No Dia Mundial sem Tabaco…

31 maio 2016

… propomos algumas mudanças. Sabemos que os personagens a seguir talvez não concordassem totalmente com elas, mas o que vale é a intenção. :-)

Faça como Anais Nïn, troque o cigarro pela arte:

Anais ok

Faça como Freud, troque o cigarro por uma gentileza:

Freud ok

Faça como Bukowski, troque o cigarro por uma gostosura:

Buk ok

Faça como Jack Kerouac, troque o cigarro por uma brincadeira de criança:

Kerouac ok

Faça como Mark Twain, troque o cigarro pela alimentação natural:

mark twain ok

Faça como Hunter Thompson, troque o cigarro por um esporte saudável (nem que seja ping pong):

Hunter ok

Faça como Truman Capote, troque o cigarro por uma invenção de moda:

capote ok

E, por fim, faça como William Burroughs, troque o cigarro por uma boa causa:

Burroughs ok

‘First Folio’ de Shakespeare leiloado por R$ 9,5 milhões

27 maio 2016

Via jornal O Globo

Um exemplar da primeira compilação das peças teatrais de William Shakespeare superou as expectativas iniciais em um leilão realizado nesta quarta-feira. Conhecido como “First Folio”, o livro foi publicado em 1623, sete anos após a morte do autor britânico. O exemplar foi vendido pela Christie’s, em Londres, por R$ 9,5 milhões.

Shakespeare first folio

O preço estimado do livro havia sido estabelecido entre 800 mil e 1,2 milhão de libras. Além disso, foram a leilão uma cópia de cada uma das três edições posteriores (1632, 1664 e 1685), que foram vendidas por 605 mil ibras no total (R$ 3,2 milhões).

A Christie’s informou que os quatro livros foram adquiridos por um colecionador americano cuja identidade não foi revelada. No mês passado, um exemplar do “First Folio” foi encontrado em uma mansão na Ilha de Bute, na Escócia. Atualmente, existem 234 cópias reconhecidas do livro em todo o mundo.

A L&PM tem uma série inteira dedicada a Shakespeare.

Biblioteca Britânica comemora os 40 anos do movimento punk

25 maio 2016

“Punk 1976-78″ é o nome da exposição que a Biblioteca Britânica, em Londres, preparou para comemorar o 40º aniversário do punk, este “fenômeno musical único e emocionante” como o próprio site da biblioteca define.

Começando com o impacto do grupo Sex Pistols em 1976, a exposição explora os dias iniciais do movimento na capital britânica e revela como a sua notável influência espalhou-se pela música, moda, impressão e estilos gráficos de todo o país. A exposição apresenta uma gama de fanzines, folhetos, gravações e capas de discos junto com um raro material mantido em Liverpool pela John Moores University.

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Exposição traz flyers e zines raros

Flyer do Roxy Club, reduto punk londrino

Flyer do Roxy Club, reduto punk londrino

Ingressos e panfletinhos

Ingressos e panfletinhos

Além da exposição, estão programados eventos, shows, filmes e palestras para comemorar os 40 anos da herança punk e de sua influência em Londres.

“Punk 1976-78″ inclui, além da exposição, encontros, shows, filmes e palestras. E a Biblioteca Britânica oferece ainda uma loja temática com artigos ligados ao punk. A função rola até 2 de outubro e a entrada é gratuita.

A loja da Biblioteca Britânica é punk

A loja da Biblioteca Britânica é punk

E já que o assunto é punk, não podemos deixar de falar em Please Kill Me (Mate-me por favor), a história sem censura do Punk contada por aqueles que viveram o movimento na sua forma mais profunda. Publicado na L&PM em formato pocket e convencional.

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Dois cortados e a conta

24 maio 2016

24 de maio de 2016: Bob Dylan chega aos 75 anos. Bob Dylan declaradamente influenciado por Arthur RimbaudThoreauBaudelaireJack Kerouac. Bob Dylan fã e amigo de Allen Ginsberg e amante confesso da literatura de Joseph ConradFranz KafkaMark TwainJohn SteinbeckLawrence FerlinghettiWilliam Shakespeare e até Sun Tzu. Bob Dylan que é L&PM: Lyric, Poet, Master.

Para comemorar seu aniversário, (re)publicamos aqui um texto em sua homenagem que também tem tudo a ver com o dia de hoje, já que 24 de maio é o Dia Nacional do Café.

Para ler ao som de “One more cup of coffee“, de Bob Dylan

Por Paula Taitelbaum*

A garota moída de véspera aguarda mais um grão de amor expresso. O professor amargo tenta manter-se acordado sobre o jornal pingado na penumbra de um canto. A garçonete passada queima seu dedo na lágrima fervente da máquina estilo locomotiva à vapor. A senhora fraca deixa um pouco do seu batom na xícara branca de louça barata.

A secretária doce percebe o resto de ai que cai de uma boca espumante. O executivo frio sente o líquido escuro escorrendo por suas veias abertas. A vendedora vazia oferece seu corpo de bandeja enquanto derrama um tanto de suas lamentações. O ator aguado sente a fumaça entrar por suas narinas até experimentar a última gota de fala decorada.

O aposentado leitoso faz tremer o pires gasto que um dia foi do gato. A estudante descafeinada levanta a mão num pedido mirrado e distante. O homem aromatizado finge não prestar atenção na mulher que lambe o dedo lambuzado de chantilly. O poeta denso ignora dois dedos de prosa e rabisca versos imaginários num guardanapo estampado de rodelas marrons.

A moça extra-forte adoça o olhar mexendo suas ideias em movimentos circulares. O desempregado duplo deixa escorrer o resto da auto-estima goela abaixo. A amiga pela metade pensa que as relações não passam de uma meia-taça. A viúva pura assopra suas lembranças para sorvê-las em um grande gole.

O garçom torrado abraça a vassoura por trás do balcão descascado. A filha embebida em restrições pede à mãe uma porção de sonhos frescos. A adolescente encorpada aperta as coxas quentes querendo servir um sanduíche de si mesma. O músico solúvel em críticas esconde as olheiras por trás dos óculos de lentes mal dormidas.

O casal morno alimenta-se de silêncio mastigando um pão adormecido. A esposa granulada acaricia a baguette num requentado pedido de perdão. A velha triturada estende a mão suplicando uma migalha de atenção. A virgem amanteigada deixa sua calda escorrer sem que ninguém perceba onde ela vai parar.

O desquitado italiano hesita antes de pedir um bem-casado. O turista orgânico sorve um sabor estranho enquanto tenta entender a língua que o cerca. A amante cremosa procura o bilhete da sorte entre os restos da mesa ao lado. O garoto cigano de cabelos encaracolados e brinco de ouro lê a sorte na borra decantada antes de partir para o vale lá embaixo.

É uma manhã como outra qualquer no Dylan’s Café.

* Paula Taitelbaum é escritora, autora de Ménage à TroisPorno Pop PocketPalavra vai, palavra vem e coordenadora do Núcleo de Comunicação L&PM.

“Satíricon”: a sátira das sátiras

19 maio 2016

Eis a mais celebrada obra literária em prosa da Antiguidade com nova tradução, direta do latim, feita por Alessandro Zir. O enredo de Satíricon começa em Nápoles, numa escola de retórica, na qual um jovem adulador e golpista chamado Encólpio busca, por intermédio do seu professor, Agamênon, ser convidado para um banquete na casa de Trimalquião, um ex-escravo, agora novo-rico. Outras pessoas de índole duvidosa se juntarão a essa verdadeira trupe de homens de pouca moral, encontrando outros personagens  - todos eles devidamente parodiados, satirizados, ironizados.

Satiricon

Como bem conta João Angelo Oliva Neto na apresentação da edição que agora chega à Coleção L&PM Pocket, a obra de Petrônio está presente em livros célebres de outros escritores

Satíricon interessou a importantes escritores modernos, que de diferentes maneiras se servem do livro. Oscar Wilde, em O retrato de Dorian Gray (1890), não mencionou personagens de Satíricon, mas sim o próprio Petrônio! A certa altura diz o narrador:

“Tendo descoberto que poderia ser, para a Londres de sua própria época, o que o autor de Satíricon fora para a Roma imperial de Nero, bem no íntimo do coração, porém, Dorian desejava ser algo mais que um mero elegantiarum arbiter a ser consultado sobre o uso de determinada joia, ou sobre o nó de uma gravata, ou sobre o modo de conduzir uma bengala.”

Na década de 1920, T.S. Eliot encontrou numa passagem do infernal banquete de Trimalquião a epígrafe para seu poema “A terra devastada”, e na mesma época F. Scott Fitzgerald, em O grande Gatsby, fez de seu herói, também ele novo-rico e dissipador, uma espécie de Trimalquião contemporâneo, tanto que o primeiro título que Fitzgerald dera ao romance foi Trimalchio. Em 1969 foi lançado o filme Satíricon, de Frederico Fellini, em que o banquete é central. 

Pela graça ou pela crítica, pela narrativa ou pela forma de narrar, pelas personagens ou pela paródia, Satíricon há de agradar ao leitor, fazê-lo rir, como quem ri da desgraça alheia. Mas lembro aqui palavras de outro satirista romano, Horácio, que disse: “Do que você está rindo? É só mudar o nome, e esta sátira estará falando de você mesmo!”. 

Itália recupera carta em que Colombo anuncia a descoberta do ‘Novo Mundo’

18 maio 2016

As autoridades italianas apresentaram nesta quarta-feira em Roma uma carta escrita por Cristóvão Colombo em 1493, roubada de uma biblioteca de Florença e vendida nos Estados Unidos, na qual anunciava a descoberta de um “Novo Mundo”, um documento excepcional e de imenso valor histórico.

O documento foi recuperado após uma complexa operação coordenada pelos Carabineiros para a Tutela do Patrimônio Cultural, um órgão especializado que defende seu imenso patrimônio histórico, e que envolveu especialistas, historiadores, diplomatas e autoridades de vários países.

O precioso documento, de acordo com os pesquisadores, foi vendido em 1992 nos Estados Unidos em um leilão e adquirido por um fundo privado que o doou para a Biblioteca do Congresso americano, que acabou por devolvê-lo para a Itália.

“Em 1992, a carta original pertencente à Biblioteca Riccardiana de Florença, de valor estimado em cerca de um milhão de euros, foi vendida por uma casa de leilões a um particular que a doou para o Congresso dos Estados Unidos”, explicou em uma coletiva de imprensa o comandante dos carabineiros Mariano Mossa.

“Esta importante carta de Colombo relata a descoberta de um Novo Mundo e era dirigida aos reis da Espanha e impressa em 1493 em Roma. Ela foi roubada em uma época indeterminada da biblioteca Riccardiana de Florença, e agora retorna para fazer parte do nosso patrimônio”, declarou satisfeito.

O anúncio contou com a presença do ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, e do embaixador dos Estados Unidos, John R. Phillips.

“É a história de um roubo muito sofisticado. Foram realizados muitos estudos e verificações. E por anos não se sabia que havia duas cópias do documento original”, disse Franceschini.

A “viagem” incomum entre os dois continentes da valiosa carta serve não só para denunciar o tráfico milionário de obras de arte e livros históricos, mas também constitui um exemplo de colaboração entre a Itália e os Estados Unidos.

A carta original escrita em espanhol foi perdida, enquanto as cópias traduzidas semanas mais tarde em latim e impressas em 1493 por Stephan Plannck foram assinadas pelo próprio Colombo, que havia promovido sua publicação como uma maneira de proteger seus interesses.

O documento retornará à biblioteca Riccardiana de Florença após quatro anos de investigações na sequência de uma denúncia apresentada pelo diretor da Biblioteca Nacional de Roma, de onde foram roubados diversos volumes de livros antigos que estavam sendo classificados.

“É um ato simbólico que sela a amizade entre a Itália e os Estados Unidos”, disse o embaixador Phillips.

A descoberta da América, tornada pública em 1493 por cartas, das quais foram fabricadas muitos falsas, foi uma descoberta que mudou a história da humanidade e que continua a suscitar interesse.

“Nessa carta, Colombo anunciava aos reis da Espanha a descoberta do que ele acreditava ser as Índias Ocidentais, ilhas sobre o Ganges, o que na realidade era a América.

Informava sobre sua descoberta, resumia a viagem, os problemas com a bagagem e os povos encontrados, segundo o diretor da biblioteca de Florença, Silvano Stacchetti.

O objetivo era “persuadir os reis a financiar novas expedições”, acrescentou.

A carta de Colombo era preservada em Florença com um grupo de 42 cartas originais e foi substituída por uma falsificação, muito parecida com a original, que foi exibida ao público junto com a original.

* AFP

E  por falar em Cristóvão Colombo, a Coleção L&PM Pocket publica Diários da Descoberta da América com notas de Eduardo Bueno. Segundo Gabriel García Marquez, este é “o primeiro livro de realismo mágico”.

A Coleção L&PM Pocket publica o relato fascinante da descoberta do Novo Mundo

A Coleção L&PM Pocket publica o relato fascinante da descoberta do Novo Mundo

Museus que exibem literatura

18 maio 2016

18 de maio é o Dia Mundial dos Museus, esses lugares sagrados que abrem suas portas para expor arte e vida, história e memória. Há museus enormes como um castelo e também há aqueles tão pequenos que mais parecem uma garagem. Há museus que foram construídos para serem museus e há também os que um dia já foram a casa de alguém. Para marcar a data, separamos museus de escritores famosos em diferentes partes do mundo. Não deixe de visitá-los caso sua viagem for para alguma dessas cidades.

Franz Kafka Museum em Praga. É um museu interativo e moderno que exibe a vida e obra do mais famoso escritor da República Tcheca. O autor de A Metamorfose e O Processo ganhou um espaço à altura de sua obra com um museu que possui seus diários, fotos e primeiras edições originais de obras famosas do escritor. O complexo possuiu uma loja onde é possível encontrar os livros de Kafka em diversas línguas, bem como pôsteres, camisetas e outras lembrancinhas. Olha que ótimo o vídeo do museu:

Jane Austen House Museum em Hampshire, Inglaterra -  Foi nessa casa em estilo georgiano que a autora de Orgulho e Preconceito e Persuasão viveu com sua irmã Cassandra entre 1809 e 1817. Em 1949, a residência das irmãs Austen virou museu independente e é administrado pelo “Jane Austen Memorial Trust”. Dizem que as pessoas que visitam a casa são envolvidas por uma sensação de paz e que, frequentemente, portas se abrem sozinhas e se ouve passos. Uma funcionária do museu já contou que, certa vez, estava sozinha na casa transcrevendo uma das cartas de Cassandra quando ouviu um barulho estranho no jardim. Ao olhar pela janela, ela não viu nada, mas ao sentar-se novamente para continuar a transcrição, escutou uma voz sussurrando “Cas, Cas…” Isso aconteceu algumas vezes e a moça ficou convencida de que, naquele dia, não foi apenas ela quem leu a carta de Cassandra. Para a funcionária, Jane Austen estava mesmo ao seu lado. Ai, que arrepio!

Jane Austen House

The Sherlock Holmes Museum em Londres – O museu do mais famoso detetive da literatura. Se você sabe um pouco sobre Sherlock Holmes, já deve ter ouvido falar no endereço Baker Street, 221b em Londres. Criado por Sir Arhur Conan Doyle, o número da morada do grande detetive e de seu fiel amigo Dr. Watson era, em princípio, fictício. A rua Baker era real, mas o 221b tinha sido inteiramente criado por ele. No entanto, tudo mudou em 27 de março de 1990 quando então o número passou a existir de verdade. Neste dia, o endereço mundialmente conhecido foi inaugurado em uma casa construida em 1815 para abrigar um museu que quer mostrar a casa de Sherlock Holmes exatamente como ela é descrita nos livros de Conan Doyle. Até os 17 degraus que levam ao piso superior estão lá.

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The Beat Museum, São Francisco, Califórnia – Este é um dos museus dedicados aos escritores da geração beat com destaque para Jack Kerouac, autor de On the road. Ele apresenta uma extensa coleção de memorabília dos beats, além de manuscritos originais e primeiras edições. Mas ele não é o único. Há também o Beat Museum em Alhambra, também na Califórnia para o qual foi doada a réplica do carro de Kerouac usado no filme “Na estrada”, de Walter Salles.

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Casa Museu Pablo Neruda em Isla Negra, Chile – Esta não é a única Casas Museu de Pablo Neruda, mas é a mais famosa. Até porque é aqui que estão sepultados Neruda e sua amada Matilde. Nesta casa, com bela vista para o Pacífico, o escritor e sua mulher viveram. No “complexo” há um café e tendas de artesanato onde se pode comprar lembranças, inclusive livrinhos em miniatura feitos à mão das obras de Neruda.

Neruda Isla Negra

Casa Stefan Zweig em Petrópolis, Rio de Janeiro – Na serra de Petrópolis, está a casa onde o escritor Stefan Zweig que, mais do que um museu, é um moderno centro de memória interativo. O quarto em que o escritor se envenenou ao lado da mulher está lá e as pessoas poderão ler, em alemão, o texto de despedida de Zweig em que ele agradece a “este maravilhoso país, o Brasil”. Há também a máscara mortuária do escritor austríaco, feita por um escultor amador de Petrópolis e doada pelos herdeiros. Ok, é um pouco mórbido, mas Zweig merece a visita.

casa Stefan Zweig

Bill Gates recomenda “Sapiens”, publicado no Brasil pela L&PM

17 maio 2016

GatesNotes é o blog de Bill Gates no qual ele indica livros. No texto publicado nesta terça-feira, 17 de maio, o fundador da Microsoft recomenda leituras para o verão de 2016. “Aqui em Seattle, o verão é um presente que você ganha após nove meses de chuva e escuridão. O céu fica claro, não há praticamente nenhuma umidade, e as noites são frescas. O melhor de tudo são as vezes em que você tem a chance de se sentar ao ar livre para ler um grande livro.” escreve ele no seu blog.

Bill Gates e sua pilha de indicações de leituras. "Sapiens" é o primeiro de baixo para cima.

Bill Gates e sua pilha de indicações de leituras. “Sapiens” é o primeiro de baixo para cima

Bill Gates recomenda cinco livros e entre eles está “Sapiens – Uma breve história da humanidade“, de Yuval Noah Harari, publicado no Brasil pela L&PM Editores. “Ambos, Melina e eu, lemos este livro, e ele provocou grandes conversas em nossa mesa de jantar. Harari assume um desafio assustador: contar toda a história da raça humana em apenas 400 páginas. Ele também escreve sobre a nossa espécie hoje e sobre como a inteligência artificial, a engenharia genética e outras tecnologias vão nos mudar no futuro. Embora eu tenha encontrado coisas para discordar, especialmente a afirmação de Harari de que os seres humanos estavam melhores antes de começarmos a cultivar – eu recomendaria Sapiens para qualquer pessoa interessada na história e futuro de nossa espécie.” escreveu Gates.

E pode ter certeza: não é só Bill Gates que recomenda Sapiens. Como já divulgamos aqui no blog da L&PM, este grande livro vem despertando paixões em todos aqueles que têm a oportunidade de lê-lo, entre eles o fundador do Facebook Mark Zuckerberg e o jornalista Jorge Pontual.

Sapiens

“Sapiens” estão na L&PM

Clique aqui e leia mais sobre “Sapiens” no blog de Bill Gates.

Com o novo filme de Woody Allen, foi dada a largada para o Festival de Cannes

11 maio 2016

“É muito complexo pra mim definir o que o amor significa, mesmo depois de ter dirigido tantos filmes românticos como este, porque o verbo ‘amar’ pode ser conjugado de formas bem diferentes, sobretudo se encarado sobre a perspectiva da família, da mãe ou do pai,  como também mostro neste longa. Talvez eu seja um romântico”. A declaração de Woody Allen foi dada em entrevista ao site Omelete no festival de Cannes – o mais recente filme de Allen, Café Society, abriu o festival.

Segundo o correspondente, ele estava “com uma expressão cansada e com dificuldades auditivas”. “É um milagre que eu tenha chegado aos 80 anos. Tento me manter em forma, comendo bem e me exercitando. Sei que a idade pesa, mas eu ainda me sinto jovial para seguir filmando. Meus pais foram até os cem anos. Talvez isso me garanta mais disposição” disse ainda o diretor.

Café Society traz Jesse Eisenberg no papel principal. Íntimo do estilo alleniano desde que rodou Para Roma, Com Amor (2012), Eisenberg encarna o personagem Bobby na linha da neurose, como é hábito dos personagens masculinos centrais de Woody, mas subverte os tiques nervosos do protagonista conforme o filme avança. Seu dilema afetivo é maior do que suas excentricidades e inseguranças: ele caiu de amores pela morena Vonnie (Kristen Stewart), mas esta tem um caso com o tio dele, o todo-poderoso agente de estrelas hollywoodianas Phil, vivido por Steve Carell num posto outrora ofertado a Bruce Willis.

“Esta é apenas a história de um sujeito adorável, a quem todo mundo se afeiçoa, mas que enfrenta momentos difíceis, apesar disso, como ocorre com todos nós. Jesse é um ator incrível que também tem a condição de ser adorável. Não quis fazer dessa atuação dele um espelho de meu ‘eu lírico’ como autor, por isso deixei ele improvisar os diálogos”, disse o diretor, atualmente envolvido numa série para a Amazon TV.

Em sua estrutura dramática agridoce, na qual a melancolia sobrepuja o riso, sem prejudicar a leveza, Café Society subverte traços habituais do olhar autoral de Allen, rompendo a linha de fragilidade habitual de seus casais. Aqui, o progresso profissional de Bobby em Hollywood, nos anos 1930, e depois na alta roda de Nova York tem um peso tão grande quanto seus sentimentos. Estamos diante de uma jornada que ultrapassa seu querer por Vonnie, embora esta nunca saia de sua mente. Ela também ganha contornos mais sólidos – e até feministas – do que o padrão das mocinhas do diretor.

“Nos anos 1930, a América produzia um cinema dominado por estúdios, numa estrutura muito competitiva, onde cão comia cão, implacavelmente. Leia os romances de Scott Fitzgerald e você encontrará esse ambiente, que, apessr de tento, gerou filmes seminais, mais possantes que os de hoje”, diz Allen, que faz a narração de Café Society“Eu concebi a trama com uma estrutura literária de romance, no qual distintos personagens têm sua própria história e seu próprio destino, em paralelo à trajetória de Bobby. Como autor, isso me deu a tentação de eu mesmo narrar. Era pegar o roteiro e ler. Simples”.

Rouba a cena o irmão bandido de Bobby, o gângster de bom coração Ben, vivido por Corey Stoll. Embora garanta ao longa certo alívio cômico, ele introduz um toque de violência e sangue ao universo quase sempre lúdico de Allen.

“Faço meus filmes confiando no que os fotógrafos podem fazer. Trabalhei com grandes diretores de fotografia e Vittorio Storaro é um dos grandes, submetido aqui ao desafio que também encarei de filmar em tecnologia digital e não em película. O processo é distinto, mas a lógica estética é a mesma: buscar a luz adequada ao sentimento de mundo que busco imprimir”, diz Allen, que polemizou na coletiva de imprensa ao explicar a razão pela qual se recusa a concorrer em Cannes (ou em qualquer outro festival) apesar do prestígio de que desfruta. “Você já imaginou alguém escolher entre Rembrandt, Matisse e Picasso quem é o melhor pintor? Com cinema, é o mesmo… pra mim. O melhor filme para uns é péssimo pra outros. Competição é para o esporte, não para a arte”.

Com a projeção de Café Society foi dada a largada para a seleção oficial de Cannes, com 21 longas em concurso.

Woddy Allen e parte do elenco de Café Society na abertura do Festival de Cinema de Cannes que aconteceu na quarta-feira, 11 de maio

Woddy Allen e parte do elenco de Café Society na abertura do Festival de Cinema de Cannes que aconteceu na quarta-feira, 11 de maio

Além de dirigir e roteirizar, Woody Allen também escreve livros. Alguns deles, estão na L&PM.

Ciclo Internacional Fernando Pessoa

10 maio 2016

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Maio será um mês dedicado a Fernando Pessoa em vários locais do Brasil. O Ciclo Internacional Fernando Pessoa começou por Caxias do Sul, na serra gaúcha, e ocorre em Porto Alegre entre os dias 11 e 15 de maio. Depois segue para Blumenau em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

O evento conta com a participação de artistas portugueses e brasileiros que ministram workshops, promove bate-papos e apresentam espetáculos teatrais e musicais relacionados com o mais célebre poeta português.

O Ciclo Internacional Fernando Pessoa é promovido pela produtora luso-brasileira Máquina de Fazer Maluco com produção executiva de Romes Pinheiro. Em Porto Alegre, os encontros acontecem na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ).

Os valores para participar são:

Ingressos:
R$ 35,00 workshop “A Presença do Ator”
R$ 50,00 espetáculo teatral “Fernélia”
R$ 50,00 espetáculo musical “Pessoa em Mim”.
Promoção:
R$ 70,00 (workshop + “Fernélia”)
R$ 85,00 (espetáculos “Fernélia” + “Pessoa em Mim”)
R$ 100,00 (workshop+espetáculos “Fernélia” + “Pessoa em Mim”)

Mais informações podem ser obtidas na página do Facebook do evento.

A L&PM Editores publica vários livros com os poemas de Fernando Pessoa. O mais recente lançamento foi “Fernando Pessoa – Obras escolhidas“.

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