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Produtos de Simon’s Cat chegarão ao Brasil

sexta-feira, 25 maio 2018

Ele tem 4,7 milhões de inscritos no seu canal do YouTube. É um gato simpático, querido, mas que apronta poucas e boas com seu dono. Seu livros são publicados no Brasil pela L&PM e agora acaba de ser anunciado que seus produtos foram licenciados para serem vendidos por aqui. Ele é Simon’s Cat!

E prepare-se para aumentar a sua lista de desejos. Porque se os livros já são fofos, imagine os produtos. A gente só não sabe dizer quando eles chegarão por aqui.

simons cat livros

Estes são alguns dos produtos de Simon’s Cat que existem pelo mundo:

Garrafa térmica

Garrafa térmica

Almofada de pescoço

Almofada de pescoço

Blocos de nota

Blocos de nota

Boneco de pelúcia

Boneco de pelúcia

Lancheiras

Lancheiras

Esqueça as versões da Disney: vem aí o filme do verdadeiro Livro da Selva

segunda-feira, 21 maio 2018

Via Adoro Cinema

Diferentemente das versões mais solares e musicais da Disney, Mowgli, adaptação de Andy Serkis para o clássico da literatura, promete ser fundamentalmente sombria e violenta – ou, em outras palavras, mais fiel à natureza e à tonalidade da obra original, O Livro da Selva (L&PM Editores), de Rudyard Kipling. E a julgar pelo primeiro e dramático trailer da aventura estrelada pelo jovem Rohan Chand (Homeland), o ator, diretor e papa da captura de movimentos realmente conseguiu criar uma releitura inédita:

Enquanto a trama segue basicamente os pontos narrativos já conhecidos pelo grande público – a história do jovem que é abandonado por sua família humana e é criado por lobos em meio à selva -, a versão de Serkis é essencialmente distinta, contendo sequências intensas de ação, violência gráfica e sangue. Com toques visuais que remetem à cultura indiana e um protagonismo maior do menino lobo titular, Mowglideve realmente surpreender em sua abordagem – na visão do cineasta, o público infanto-juvenil é sofisticado o suficiente para compreender os elementos mais “adultos” da narrativa, que não é um conto de fadas.

Contando com capturas de movimento do próprio Serkis como o Urso Balu, de Christian Bale como Bagheera, Benedict Cumberbatch como Shere Khan, além de Cate BlanchettNaomie Harris e as performances live-action de Matthew Rhys e Freida Pinto, Mowgli estreia no dia 19 de outubro.

 

Adeus, Tom Wolfe

quarta-feira, 16 maio 2018

Tom Wolfe revolucionou o jornalismo e fez dele literatura. Considerado o papa do new journalism, colocou a verdade no meio da ficção. Ou vice-versa.

Dele, nos anos 80, a L&PM publicou Décadas púrpuras e A palavra pintada. O primeiro, com 21 ensaios sobre si mesmo, o “dândi” de terno branco, inventor de expressões definitivas como radical chic, e que também traz um painel sobre o louco circo da cultura e das subculturas americanas. Já em A palavra pintada  Wolfe discorre sobre a arte moderna entre o final do século XIX e o início do XX.

Tom Wolfe, New York City, November 2011

Em 2008, Tom Wolfe chegou na coleção L&PM Pocket, com Emboscada no Forte Bragg – Quando a Rede Poderosa de Televisão se confronta com os Lordes da Testosterona, alguém vai acabar se dando mal, um romance publicado originalmente em capítulos na revista Rolling Stone e que aborda o limite e entre verdade e mentira no jornalismo televisivo.

emboscada_forte_bragg

Tom Wolfe faleceu na segunda-feira, 14 de maio, aos 88 anos, em Nova York.

Escritores em ritmo de jazz

segunda-feira, 30 abril 2018

30 de abril é Dia Internacional do Jazz. E para homenagear este gênero musical tão espacial, postamos aqui a foto de três dos nossos escritores que tiveram suas vidas e obras intimamente influenciadas pelo jazz.

Jack Kerouac, cujo estilo de escrita tem a batida do jazz

Jack Kerouac, cujo estilo de escrita tem a batida do jazz

Julio Cortázar era exímio trompetista

Julio Cortázar era exímio trompetista

Woody Allen tem uma banda de jazz em Nova York

Woody Allen tem uma banda de jazz em Nova York

Leia abaixo a mensagem da diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional do Jazz, 30 de abril de 2018

A UNESCO tem o orgulho de comemorar o 7o Dia Internacional do Jazz, em 30 de abril de 2018. Este é um dia para homenagear o jazz e seu legado duradouro, assim como para reconhecer o poder que esse gênero musical tem para unir as pessoas. O jazz tem suas raízes na luta por liberdade e na resistência contra a opressão. Esse gênero musical, com seus vários estilos, foi abraçado e integrado a inúmeras culturas, transformando-se em novas formas de expressão, ressoando infinitamente com a diversidade de canções e sons ao redor do mundo. A multiplicidade das formas por meio das quais o jazz foi costurado no tecido de culturas locais, nacionais e indígenas demonstra a sua eminência e a sua relevância. Ele falou, e continua a falar, para pessoas de todas as origens linguísticas, políticas e econômicas, ao seguir sua trajetória original de expressar a liberdade, a dignidade e os direitos humanos. A mensagem pela liberdade está enraizada no coração desse gênero, que é definido pela improvisação. A habilidade de os músicos se reunirem e escutarem, tocarem e promoverem o intercâmbio artístico por meio dessa expressão de livre fluxo reflete o espírito dos movimentos de libertação em todo o mundo. Como diz com frequência o grande saxofonista Wayne Shorter: “No jazz, acontece como na vida: não é possível ensaiar o desconhecido”. O jazz destaca a beleza de se viver o momento, de ter coragem de correr riscos, não apenas individual, mas coletivamente, de explorar o indefinido, muitas vezes as águas escuras do que é possível ou mesmo inimaginável, por uma pessoa ou um grupo. Hoje, o Dia Internacional do Jazz será celebrado em mais de 190 países. Músicos, promotores de eventos, professores, estudantes e fãs do jazz serão mobilizados em todo o mundo com eventos que vão desde pequenos concertos a performances que irão durar vários dias. As atividades serão realizadas em escolas, museus, centros comunitários, universidades, cafés e clubes de jazz. Este ano, a cidade de São Petersburgo será a Cidade Anfitriã Mundial. Foi lá que, no início dos anos 1920, surgiu o jazz russo, com as universidades e as principais instituições políticas e econômicas abraçando o gênero desde o início, o que levou ao estabelecimento da primeira Sala Filarmônica de Jazz do país. Em São Petersburgo, serão realizadas oficinas, aulas-mestras, exibições de filmes, performances e concertos com estudantes russos de todo o país. O All-Star Global Concert reunirá artistas de toda a Rússia, da região e do mundo, criando uma mistura única de música que certamente irá contribuir para um evento memorável, com a participação de lendas como o Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Herbie Hancock, e do jazzista russo Igor Butman. A UNESCO tem o prazer de colaborar com o Instituto de Jazz Thelonious Monk, com a cidade de São Petersburgo e com a Fundação Igor Butman para a comemoração do Dia Internacional do Jazz de 2018. É o meu desejo que você possa se juntar a nós para que, juntos, possamos celebrar este importante dia, que pode nos aproximar um pouco mais.

O dia de Shakespeare e Cervantes

segunda-feira, 23 abril 2018

Dizem que os dois gênios morreram no mesmo dia. Miguel de Cervantes e William Shakespeare saíram da vida para entrar na história literária no mesmo 23 de abril de 1616. Shakespeare, aliás, teria nascido nesta mesma data no ano de 1564.

Ou não. Na realidade, eles não sucumbiram no mesmo dia. Shakespeare e Cervantes provavelmente morreram ou foram enterrados com cerca de quinze dias de diferença, principalmente porque, naquela época, a Espanha católica preferia o calendário gregoriano, que se diferenciava em 11 dias do calendário juliano da Inglaterra protestante.

Mesmo assim, como cada um deles morreu em torno do 23 de abril, então 23 de abril foi o dia escolhido. Como diz Hamlet, “o pensamento faz isso”. E as pessoas dizem que foi Einstein que descobriu a relatividade.

Mas, no fim, o que realmente importa sobre esses dois autores geniais não é sua longevidade mortal, naturalmente, mas o fato de seguirem tão presentes entre nós. Infelizmente, mesmo tendo vivido na mesma época e, coincidentemente, morrido no mesmo dia (vamos considerar assim), é uma pena que nunca tenham se encontrado para trocar algumas ideias.

Ainda bem que, em homenagem a eles, se comemora o Dia Mundial do Livro em 23 de abril.

SHAKESPEARE E CERVANTES

Martha Medeiros esquenta a noite carioca com seus autógrafos

sexta-feira, 20 abril 2018

Foi um sucesso a noite de autógrafos de Martha Medeiros no Rio de Janeiro. A escritora autografou seu novo livro, Quem diria que viver ia dar nisso, na quinta-feira, 19 de abril, na Livraria da Travessa de Ipanema. Foram quatro horas de dedicatórias e fotos e uma fila que invadiu a calçada.

A fila de autógrafos atravessava a livraria e invadia a calçada em frente à Travessa de Ipanema

A fila de autógrafos atravessava a livraria e invadia a calçada em frente à Travessa de Ipanema

Amigos de Martha, como o ator Roberto Birindelli, passaram por lá

Amigos de Martha, como o ator Roberto Birindelli, passaram por lá

As próximas sessões de autógrafo de Martha acontecem em Curitiba no dia 25/04 às 19h (Livraria Curitiba Shopping Palladium) e em Belo Horizonte dia 26/04 às 19h (Livraria Leitura Shopping Patio Savassi).

Meu amigo David Coimbra

terça-feira, 17 abril 2018

Por Juremir Machado da Silva – Publicado originalmente na sua coluna no jornal Correio do Povo em 17 de abril de 2018

Conheço o David Coimbra há 38 anos. Éramos adolescentes. Eu tinha acabado de chegar de Palomas para morar no bucólico Sarandi. Ele vinha do IAPI com seu senso de humor para nos divertir e provocar. Entramos juntos na Faculdade de Jornalismo da PUCRS. Já contei aqui que passamos quatro anos fazendo revoluções teóricas no bar da Mazza, na Bento Gonçalves, e nos trajetos de T1 até a Assis Brasil. O tempo, a distância e o fato de trabalharmos em empresas concorrentes não atingiram a nossa amizade. Falamos pouco, cada um mergulhado no seu turbilhão, mas o carinho permanece. Li de uma sentada o mais novo livro do David, “Hoje eu venci o câncer” (L&PM). É a história dele.

Que livro forte. David detalha o choque que foi a descoberta de uma doença que, segundo a previsão, não lhe daria mais do que cinco anos de sobrevida. Câncer com metástase. Resolveu lutar. David nunca foi de desistir. Arrancou a verdade do médico por telefone mesmo.

“– Vou fazer uma pergunta e queria que você fosse honesto – falei para o médico.

– Faça.

– Quanto tempo eu tenho.

– Difícil dizer…

– Qual a estimativa?

Depois de um instante de hesitação, a voz dele veio sumida:

– Se tudo der certo, cinco anos.

– Se tudo der certo?

– Sim.

– É possível ter mais tempo?

– Não. É muito improvável que você tenha mais do que esse tempo.

– Mas a grande possibilidade é ter menos tempo.

– Sim.

– Bem menos?

– Bem menos. A doença é mais agressiva do que pensávamos.”

Felizmente David não aceitou a previsão. Foi para os Estados Unidos em busca de tratamento. Está aí firme para alegria dos seus admiradores. A vida é cheia de ironias sem qualquer significado. Quanto eu tinha uns 20 anos, David teve de me levar ao hospital, em Tramandaí, por causa de uma pedra no rim. A minha primeira. Quem poderia imaginar que aquilo era nada perto do que lhe aconteceria. Volta e meia, nessas andanças, alguém me pergunta em tom debochado:

– Tu e o David ainda se dão?

– Por que não nos daríamos?

– Ora, vocês estão em lados opostos.

A oportunidade é sempre boa para responder suavemente:

– Não tenho lado. Estou sempre do lado da amizade.

Li o livro do David como quem lê uma carta. Há tanta coisa que nos escapa no dia a dia. Torço para que esse velho amigo de tantas utopias tenha vida longa. Imagino o David velhinho, cheio de ceticismo e de ironia machadiana (a do Machado de Assis, não a minha), relembrando os tempos apaixonados de hoje. Olhamos as mesmas coisas. Vemos diferente. Construímos nossa amizade em cima da diversidade.

Hoje_eu_venci_o_cancer

Dia de aproximar as crianças dos livros

segunda-feira, 2 abril 2018

Desde 1967, o mundo inteiro comemora o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem a Hans Christian Andersen que nasceu neste dia do ano de 1805.

A coordenação mundial desta comemoração é da IBBY – International Board on Books for Young People, uma organização sem fins lucrativos dedicada a aproximar as crianças dos livros. No Dia Internacional do Livro Infantil, a IBBY organiza competições de escrita, anuncia prêmios de livros e promove eventos com autores de livros infantis.

É a IBBY, aliás, quem promove, a cada dois anos, o Prêmio Hans Christian Andersen para premiar o autor e o ilustrador de livros infantis cujas obras completas deram uma contribuição duradoura para a literatura infantil do mundo.

Estátua de Hans Christian Andersen no Central Park em Nova York

Estátua de Hans Christian Andersen no Central Park em Nova York

Clique aqui e veja o catálogo infantojuvenil da L&PM.

O mergulho de Virginia

quarta-feira, 28 março 2018

Para Virginia Woolf, os livros eram o único refúgio, e a literatura, a única salvação. A autora de Mrs. Dalloway viveu e escreveu atormentada por alucinações e por sucessivas crises depressivas. Que tiveram fim numa manhã fria do dia 28 de março de 1941, quando a escritora de 59 anos encheu os bolsos de pedras e mergulhou no rio Ouse.

Convencida de sua incapacidade para escrever, aterrorizada pela perspectiva de enfrentar uma nova crise de demência, essa mulher tão combativa decide conscientemente abandonar a luta. Até o fim, Virginia fica de pé. Longe de ser uma renúncia, seu suicídio é uma escolha. Ao jogar-se no Ouse na manhã do dia 28 de março de 1941, aos 59 anos, Virginia Woolf dá a prova final de sua coragem e de sua vontade. (Trecho de Virginia Woolf, de Alexandra Lemasson, Série Biografias L&PM)

virginia face

Virginia Woolf deixou duas cartas endereçadas às pessoas mais importantes da sua vida: sua irmã Vanessa e seu marido Leonard. No final do filme As Horas, que conta a vida da escritora e traz a atriz Nicole Kidman no papel principal, há um pequeno trecho de uma destas cartas. Veja a seguir:

De Virginia Woolf, a Coleção L&PM Pocket publica Mrs. Dalloway, Profissões para mulheres e outros artigos feministas, Ao farol e Flush.

O adeus a Beethoven

segunda-feira, 26 março 2018

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Em 26 de março de 1827, às 17h45, morria o genial Ludwig van Beethoven. Dono de uma personalidade forte e melancólica, filho de um músico alcoólatra e de uma mãe tuberculosa, cercado de irmãos ineptos, Beethoven escapou do papel de menino prodígio que o pai tentou impor-lhe na esteira de Mozart e brilhou com luz própria. Por meio de melodias surpreendentes e perturbadoras, ofereceu à humanidade ideais de liberdade. E mesmo que a surdez tenha lhe tirado dos palcos, ela não foi capaz de impedir que ele continuasse compondo. Depois de Beethoven, a história da música nunca mais foi a mesma.

Por volta das quatro da tarde, o céu escureceu e caiu uma tempestade, “uma tempestade formidável, acompanhada de granizo e de neve”, escreveu Gerhard von Breuning. Beethoven ergue a mão, cerra o punho como se quisesse desafiar o céu, conta Hüttenbrenner, enfeitando talvez a cena. E acrescenta: “Quando a mão caiu sobre o leito, os olhos estavam semi-fechados. Com a mão direita ergui sua cabeça, apoiando a esquerda sobre seu peito. Nenhum sopro saía mais dos seus lábios, o coração havia parado de bater. Fechei seus olhos, sobre os quais depus um beijo, assim como na testa, na boca, nas mãos”. (Trecho de Beethoven, de Bernard Fauconnier, Série Biografias L&PM).