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Nova foto do bandido Billy the Kid, comprada por menos de US$ 2, vale US$ 5 milhões

sexta-feira, 16 outubro 2015

Randy Guijarro pagou US$ 2 por três fotos antigas. O que ele não sabia era que estava adquirindo uma verdadeira mina de ouro do Velho Oeste. Isso porque uma das imagens era um ferrótipo (processo fotográfico que cria imagem positiva sem chapa negativa) em que supostamente aparece Billy the Kid. Com a descoberta, o retrato está avaliado em US$ 5 milhões (cerca de R$ 19 milhões).

Billi_The_kid_novaFoto1

A imagem 4×5 mostra Henry McCarty (Kid), também conhecido como William Bonney, jogando croquet com seus cúmplices. A foto foi comprada em um sebo em Fresno, na Califórnia, em 2010, mas Guijarro só percebeu que ali havia algo historicamente importante quando olhou mais de perto. Veja o detalhe (Billy é o da esquerda):

Billy_theKid_detalhe

A descoberta foi autenticada pela Kagin, uma firma de São Francisco especializada em moedas de ouro norte-americanas e em memorabilia do velho oeste.

Até hoje, a única foto conhecida do fora da lei era um icônico ferrótipo de 2×3, em que ele posava em um “saloon” do Novo México, agarrado ao cano de um rifle de carabina Winchester e com uma pistola Colt pendurada na cintura. Essa imagem, aliás, estampa a capa de “Billy the Kid”, biografia escrita por Pat Garrett, o homem que o matou. O livro é publicado na Coleção L&PM Pocket.

billy the kid

Não há perdão para Billy the Kid

terça-feira, 4 janeiro 2011
Billy the Kid

Billy the Kid

William Bonney tinha apenas 21 anos quando ficou conhecido em todo o velho oeste dos Estados Unidos pelos crimes, assassinatos e fugas espetaculares que cometeu sob o codinome Billy the Kid. Sua fama se espalhou pelo mundo e sua história já serviu de inspiração para trabalhos de Bob Dylan, Jorge Luis Borges, Sam Peckimpah e Arthur Penn.

Se com tão pouca idade ele fez tanto mal, há de se admitir também algo de heróico em sua trajetória. Pois junto com a fama de matador, Billy the Kid carrega uma aura de Robin Hood americano, que usava armas de fogo no lugar de arco e flecha.

As personas de bandido e herói se revezam de acordo com a fonte da história. Billy é apontado como culpado por cerca de 20 mortes, mas estima-se que algumas delas tenham sido cometidas por homens de seu bando e atribuídas a ele por engano – ou por comodidade.

O perdão

Em 1879, o então governador do Novo México, Lew Wallace, teria prometido perdoar os crimes de Billy em troca de seu testemunho em outro caso. O bandido teria aceitado o acordo e cumprido sua parte, mas quem faltou com a palavra foi o governador. Billy teve que fugir e no ano seguinte foi capturado pelo xerife Pat Garrett, que o matou e contou sua história no livro The Authentic Life of Billy the Kid, imortalizando a saga de uma das maiores lendas do velho oeste.

Eis que em 2010, uma advogada que vive na região onde os crimes aconteceram resolveu resgatar a história e cobrar o perdão prometido à Billy the Kid, ainda que póstumo. As famílias de alguns dos mortos se envolveram no caso para tentar impedir. Na última semana, o então governador do Novo México, Bill Richardson, recusou o pedido da advogada alegando que não cabe a ele “reescrever este capítulo proeminente” da história de seu país.

Para conhecer a história do bandido mais célebre do velho oeste, contada pelo homem que o matou, vale ler Billy the Kid, publicado pela L&PM em 1986 e reeditado na Coleção L&PM Pocket.

Veja o trailer do filme realizado por Sam Peckimpah em 1973, com trilha sonora de Bob Dylan: