar uma pessoa pela opinião sobre Capitu. Acha que sempre fiel? Desista, ô patusco: sem intuição literária. Entre o ciúmes e a traição da infância, da inocência, do puro amor, ainda se fia que o bruxo do Cosme Velho escolhesse o efeito menor? Pô, qual o grandíssimo tema romancesco de então, as fabulosas Emma Bovary e Anna Karenina. A um pessimista, viciado no Eclesiastes, toda mulher (“mais amarga do que a morte”) não é coração enganoso e perverso, nó cego de “redes e laços”?

Inocentar Capitu é fazê-la uma pobre criatura. Privá-la do seu crime, assim a perfídia não fosse própria das culpadas? Já sem mistério, sem fascínio, sem grandeza. Morreu Escobar não das ondas do Flamengo e sim dos olhos de cigana, oblíquos e dissimulados. Por que os olhos de ressaca, me diga, senão apra você neles se afogar?

O mais rececente lançamento da Coleção L&PM Pocket

O mais rececente lançamento da Coleção L&PM Pocket