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Freud tentou prever a sua própria morte

quarta-feira, 23 setembro 2015

No dia 23 de setembro de 1939, às três da manhã, morria Sigmund Freud. Sua partida deu-se depois que Max Schur, atendendo ao pedido do próprio Freud, injetou uma forte dose de morfina no pai da psicanálise.

Freud havia tentado prever a data exata da sua morte, cercando-a de superstições e receios. “Tenho uma tendência à superstição, cuja origem ainda me é desconhecida” escreveu ele em 1901. Ligou-se à Teoria dos Números Mágicos (desenvolvida por seu amigo, o médico Wilhelm Fliess) e, em 1894, teria previsto que seu falecimento se daria entre os 40 e 50 anos de idade. Aos 51 anos, em correspondência ao colega Ferenczi, mudou de ideia e afirmou que morreria em fevereiro de 1910. Apesar de ter errado todas as previsões, continuou interessado na vida oculta que se escondia atrás de seu id e de seu ego.

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Em 1938, quando estava exilado em Londres, recebeu a visita de Salvador Dalí, levado até sua casa por Stefan Zweig. Nesse encontro, Dalí fez um retrato de Freud que, ao olhá-lo, teria dito que ele “preconizava inconscientemente sua morte próxima”. E isso não foi só o que Dalí ouviu durante a visita. “Quando tive a honra de encontrar, pela primeira vez, em Londres, Sigmund Freud, ele explicou-me em poucas palavras que as superstições possuíam um fundamento erótico e eficaz junto às forças ocultas. Desde então, mergulho cada vez mais profundamente na superstição. Carrego comigo um pedaço de madeira que nunca me deixa (…)” declarou Salvador Dalí alguns anos depois.

O desenhos que Dali fez de Freud em Londres

O desenhos que Dalí fez de Freud em Londres

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O insight de Freud

terça-feira, 22 janeiro 2013

No verão de 1895, Freud passava o verão no castelo de Bellevue, no topo da colina Grinzing, próximo à Viena, quando teve o insight que faria com que seu trabalho se tornasse ainda mais significativo. Na noite de 23 para 24 de julho, ele teve o que chamou de “sonho da injeção de Irma”, o sonho que lhe mostrou como associar sonhos e desejos e que daria origem à sua maior obra: A interpretação dos sonhos. Pouco depois disso, ele escreveu uma carta em tom jocoso a seu amigo e colega Wilhelm Fliess dizendo que talvez um dia, naquele local, fosse colocada uma placa onde todos poderiam ler: “o segredo dos sonhos foi revelado ao Dr. Sigmund Freud em 24 de julho de 1895”.

A previsão freudiana estava certa. Em 6 maio de 1977, uma placa foi posta no exato lugar em que Freud teve a sua “revelação” com a exata frase que ele havia escrito a Fliess.

O castelo de Bellevue, em que Freud passou seu inesquecível verão de 1895, já não existe mais e em seu lugar hoje há um restaurante.

A placa que hoje existe no lugar em que Freud teve o seu insight

 A L&PM publica, pela primeira vez no Brasil, A interpretação dos sonhos traduzida direto do alemão.