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Em 30 de novembro de 1835, começava a aventura de Mark Twain

quarta-feira, 30 novembro 2016

Samuel Langhorne Clemens veio ao mundo em  30 de novembro de 1835 na Flórida, mas mudou-se ainda jovem, junto com a família, para uma pequena cidade às margens do Mississipi. Virou timoneiro de barco à vapor e inspirou-se nas viagens pelas águas do grande rio para começar a escrever suas histórias. Em 1863, adotou o pseudônimo de Mark Twain, nome de origem controversa. Alguns dizem que significa “dois fantasmas”, outros que é a expressão que os timoneiros usavam para marcar a profundidade das embarcações e ainda há os que defendem que está ligada ao som do motor dos barcos (“twain, twain, twain”) ou ainda a forma de se pedir uma bebida dupla nos bares do velho oeste. Independente disso, foi com esse nome que ele entrou para a história. Twain chegou a ser a celebridade mais conhecida de sua época e é tido como o primeiro autor verdadeiramente norte-americano. Entre seus livros mais conhecidos estão O príncipe e o mendigo, As aventuras de Tom Sawyer e aquele que é considerado sua obra prima: As aventuras de Huckleberry Finn. Para comemorar o aniversário de Mark Twain, separamos aqui algumas fotos de quando ele ainda era Samuel.

Samuel Clemens aos quinze anos

Belo, jovem e apaixonado pelo Mississipi

Aos 24 anos, já timoneiro

E agora como Mark Twain, ainda jovem, mas já exibindo seu famoso bigode:

Mark_Twain_jovem

E com os cabelos brancos, sua imagem mais conhecida:

marktwain_maisvelho

Filme estrelado por Matthew McConaughey foi inspirado em livro de Mark Twain

terça-feira, 18 fevereiro 2014

O ator Matthew McConaughey está em alta. De uma carinha bonita com uma barriga de tanquinho exibidas em filmes na Sessão da Tarde, ele passou a um dos atores mais festejados da atualidade. Favorito à estatueta de melhor ator no Oscar deste ano por sua atuação em “Clube de Compras Dallas”, ele também rouba a cena quando aparece em “O lobo de Wall Street” como aquele que ensina os primeiros truques ao personagem de Leonardo di Caprio. E ainda é um dos personagens principais da ótima série “True Detectives” que está passando no HBO. Essa nova fase de McConaughey começou quando ele estrelou filmes como “Killer Joe”, de 2011 e “Mud”, de 2012.

“Mud”, que no Brasil recebeu o infeliz título de “Amor Bandido” (e que talvez por isso não tenha ganhado muita repercussão), é um filme escrito e dirigido por Jeff Nichols e que, segundo admitiu o diretor, presta uma homenagem a Huckleberry Finn e Tom Sawyer, personagens de livros homônimos do escritor Mark Twain.

“Assim que li o roteiro de ‘Mud’ eu disse a Jeff: ‘Você roubou várias ideias de Mark Twain, não?’ E ele respondeu que Twain foi sua grande inspiração”. Contou a produtora Sarah Green. Prova disso é que o personagem vivido por Sam Shepard chama-se Tom Blankenship, o nome da pessoa real em que Tom Sawyer foi baseado.

O filme de Nichols se passa em uma pequena ilha do Rio Mississipi, onde dois garotos conhecem “Mud”, o misterioso e solitário homem interpretado por McConaughey e que, assim como o escravo Jim, de Huckleberry Finn, está fugindo de algo. Nichols começou a trabalhar nessa história nos anos 1990 e o resultado e um filme centrado em amizades fortes, tema recorrente nas histórias de Twain.

Assista ao trailer, procure na locadora mais próxima e depois vá correndo ler Huckleberry Finn e As aventuras de Tom Sayer, ambos publicados na Coleção L&PM Pocket:

As aventuras de Tom Sawyer

terça-feira, 4 dezembro 2012

Por Fernanda Scherer*

Antes de conhecer Tom Sawyer na literatura, conheci James Sawyer no seriado Lost. O personagem andava pela misteriosa ilha sempre com um livro a tiracolo e eu me perguntava se o James era inspirado naquele Sawyer da literatura. Resolvi ler o livro para tirar essa dúvida.

As aventuras de Tom Sawyer (Coleção L&PM Pocket), de Mark Twain, é um grande clássico da literatura americana. Publicado originalmente em 1876 – sempre me impressiono com obras do século passado que ainda parecem recém lançadas -, o livro traz um garoto muito esperto, aprontando mil coisas. Li pensando na infância do meu pai e dos meus avôs. Uma infância em que, no final de semana, os garotos se reuniam para nadar no lago e a falta de brinquedos industrializados era compensada por uma grande imaginação. Um tempo em que um dente de leite valia o equivalente a um carrapato vivo (troca real feita na história entre Tom e seu fiel amigo Huck Finn).

Tom Sawyer é um garoto do tipo “moleque”, com direito a noites de brincadeira no cemitério e uma tentativa de virar pirata. Mas, ao mesmo tempo, um moleque de grande coração, que tem um imenso carinho pela família e que enfrenta uma super confusão para ajudar um homem inocente.

As aventuras de Tom Sawyer nos leva de volta à infância. Talvez não a nossa infância, mas a infância simples e divertida de Tom.

Se James Sawyer, de Lost, foi inspirado no Tom? Os roteiristas nunca confirmaram a informação. Mas Tom Sawyer, com certeza, já serviu de inspiração para muitos outros livros, filmes e músicas.

Curiosidades sobre Tom Sawyer:

  • Tom Sawyer serviu de inspiração para músicas homônimas das bandas RushMindless Self Indulgence.
  • A personagem e o livro também são citados nos filmes Minority Report – A Nova Lei (pelo ator Tom Cruise), A Felicidade não se compra (pelo ator James Stewart) e A Liga Extraordinária (pelo ator Shane West).
  • Serviu de inspiração para a série de TV americana CHUCK, episódio “Chuck contra Tom Sawyer”, onde Tom Sawyer é um código secreto para desarmar uma bomba. No mesmo seriado, Tom Sawyer já foi um técnico de vídeo-game e criador de um míssil que poderia iniciar a Terceira Guerra Mundial.
  • Considerado vilão em Os Padrinhos Mágicos no episódio “Vida Na Estante”.
  • O protagonista do livro A Misteriosa Chama da Rainha Loana, de Umberto Eco, cita Tom Sawyer em uma de suas passagens.
  • Citado no filme Alice Upside Down, a professora Plotkins lê o livro para a turma de Alice e no final do filme dá o mesmo livro de presente a ela
  • Também citado no desenho Phineas e Ferb pelo Dr. Heinz Doofenshmirtz quando ele ouvia um CD falando a respeito de Tom Sawyer.
  • Citado no conto A Canoa, do escritor Luke T. Bergeron. Ele cria um verbo e usa no passado, Tom Sawyered.
  • Em Dogville, o livro que Thomas Edison (pai) está lendo é “The Adventures of Tom Sawyer”.
  • É citado no último episódio da 12º temporada de Os Simpsons, “Contos da Carochinha”. Na história, Tom, interpretado por Nelson Muntz foge de um casamento arranjado.
  • Em Feiticeiros de Waverly Place, Max mente para sua namorada que seu nome é Tom Sawyer, e mais referências são citadas no episódio.

No Missouri (EUA) há um monumento com as estátuas de Tom Sawyer e seu amigo Huck Finn

* Toda semana, a Série “Relembrando um grande livro” traz um texto assinado em que grandes livros são (re)lembrados. Livros imperdíveis e inesquecíveis.

Google homenageia Mark Twain

quarta-feira, 30 novembro 2011

É sempre uma bela surpresa abrir o Google e ver uma ilustração ou animação divertida feita para homenagear alguém ou lembrar um acontecimento importante. Quem acessa o buscador com frequência deve ter visto as homenagens  que foram feitas a Julio Verne, Agatha Christie, Fernando Pessoa, Jorge Luis Borges e outros tantos escritores.

Hoje é a vez de Mark Twain! Uma ilustração com seus personagens mais famosos apareceu hoje na home do buscador.

(clique para ampliar)

Mark Twain nasceu no dia 30 de novembro de 1835, há exatos 176 anos. Sobre seu romance mais famoso, As aventuras de Huckleberry Finn, o Nobel de literatura Ernest Hemingway escreveu:

“Toda a literatura americana moderna se origina de um livro escrito por Mark Twain, chamado Huckleberry Finn (…). Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.”

Quer tirar a prova da genialidade de Mark Twain? Na Coleção L&PM Pocket você encontra As aventuras de Huckleberry Finn, O príncipe e o mendigo e As aventuras de Tom Sawyer.

O (verdadeiro) grande romance americano

sexta-feira, 10 junho 2011

Por Ivan Pinheiro Machado

Um dos livros que me fascinaram na juventude foi “As aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain. Tinha em torno dos 15 anos e lembro de tê-lo lido em estado de verdadeira exaltação, vagarosamente, curtindo cada página. Havia a figura maravilhosa do escravo fugido Jim e de Huckleberry, conhecido simplesmente como Huck. Que personagem! Ele foi parceiro de Tom Sawyer em o célebre “As aventuras de Tom Sawyer”. Mas era tão bom personagem, que Mark Twain dedicou seu melhor livro só para ele. Desde criança eu sempre achei Huck muito melhor que o personagem Tom e tenho certeza que Tom também achava… mas isto é outra história. A verdade é que a L&PM está lançando uma primorosa edição traduzida por Rosaura Eichenberg.

Este livro tem resistido a todos os preconceitos. Na época de seu lançamento, em 1885, foi considerado imoral, pois Huck é um sobrevivente e faz de tudo para seguir vivendo. Modernamente foi fustigado pela legião dos malas do politicamente correto. Mas Huck resiste ao tempo, aos chatos e aos equivocados.

Sobre este livro, um dos maiores escritores de todos os tempos (que não resistiria à inquisição dos “politicamentecorretóides”), o prêmio Nobel Ernest Hemingway, escreveu:

Toda a literatura americana moderna se origina de um livro escrito por Mark Twain, chamado Huckleberry Finn (…). Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.”

Parece Huckleberry Finn, mas é Ernest Hemingway quando criança, pescando no Lago Michigan