Lady Gaga é banida da China após encontro com o Dalai Lama

29 junho 2016

Não dá pra agradar todo mundo. Isso Lady Gaga sabe bem. Seu encontro com Sua Santidade, o Dalai Lama, por exemplo, deixou budistas do mundo inteiro contentes, mas irritou profundamente os chineses mais radicais. A cantora e o líder espiritual trocaram palavras e gestos de gentileza durante uma conferência em Indiana, nos Estados Unidos, na segunda-feira, 28 de junho. Ao publicar em seu Instagram uma foto do Dalai Lama segurando sua mão, Lady Gaga recebeu uma avalanche de comentários hostis vindas da terra de Mao. “Para os chineses é como se estivesse apertando a mão de Bin Laden”, escreveu um usuário da rede social. A absurda comparação com o terrorista islâmico se deve ao fato de que o Partido Comunista Chinês considera o Dalai Lama um inimigo de estado por ser um “separatista”.

Lady Gaga Dalai Lama Instagram

A foto do Dalai Lama com Lady Gaga atraiu a ira do Partido Comunista Chinês

Desde segunda-feira, o partido tem promovido ações para impedir que os cidadãos ouçam músicas de Lady Gaga, exigindo que os sites de distribuição deletem suas canções e estimulando notícias que critiquem a cantora. Lady Gaga é uma das artistas ocidentais mais populares na China e, segundo o jornal britânico The Guardian, seu nome agora foi adicionado à lista de estrangeiros que não são bem-vindos ao “Reino Médio”. Na conferência em que se deu este encontro, o Dalai Lama centrou seu discurso na esperança de um futuro melhor, com compaixão humana, amor e benevolência. Tudo o que parece estar faltando para alguns chineses.

O livro Sete anos no Tibet, publicado na Coleção L&PM Pocket, conta como a China invadiu o Tibet em 1950, expulsando milhares de cidadão e também o grande líder budista. A L&PM também publica os pensamentos do Dalai Lama, Caminho da sabedoria, caminho da paz, em dois formatos. 

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Um dia que tem a cor do arco-íris

28 junho 2016

28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Para marcar o dia, postamos aqui alguns trechos de livros de escritores que tinham muito orgulho de ser o que eram:

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O cheiro abafado e ligeiramente doce de seu perfume atingiu Therese de novo, um cheiro que lembrava seda verde-escura, que era só dela, como o perfume de alguma flor especial. Therese inclinou-se mais em sua direção, olhando para seu copo. Ela queria empurrar a mesa para um lado e pular nos braços dela, enterrar seu nariz no cachecol verde e dourado que estava bem atado em volta do pescoço dela.  (Patricia Highsmith, do livro Carol)

* * *

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Estou feliz, Kerouac, seu louco Allen
finalmente conseguiu: achou um cara novo
e minha imagem de um garoto eterno
passeia pelas ruas de San Francisco,
lindo, e me encontra nas cafeterias
e me ama. Ah, não pense que estou maluco.
Você está zangado comigo. Pelos meus amantes?
É duro comer merda, sem ter visões;
quando eles me olham, para mim é o Paraíso.
(Allen Ginsberg, do livro Uivo e outros poemas)

* * *

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- Ele gosta de mim. Sei que gosta. É claro que eu o lisonjeio demais, e sinto um prazer estranho em dizer coisas de que estou certo que vou me arrepender. Como norma, ele é delicado comigo, nós nos sentamos no ateliê e conversamos sobre uma porção de coisas. De vez quando, porém, ele é muito descortês, e parece sentir prazer em me causar dor. Nessas horas, Harry, sinto que sou tratado como uma flor de lapela, uma peça de decoração para deleitar-lhe a vaidade, um ornamento de um dia de verão. (Oscar Wilde, do livro O retrato de Dorian Gray)

* * *

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Eu queria aquele corpo de homem sambando suado bonito ali na minha frente. Quero você, ele disse. Eu disse quero você também. Mas quero agora já neste ins­tante imediato, ele disse e eu repeti quase ao mesmo tempo também, também eu quero. Sorriu mais largo, uns dentes claros. Passou a mão pela minha barriga. Passei a mão pela barriga dele. Apertou, apertamos. As nossas carnes duras tinham pêlos na superfície e músculos sob as peles morenas de sol. Ai-ai, alguém falou em falsete, olha as loucas, e foi embora. Em volta, olhavam. (Caio Fernando Abreu, do livro Morangos Mofados)

Romance adolescente que será publicado pela L&PM ganha importante prêmio do Reino Unido

20 junho 2016

A britânica Sarah Crossan é autora de One, um romance escrito em verso livre que conta a história de Grace e Tippi, gêmeas siamesas que, unidas pelo quadril, vivem sua(s) vida(s) adolescente(s). A narrativa – que às vezes soa como um diário – é um longo poema em prosa que vai se desenrolando sob o ponto de vista de Grace. E antes que você torça o nariz pensando que talvez essa história seja meio esquisita, bizarra ou até sofrida demais para envolver o público juvenil, a gente diz que não é nada disso. One - que por aqui tem o título provisório de Unidas - é incrivelmente envolvente e sensível.

Somos literalmente grudadas

pelo quadril –

unidas pelos ossos e pelo sangue.

 

E

é por isso

que

nunca fomos à escola.

One vem recebendo vários prêmios e o mais recente deles foi anunciado nesta segunda-feira: a medalha Carnegie (Carnegie Medal), o mais cobiçado prêmio para livros infanto-juvenis do Reino Unido e que existe desde 1936. Crossan já havia sido indicada duas vezes anteriormente, mas só agora, com One, “foi levada à glória” como escreveu o jornal The Guardian, complementando na matéria que 2016 tem sido um grande ano para a autora.

Sarah Crossan. Foto: Rolf Marriott

Sarah Crossan. Foto: Rolf Marriott

“O Carnegie é o prêmio que eu sempre quis ganhar porque ele é julgado por bibliotecários que são os guardiões da literatura de muitas maneiras. Eu tinha certeza que, hoje, o nome de outra pessoa seria lido no lugar do meu.” Declarou Sarah Crossan logo após o anúncio.

O ar do verão começa a ficar mais fresco.

A tinta escura da noite chega cada vez mais cedo.

E do nada

a mamãe anuncia que Tippi e eu

não vamos mais estudar em casa.

“Em setembro

vocês vão começar o ensino médio

e vão à escola

como todo mundo”, ela avisa.

 

E eu não esboço qualquer

reação.

 

Eu escuto

e balanço a cabeça

e puxo um fio solto na camisa

até um botão

 

cair.

 

Mas Tippi não fica em silêncio.

 

Ela explode:

 

“Está falando sério?

Vocês piraram?”, ela grita

e continua discutindo com a mamãe e o papai por horas.

 

Eu escuto

e balanço a cabeça

e mordo a pele em torno das unhas

até começar a

 

sangrar.

Em One, à medida que as irmãs crescem e desenvolvem diferentes hábitos e opiniões, elas descobrem como é difícil compartilhar um corpo. Pra completar as angústias, os pais ficam desempregados e o dinheiro vira um problema latente – mas que apesar de angustiante, às vezes é narrado com bom-humor.

Se eu tivesse um revólver, poderia assaltar um banco.

 

Poderia enfiar uma arma na cara do caixa

e exigir uma pilha de dinheiro

e fugir em uma Maserati roubada.

 

Eu poderia vender drogas nas esquinas

ou prostituir meninas por um bom preço.

 

Poderia infringir a lei que quisesse.

 

Se me mandassem para a cadeia,

teriam que prender Tippi também,

o que seria uma detenção

ilegal,

que jamais seria mantida em um

tribunal.

 

Se eu não tivesse uma maldita consciência,

estaríamos ricas.

O premiado romance de Sara Crossan chega ao Brasil pela L&PM Editores no segundo semestre deste ano com tradução de Alexandre Boide.

A capa britânica de "One".

A capa britânica de “One”.

 

Bloomsday: o único feriado do mundo que é dedicado a um livro

16 junho 2016

BLOOMSDAY

16 de junho é feriado na Irlanda. Batizado de Bloomsday, o dia é dedicado a Leopold Bloom, personagem criado por James Joyce  que habita as páginas de “Ulisses”, a mais famosa obra do escritor irlandês. Em “Ulisses”, Bloom vive sua Odisseia em apenas um dia: 16 de junho de 1904, enquanto caminha pela capital da Irlanda. Uma data tão emblemática que, desde o final dos anos 1920, os irlandeses a decretaram como feriado nacional e sempre preparam uma grande festa em Dublin.

O escritor James Joyce e o jornal com a data do Bloomsday: 16 de junho de 1904

O escritor James Joyce e o jornal com a data do Bloomsday: 16 de junho de 1904

Aqui no Brasil também tem comemoração no dia de hoje. Separamos alguns eventos que achamos interessantes. Se você souber de mais algum, é só avisar. ;-)

FLORIANÓPOLIS:

O Bloomsday na capital de Santa Catarina acontece na Fundação Badesc, na Capital, cuja tema será O dia e a noite na obra e na vida de James Joyce. A organização é de Clélia Mello, Dirce Waltrick do Amarante e Sérgio Medeiros.

14h
Exibição do filme U: réquiem para uma cidade em ruínas, de Pedro Veneroso.

15h30min
Palestra O mito em ruínas: Eliot, Joyce e o chamado “método mítico”, por André Cechinel, doutor em Literatura pela UFSC, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESC e organizador do livro O lugar da teoria literária.

16h30min
Leituras cênicas de trechos de James Joyce: fragmentos de Finnegans Wake Cartas de Joyce a sua mecenas, senhorita Weaver na tradução de Dirce Waltrick do Amarante, fragmento de Ulisses em inglês e em alemão, na tradução de Hans Wollschläger, e deCartas de Joyce a Nora, na tradução de Dirce Waltrick do Amarante e Sérgio Medeiros.

17h
Performances Quentão, por Iam Campigotto, Gato Negro, por Márcio Markendorf e Dó Mifalajá, trio performático composto por Rafael Schlichting no sax, Rodrigo Ramos na guitarra e sintetizadores e Cláudia Cárdenas no vocal.

18h30min
Performance de dança, por Mônica Siedler.

19h
Exibição do filme Os Vivos e os Mortos, de John Huston.

Percurso performático Bloomswalk’nvision, por Duo Strangloscope. Pelas ruas do Centro desde a Fundação Badesc até o Largo da Alfândega, serão projetados 19 planos sobre a paisagem da cidade. Estas 19 projeções remetem às 19 ruas do caminho de Bloom pelas ruas da Irlanda. A cada plano/ponto/parada, uma performance será realizada.

Ao longo do evento, ainda serão realizadas as intervenções [antikapitalistischen], curta-metragem experimental realizado pelo Duo Strangloscope nas ruas de Berlim,Paralaxe, instalação imagética de Clelia Mello e Iam Campigotto, e Ilhas, intervenção sonora de Clelia Mello.

PORTO ALEGRE:

No Instituto Ling, o Bloomsday será comemorado com uma programação especial constituída de artes visuais, música e literatura; numa noite dedicada à Joyce e às vanguardas. Serão executados sons raramente ouvidos, enquanto desenhos se desmancharem em água, ilhas flutuantes. Utopias. Delírios. Risos.

Outra atração do Bloomsday será uma intervenção inédita da artista Elida Tessler na galeria do Instituto Ling, com entrada franca, e visitação apenas no dia 16 de junho de 2016.

Música: Transverso Espectral – Jeancarlo Leismann e Leandro Benites

JOYCOSIDADES: Donaldo Schüler

Música: Joquer cidades

JOYCEUTOPIA: Edson Sousa

Música: Séries inéditas

JOYDELÍRIOS: Laura Benites

Música: Cosmo espectral

L´IRLANDAIS: DO PUB À BIBLIOTECA: Elida Tessler

Música: A natureza ama ocultar-se

DATA DE INÍCIO: 16/06

DURAÇÃO: 90 MIN

DIAS: QUINTA-FEIRA

HÓRARIO: 20H

VALOR: R$ 40,00

SÃO PAULO:

Em São Paulo, a celebração do Bloomsday será organizada pelo Museu Casa Guilherme de Almeida – terá eventos imperdíveis neste ano. A programação completa está no site.

Entre os destaques estão a comemoração dos 50 anos da publicação da primeira tradução brasileira (e em língua portuguesa) de Ulysses, realizada pelo filólogo Antônio Houaiss; uma exposição inédita e exclusiva sobre o livro, com mais de 20 volumes em 15 línguas, das coleções dos tradutores e especialistas em Joyce, Afonso Teixeira Filho e Marcelo Tápia.

Haverá também o lançamento do livro Sim, eu digo sim – Uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce, de Caetano Galindo (Companhia das Letras). Outro destaque é a evocação ao poeta, ensaísta e tradutor Haroldo de Campos, criador do Bloomsday em São Paulo, com a leitura dramática de sua peça teatral inédita, A legenda de um cálice.

A programação do Bloomsday será realizada no espaço Anexo da Casa Guilherme de Almeida, na Rua Cardoso de Almeida, 1943, em Perdizes. O evento tem o apoio do Consulado Geral da Irlanda em São Paulo. A entrada é Catraca Livre.

Rua Cardoso de Almeida, 1943
Sumaré
São Paulo
(11) 3673-1883 / 3672-1391

Estação Sumaré (Metrô – Linha 2 Verde)

 

De James Joyce, a Coleção L&PM Pocket publica Dublinenses e Retrato do Artista Quando Jovem.

A toca do coelho branco fica na Califórnia

14 junho 2016

Por Paula Taitelbaum*

Então, num final de tarde, você vem caminhando meio sem rumo quando, de repente, cai na toca do coelho branco. E lá dentro encontra o maravilhoso mundo de Alice e tudo (tudo mesmo!) que possa existir relacionado com a obra mais famosa de Lewis Carroll.

Pois foi exatamente o que aconteceu comigo há alguns dias, durante minhas férias. Eu estava passando por Carmel, um conhecido balneário da Califórnia, quando vi uma plaquinha que fez o coração dessa fã da Alice bater mais forte: “Alice’s Gift Shop”.

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“The White Rabbit” (O coelho branco) era o nome da loja. Mas mesmo com tudo levando a crer que Alice me esperava lá em cima, jamais poderia imaginar que seriam tantas maravilhas.

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Virei criança. Simplesmente a loja era totalmente dedicada à Alice no País das Maravilhas. Pena que o dólar anda tão alto… :-(

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A loja tem três ambientes repletos com livros, roupas, bonecas, louças, bijuterias, jogos, bibelôs e presentes das mais variadas espécies e estirpes.

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Assim, na boa, não dava vontade de sair dali. Me senti muito mais num museu do que numa loja.

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Uma árvore de Natal da Alice!!!!!!

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Alice versão serial killer:

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E esse móvel? Será que cabe numa mala?

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Infelizmente, com a atual realidade econômica, não pude levar nada mais do que um imã de geladeira. O consolo é que a The White Rabbit vende pela internet e entrega em todo o mundo. Vá que sobre um dinheirinho uma hora dessas…

* Paula Taitelbaum é escritora e coordenadora do Núcleo de Comunicação da L&PM e uma apaixonada por Alice no País das Maravilhas.

Entre amigos famosos: assim foi o lançamento de “Entre aspas” em Paris

10 junho 2016

Fernando Eichenberg é um jornalista brasileiro que vive e trabalha há muitos anos em Paris como correspondente internacional para diversos jornais e revistas. A Cidade Luz é, portante, sua cidade, seu chão, seu habitat natural. Justamente por isso, o autor de “Entre Aspas 1″ e “Entre Aspas 2″ – ambos publicados pela L&PM – não poderia deixar de lançar seu livros por lá.

Foi um encontro entre amigos que aconteceu no final da tarde de terça-feira, 7 de junho, no Le Piano Vache, um aconchegante “bar rock”. Só que Fernando Eichenberg tem amigos que, digamos, nem todo mundo tem: o compositor Chico Buarque, o fotógrafo Sebastião Salgado, a cantora Dom La Nena, o sociólogo francês Michel Maffesoli, o escritor e jornalista Alan Riding… Estavam todos lá, num encontro que teve muitas conversas, autógrafos e show de Dom La Nena para terminar a noite em grande estilo.

Chico comprou o livro

Chico comprou o livro

Chio Buarque2

E foi pegar o seu autógrafo

Buarque Salgado Riding

Bem ao centro, Alan Riding batendo papo com Sebastião Salgado

O sociólogo francês Michel Maffesoli e Fernando Eichenberg

O sociólogo francês Michel Maffesoli e Fernando Eichenberg

Dom La Nena se preparando para dar um show

Dom La Nena se preparando para dar um show

E que show!

E que show!

Foi lindo

Foi lindo

O downsizing que deu origem a Dilbert

8 junho 2016

Você sabe o que é “downsizing”? Pois em bom português significa “achatamento” e é uma técnica que visa “eliminar a burocracia corporativa desnecessária para focar na área de Recursos Humanos”. Hein? Pois é… Tentando explicar melhor, o “downsizing” envolve demissões a curto prazo, reestruturação, redução de custos e racionalização… Foi o que aconteceu com o economista Scott Adams, um executivo da empresa Pacific Bell, vítima de um “downsizing”. Indignado com o mundo corporativo, ele resolveu usar a caneta para se vingar da ex-vida-dura e, desempregado, começou a criar cartuns que satirizavam o mundo dos negócios. Foi assim que, em 1989, em plena era yuppie, nasceu o personagem Dilbert. O sucesso foi tanto que Adams nunca mais precisou procurar emprego e, hoje, suas tiras continuam sendo publicadas em mais de 1.500 jornais de todo o mundo.

Criador e criatura: Scott Adams e Dilbert

As tirinhas do Dilbert são encontradas na Série Quadrinhos da Coleção L&PM POCKET. Conheça melhor os personagens da série (note que quatro deles tem o nome que termina em “bert”).

DILBERT – Tem 30 anos, é engenheiro e trabalha numa empresa californiana de alta tecnologia. Se tiver que escolher entre os computadores e as pessoas, ficará com a primeira opção. Veste roupas sem graça e a sua barriguinha revela as longas horas de trabalho sedentário. Vive com o seu cão, Dogbert.

DOGBERT - Assim como Dilbert, ele usa óculos e tem o “dom da palavra”. É um cão inteligente e muito cínico. Trata as pessoas com desdém e adora demonstrar superioridade intelectual. A sua “não secreta” ambição é escravizar os humanos.

RATBERT – É um otimista inveterado e só o que ele quer da vida é ser amado. Está sempre envolvido nos esquemas diabólicos de Dogbert.

CATBERT – É o sádico gestor de Recursos Humanos da empresa. Adora dar más notícias – o “downsizing” é sua prática mais freqüente.

BOB – Quem disse que os dinossauros foram extintos? Bob vive escondido na casa de Dilbert e é o companheiro de Dogbert. Está sempre procurando emprego

WALLY - Engenheiro que faz parte da equipe de Dilbert, com que, aliás, partilha as frustrações do dia-a-dia. Como os demais, está sujeito aos caprichos do chefe da empresa.

ALICE - É o toque feminino da equipe de Dilbert. É a mais reivindicadora do grupo (ou a mais tagarela) – quando os outros se calam, a sua voz continua se fazendo ouvir.

CHEFE – É o pior pesadelo dos seus empregados. Ele não nasceu esse sujeito mau e sem escrúpulos, mas lutou arduamente para conseguir ser assim. E obteve sucesso. Seu nível de inteligência está muito abaixo do de seus empregados – o que explica ele ser o “chefe”.

Há 90 anos, nascia o beat Allen Ginsberg

3 junho 2016

No dia 3 de junho de 1926, Naomi Ginsberg deu à luz seu segundo filho. Irwin Allen Ginsberg veio ao mundo com cinco anos de diferença do irmão, Eugene. Seu pai, Louis, era um poeta modesto, mas relativamente bem sucedido, um judeu socialista democrático que dava aulas no ensino médio. Já Naomi simpatizava com o comunismo, mas, com o passar dos anos, acabaria sofrendo de surtos paranóicos que levariam a matriarca a internações em clínicas psiquiátricas e tentativas de suicídio.

Foi em meio a esse lar nada comum, em uma casa da Rua Quitman, em Newark, Nova Jersey, que o pequeno Allen cresceu. Ouvindo, desde muito pequeno, o pai recitar Shelley, Dickinson, Keats, Poe e Milton.

Não foi acaso que, aos onze anos, começou a escrever seus primeiros textos em um diário. E que logo decidiu o que queria ser: poeta.

Allen Ginsberg aos 10 anos (centro). Com ele estão, seu tio Mendel, seu irmão Eugene, sua mãe Naomi e seu pai Louis.

Allen Ginsberg aos 10 anos (centro). Com ele estão, seu tio Mendel, seu irmão Eugene, sua mãe Naomi e seu pai Louis.

Allen Ginsberg, autor de “Uivo”, foi o grande poeta da geração beat. Conheceu Jack Kerouac na Columbia University e a amizade dos dois atravessou décadas.

Allen Ginsberg por Andy Warhol

Allen Ginsberg por Andy Warhol

Caminhei pela beira do cais de bananas e latarias e me sentei à sombra enorme de uma locomotiva da Southern Pacific para olhar o sol que se punha entre as colinas de casas como caixotes e chorar.

Jack Kerouac sentou-se ao meu lado sobre um poste de ferro quebrado e enferrujado, companheiro, pensávamos os mesmos pensamentos da alma, chapados e de olhos tristes, cercados pelas retorcidas raízes de aço das árvores da maquinaria.

A água oleosa do rio refletia o rubro céu, o sol naufragava nos cumes dos últimos morros de Frisco, nenhum peixe nessas águas, nenhum ermitão nessas montanhas, só nós dois com nossos olhos embaçados e ressaca de velhos vagabundos à beira-rio, malandros cansados.

Olha o Girassol, disse ele, lá estava a sombra cinzenta e morta contra o céu, do tamanho de um homem, encostada ressecada no topo do montão de serragem velha -

Ergui-me encantado – meu primeiro girassol, recordações de Blake – minhas visões – Harlem (…)

(Trecho inicial do poema “Sutra do girassol” , de Allen Ginsberg, tradução de Claudio Willer – do livro Uivo, Kaddish e outros poemas)

 

No Dia Mundial sem Tabaco…

31 maio 2016

… propomos algumas mudanças. Sabemos que os personagens a seguir talvez não concordassem totalmente com elas, mas o que vale é a intenção. :-)

Faça como Anais Nïn, troque o cigarro pela arte:

Anais ok

Faça como Freud, troque o cigarro por uma gentileza:

Freud ok

Faça como Bukowski, troque o cigarro por uma gostosura:

Buk ok

Faça como Jack Kerouac, troque o cigarro por uma brincadeira de criança:

Kerouac ok

Faça como Mark Twain, troque o cigarro pela alimentação natural:

mark twain ok

Faça como Hunter Thompson, troque o cigarro por um esporte saudável (nem que seja ping pong):

Hunter ok

Faça como Truman Capote, troque o cigarro por uma invenção de moda:

capote ok

E, por fim, faça como William Burroughs, troque o cigarro por uma boa causa:

Burroughs ok

‘First Folio’ de Shakespeare leiloado por R$ 9,5 milhões

27 maio 2016

Via jornal O Globo

Um exemplar da primeira compilação das peças teatrais de William Shakespeare superou as expectativas iniciais em um leilão realizado nesta quarta-feira. Conhecido como “First Folio”, o livro foi publicado em 1623, sete anos após a morte do autor britânico. O exemplar foi vendido pela Christie’s, em Londres, por R$ 9,5 milhões.

Shakespeare first folio

O preço estimado do livro havia sido estabelecido entre 800 mil e 1,2 milhão de libras. Além disso, foram a leilão uma cópia de cada uma das três edições posteriores (1632, 1664 e 1685), que foram vendidas por 605 mil ibras no total (R$ 3,2 milhões).

A Christie’s informou que os quatro livros foram adquiridos por um colecionador americano cuja identidade não foi revelada. No mês passado, um exemplar do “First Folio” foi encontrado em uma mansão na Ilha de Bute, na Escócia. Atualmente, existem 234 cópias reconhecidas do livro em todo o mundo.

A L&PM tem uma série inteira dedicada a Shakespeare.