“Sapiens” vai virar série pelas mãos de Ridley Scott e Asif Kapadia

12 julho 2018
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É isso mesmo: Ridley Scott, diretor de sucessos como o primeiro “Blade Runner” e “Alien, o oitavo passageiro” será o produtor e Asif Kapadia, vencedor do Oscar de melhor documentário por “Amy”, será o diretor.

Scott e Kapadia estão desenvolvendo juntos essa adaptação de “Sapiens: Uma breve história da humanidade“, livro de Yuval Noah Harari que é publicado no Brasil pela L&PM. O formato exato da produção ainda não está definido, mas ela está sendo pensada como um projeto audiovisual multiplataforma, podendo ir para a TV, o streaming, ou para ambos.

“Sapiens” é um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie – de primatas insignificantes a senhores do mundo. Na obra, Harari tenta explicar como o homo sapiens, apenas um dos muitos ramos da árvore genealógica do sapiens, passou a dominar o planeta.

Ridley Scott e Asif Kapadia

Ridley Scott e Asif Kapadia

John Malkovich na pele de Hercule Poirot

9 julho 2018

Quem diria que John Malkovich seria escalado para viver o famoso detetive Hercule Poirot. Pois o ator norteamericano de 64 anos incorporou o detetive belga criado por Agatha Christie. Ele já está filmando Os Crimes do ABC  (The ABC Murders), série baseada na obra homônima da Rainha do Crime. Rupert Grint, o Rony dos filmes de Harry Potter, também está no elenco. Fruto de uma parceira da BBC com a Amazon, que exibirá a atração nos EUA, a produção ainda não tem data de exibição.

Baseada no clássico romance de 1936, a história será dividida em três partes. Com o Reino Unido dividido e o ódio em ascensão, o drama mostra a busca de Poirot por um serial killer conhecido apenas como ABC. Primeiro, o criminoso ataca em Andover, depois em Bexhill e, por último, em Churston. À medida que a contagem de assassinatos aumenta, a única pista é a cópia de um famoso guia de trens deixada nas cenas dos crimes.

A L&PM publica Os Crimes do ABC na Coleção L&PM Pocket.

Poirot Malkovith com livro

Qual a cor do vestido de Alice?

4 julho 2018

A maioria vai responder: azul com avental branco, ora essa…

Essa é a cor mais familiar para todos nós. Mas a questão é que provavelmente essa não foi a primeira cor imaginada por Lewis Carroll e pelo ilustrador John Tenniel para vestir a famosa personagem. Na história criada em 4 de julho de 1862 e publicada em livro em 26 de novembro de 1865, Alice já usou, além do azul, vermelho e amarelo em diferentes versões.

As primeiras representações coloridas de Alice não aparecem nos livros originais, mas em produtos associados à história. Em “The Wonderland Quadrilles”, uma peça musical para piano-forte dedicada a Alice e publicada por volta de 1872, o cartaz traz ilustrações de Tenniel com cores aprovadas por Carroll. Nessa impressão, Alice usa vermelho e branco. Alice também aparece de vermelho na capa da edição de 1887 da editora britânica Macmillan (que publicou o livro em 1865), mas as ilustrações internas seguiram sendo em preto e branco.

Cartaz de uma peça musical para piano-forte inspirada na Alice de Lewis Carroll

Cartaz de uma peça musical para piano-forte inspirada na Alice de Lewis Carroll

A primeira vez que em que Alice ganhou cores nas ilustrações internas foi em 1889 no livro chamado The Nursery Alice, uma adaptação para crianças pequenas e onde Tenniel e Carroll optaram por Alice com vestido amarelo, avental branco e fitas e meias azuis. Estas mesmas cores aparecem em um selo postal criado por Lewis Carroll. E também foram as cores escolhidas para a capa de Alice no País das Maravilhas da Coleção L&PM Pocket.

Ilustração

Alice de amarelo em 1889

Cores aprovadas por Carroll estão na capa da L&PM

Cores aprovadas por Carroll estão na capa da L&PM

Em 1903, nas edições da Macmillan de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, a menina ganhou vestido azul, avental branco com detalhes amarelos e meias amarelas.

Alice1903

Alice em 1903

O vermelho voltou a ser usado em 1907, pela mesma editora, quando Alice aparece em todos os desenhos com vestido vermelho e avental branco com detalhes azuis. Mas as meias permaneceram amarelas.

McMillan1907

Alice na edição de 1907

Em 1911, Harry G. Theaker foi contratado para colorir dezesseis ilustrações de Tenniel para uma edição de Alice Através do Espelho. O azul utilizado por ele para colorir o vestido de Alice, o avental branco e as meias brancas listradas de azul, estabeleceram o vestido icônico que se manteve nas edições da Macmillan desde então. Posteriormente, esta seria a cor adotada por Walt Disney para seu filme de 1951.

A Disney optou pelo azul que se tornaria a cor mais conhecida

A Disney optou pelo azul que se tornaria a cor mais conhecida

Em 1927, John Macfarlane aplicou uma nova coloração nas ilustrações, mantendo o vestido azul, mas colocando detalhes em vermelho no avental branco. Há uma versão destas cores em que as meias são listradas e que a L&PM usa na capa de Alice no País do Espelho.

Alice-Flying-Cards-Macfarlane

Essa versão aparece pela primeira vez em 1927

alice no pais o espelho

As ilustrações de Tenniel também aparecem com vestido azul e branco, avental branco com vermelho e meias listradas

E aí, qual a sua preferida?

Carta de Einstein que fala sobre o início do nazismo é leiloada por U$ 25 mil

29 junho 2018

Uma carta de quatro páginas escrita por Albert Einstein e por sua esposa, Elsa, e endereçada a Maja Winteler-Einstein, irmã do cientista, foi leiloada nesta quinta-feira, 28 de junho, e atingiu o preço de US$ 25 mil. A carta foi escrita no dia 28 de março de 1933, a bordo do navio SS Belgenland, que deixou Nova York em direção à cidade de Antuérpia, na Bélgica, onde Einstein entregou seu passaporte no consulado alemão. O casal estava a caminho dos Estados Unidos quando Adolf Hitler foi nomeado chanceler, no dia 30 de janeiro de 1933. Durante a viagem no navio, Einstein foi informado que os nazistas tinham atacado seu apartamento na capital alemã. Além disso, tinham publicado uma placa que dizia “ainda não foi enforcado” e puseram uma recompensa de US$ 5 mil por sua cabeça. Menos de dois meses depois, o casal decidiu voltar para a Alemanha para ficar em sua residência de veraneio, na cidade de Caputh, ao sudoeste de Berlim, contra o que lhe aconselhavam amigos e colegas. Na carta, escrita apenas minutos antes de chegar em Antuérpia, como se especifica no texto, Elsa refletia sua preocupação com o estado de Tetel Einstein (filho de Albert, fruto do seu primeiro casamento) e lembrava que todos os seus amigos tinham fugido da Alemanha ou estavam presos. Na carta, a esposa de Einstein explica que o casamento está vivendo situações “profundamente tristes” e que não conseguiu conter as lágrimas ao ler uma carta dos filhos do cientista, Hans Albert e Tetel. Einstein conclui a carta com um tom que contrasta com o sentimento demonstrado pela sua esposa, talvez como sinal de aceitação do seu destino.

A carta escrita por Einstein e sua esposa Elsa que foi leiloada por U$ 25 mil.

A carta escrita por Einstein e sua esposa Elsa que foi leiloada por U$ 25 mil.

A biografia “Albert Einstein“, de Laurent Seksik, publicada na Coleção L&PM Pocket, conta um pouco sobre essa época. E de autoria de Einstein, a L&PM publica “A Teoria da Relatividade” em formatos convencional e pocket.

Um dia que tem a cor do arco-íris

28 junho 2018

28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBT+. Para marcar o dia, postamos aqui alguns trechos de livros de escritores que tinham muito orgulho de ser o que eram:

patricia_arcoiris

O cheiro abafado e ligeiramente doce de seu perfume atingiu Therese de novo, um cheiro que lembrava seda verde-escura, que era só dela, como o perfume de alguma flor especial. Therese inclinou-se mais em sua direção, olhando para seu copo. Ela queria empurrar a mesa para um lado e pular nos braços dela, enterrar seu nariz no cachecol verde e dourado que estava bem atado em volta do pescoço dela.  (Patricia Highsmith, do livro Carol)

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allen_arcoiris

Estou feliz, Kerouac, seu louco Allen
finalmente conseguiu: achou um cara novo
e minha imagem de um garoto eterno
passeia pelas ruas de San Francisco,
lindo, e me encontra nas cafeterias
e me ama. Ah, não pense que estou maluco.
Você está zangado comigo. Pelos meus amantes?
É duro comer merda, sem ter visões;
quando eles me olham, para mim é o Paraíso.
(Allen Ginsberg, do livro Uivo e outros poemas)

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oscar_arcoiris

- Ele gosta de mim. Sei que gosta. É claro que eu o lisonjeio demais, e sinto um prazer estranho em dizer coisas de que estou certo que vou me arrepender. Como norma, ele é delicado comigo, nós nos sentamos no ateliê e conversamos sobre uma porção de coisas. De vez quando, porém, ele é muito descortês, e parece sentir prazer em me causar dor. Nessas horas, Harry, sinto que sou tratado como uma flor de lapela, uma peça de decoração para deleitar-lhe a vaidade, um ornamento de um dia de verão. (Oscar Wilde, do livro O retrato de Dorian Gray)

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caio_arcoiris

Eu queria aquele corpo de homem sambando suado bonito ali na minha frente. Quero você, ele disse. Eu disse quero você também. Mas quero agora já neste ins­tante imediato, ele disse e eu repeti quase ao mesmo tempo também, também eu quero. Sorriu mais largo, uns dentes claros. Passou a mão pela minha barriga. Passei a mão pela barriga dele. Apertou, apertamos. As nossas carnes duras tinham pêlos na superfície e músculos sob as peles morenas de sol. Ai-ai, alguém falou em falsete, olha as loucas, e foi embora. Em volta, olhavam. (Caio Fernando Abreu, do livro Morangos Mofados)

Produtos de Simon’s Cat chegarão ao Brasil

25 maio 2018

Ele tem 4,7 milhões de inscritos no seu canal do YouTube. É um gato simpático, querido, mas que apronta poucas e boas com seu dono. Seus livros são publicados no Brasil pela L&PM e agora acaba de ser anunciado que seus produtos foram licenciados para serem vendidos por aqui. Ele é Simon’s Cat!

E prepare-se para aumentar a sua lista de desejos. Porque se os livros já são fofos, imagine os produtos. A gente só não sabe dizer quando eles chegarão por aqui.

simons cat livros

Estes são alguns dos produtos de Simon’s Cat que existem pelo mundo:

Garrafa térmica

Garrafa térmica

Almofada de pescoço

Almofada de pescoço

Blocos de nota

Blocos de nota

Boneco de pelúcia

Boneco de pelúcia

Lancheiras

Lancheiras

Esqueça as versões da Disney: vem aí o filme do verdadeiro Livro da Selva

21 maio 2018

Via Adoro Cinema

Diferentemente das versões mais solares e musicais da Disney, Mowgli, adaptação de Andy Serkis para o clássico da literatura, promete ser fundamentalmente sombria e violenta – ou, em outras palavras, mais fiel à natureza e à tonalidade da obra original, O Livro da Selva (L&PM Editores), de Rudyard Kipling. E a julgar pelo primeiro e dramático trailer da aventura estrelada pelo jovem Rohan Chand (Homeland), o ator, diretor e papa da captura de movimentos realmente conseguiu criar uma releitura inédita:

Enquanto a trama segue basicamente os pontos narrativos já conhecidos pelo grande público – a história do jovem que é abandonado por sua família humana e é criado por lobos em meio à selva -, a versão de Serkis é essencialmente distinta, contendo sequências intensas de ação, violência gráfica e sangue. Com toques visuais que remetem à cultura indiana e um protagonismo maior do menino lobo titular, Mowgli deve realmente surpreender em sua abordagem – na visão do cineasta, o público infanto-juvenil é sofisticado o suficiente para compreender os elementos mais “adultos” da narrativa, que não é um conto de fadas.

Contando com capturas de movimento do próprio Serkis como o Urso Balu, de Christian Bale como Bagheera, Benedict Cumberbatch como Shere Khan, além de Cate BlanchettNaomie Harris e as performances live-action de Matthew Rhys e Freida Pinto, Mowgli estreia no dia 19 de outubro.

 

Adeus, Tom Wolfe

16 maio 2018

Tom Wolfe revolucionou o jornalismo e fez dele literatura. Considerado o papa do new journalism, colocou a verdade no meio da ficção. Ou vice-versa.

Dele, nos anos 80, a L&PM publicou Décadas púrpuras e A palavra pintada. O primeiro, com 21 ensaios sobre si mesmo, o “dândi” de terno branco, inventor de expressões definitivas como radical chic, e que também traz um painel sobre o louco circo da cultura e das subculturas americanas. Já em A palavra pintada  Wolfe discorre sobre a arte moderna entre o final do século XIX e o início do XX.

Tom Wolfe, New York City, November 2011

Em 2008, Tom Wolfe chegou na coleção L&PM Pocket, com Emboscada no Forte Bragg – Quando a Rede Poderosa de Televisão se confronta com os Lordes da Testosterona, alguém vai acabar se dando mal, um romance publicado originalmente em capítulos na revista Rolling Stone e que aborda o limite e entre verdade e mentira no jornalismo televisivo.

emboscada_forte_bragg

Tom Wolfe faleceu na segunda-feira, 14 de maio, aos 88 anos, em Nova York.

Escritores em ritmo de jazz

30 abril 2018

30 de abril é Dia Internacional do Jazz. E para homenagear este gênero musical tão espacial, postamos aqui a foto de três dos nossos escritores que tiveram suas vidas e obras intimamente influenciadas pelo jazz.

Jack Kerouac, cujo estilo de escrita tem a batida do jazz

Jack Kerouac, cujo estilo de escrita tem a batida do jazz

Julio Cortázar era exímio trompetista

Julio Cortázar era exímio trompetista

Woody Allen tem uma banda de jazz em Nova York

Woody Allen tem uma banda de jazz em Nova York

Leia abaixo a mensagem da diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional do Jazz, 30 de abril de 2018

A UNESCO tem o orgulho de comemorar o 7o Dia Internacional do Jazz, em 30 de abril de 2018. Este é um dia para homenagear o jazz e seu legado duradouro, assim como para reconhecer o poder que esse gênero musical tem para unir as pessoas. O jazz tem suas raízes na luta por liberdade e na resistência contra a opressão. Esse gênero musical, com seus vários estilos, foi abraçado e integrado a inúmeras culturas, transformando-se em novas formas de expressão, ressoando infinitamente com a diversidade de canções e sons ao redor do mundo. A multiplicidade das formas por meio das quais o jazz foi costurado no tecido de culturas locais, nacionais e indígenas demonstra a sua eminência e a sua relevância. Ele falou, e continua a falar, para pessoas de todas as origens linguísticas, políticas e econômicas, ao seguir sua trajetória original de expressar a liberdade, a dignidade e os direitos humanos. A mensagem pela liberdade está enraizada no coração desse gênero, que é definido pela improvisação. A habilidade de os músicos se reunirem e escutarem, tocarem e promoverem o intercâmbio artístico por meio dessa expressão de livre fluxo reflete o espírito dos movimentos de libertação em todo o mundo. Como diz com frequência o grande saxofonista Wayne Shorter: “No jazz, acontece como na vida: não é possível ensaiar o desconhecido”. O jazz destaca a beleza de se viver o momento, de ter coragem de correr riscos, não apenas individual, mas coletivamente, de explorar o indefinido, muitas vezes as águas escuras do que é possível ou mesmo inimaginável, por uma pessoa ou um grupo. Hoje, o Dia Internacional do Jazz será celebrado em mais de 190 países. Músicos, promotores de eventos, professores, estudantes e fãs do jazz serão mobilizados em todo o mundo com eventos que vão desde pequenos concertos a performances que irão durar vários dias. As atividades serão realizadas em escolas, museus, centros comunitários, universidades, cafés e clubes de jazz. Este ano, a cidade de São Petersburgo será a Cidade Anfitriã Mundial. Foi lá que, no início dos anos 1920, surgiu o jazz russo, com as universidades e as principais instituições políticas e econômicas abraçando o gênero desde o início, o que levou ao estabelecimento da primeira Sala Filarmônica de Jazz do país. Em São Petersburgo, serão realizadas oficinas, aulas-mestras, exibições de filmes, performances e concertos com estudantes russos de todo o país. O All-Star Global Concert reunirá artistas de toda a Rússia, da região e do mundo, criando uma mistura única de música que certamente irá contribuir para um evento memorável, com a participação de lendas como o Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Herbie Hancock, e do jazzista russo Igor Butman. A UNESCO tem o prazer de colaborar com o Instituto de Jazz Thelonious Monk, com a cidade de São Petersburgo e com a Fundação Igor Butman para a comemoração do Dia Internacional do Jazz de 2018. É o meu desejo que você possa se juntar a nós para que, juntos, possamos celebrar este importante dia, que pode nos aproximar um pouco mais.

O dia de Shakespeare e Cervantes

23 abril 2018

Dizem que os dois gênios morreram no mesmo dia. Miguel de Cervantes e William Shakespeare saíram da vida para entrar na história literária no mesmo 23 de abril de 1616. Shakespeare, aliás, teria nascido nesta mesma data no ano de 1564.

Ou não. Na realidade, eles não sucumbiram no mesmo dia. Shakespeare e Cervantes provavelmente morreram ou foram enterrados com cerca de quinze dias de diferença, principalmente porque, naquela época, a Espanha católica preferia o calendário gregoriano, que se diferenciava em 11 dias do calendário juliano da Inglaterra protestante.

Mesmo assim, como cada um deles morreu em torno do 23 de abril, então 23 de abril foi o dia escolhido. Como diz Hamlet, “o pensamento faz isso”. E as pessoas dizem que foi Einstein que descobriu a relatividade.

Mas, no fim, o que realmente importa sobre esses dois autores geniais não é sua longevidade mortal, naturalmente, mas o fato de seguirem tão presentes entre nós. Infelizmente, mesmo tendo vivido na mesma época e, coincidentemente, morrido no mesmo dia (vamos considerar assim), é uma pena que nunca tenham se encontrado para trocar algumas ideias.

Ainda bem que, em homenagem a eles, se comemora o Dia Mundial do Livro em 23 de abril.

SHAKESPEARE E CERVANTES