Posts Tagged ‘Esaú e Jacó’

Sergio Faraco no Vestibular 2015 da UFRGS

segunda-feira, 31 março 2014

O livro Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco, é uma das leituras obrigatórias do Vestibular 2015 da UFRGS. São 18 contos reunidos no volume, que faz parte da Coleção L&PM Pocket.

dancar tango em porto alegre_hd

Além da coletânea de contos de Sergio Faraco, fazem parte da lista os clássicos Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio Almeida, Esaú e Jacó, de Machado de Assis, e O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa, todos publicados na Coleção L&PM Pocket. Clique aqui e confira a lista completa de leituras obrigatórias para o Vestibular 2015 da UFRGS.

A Ressurreição de Machado

terça-feira, 19 julho 2011

“Não sei o que deva pensar deste livro; ignoro sobretudo o que pensará dele o leitor. A benevolência com que foi recebido um volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei, me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer. (…) Não quis fazer um romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e o contaste de dois caracteres; com esses simples elementos busquei o interesse do livro. A crítica decidirá se a obra corresponde ao intuito, e sobretudo se o operário tem jeito para ela. É o que lhe peço com o coração nas mãos.” (Machado de Assis no prólogo de Ressurreição

O recém lançado "Ressurreição" em edição comentada

 Ressurreição é o romance de estreia de Machado de Assis. Publicado originalmente em 1872, o livro que inaugurou uma nova fase do grande escritor agora chega à Coleção L&PM POCKET para completar a série de dez romances machadianos em edição anotada, com biografia do autor e panorama da vida cotidiana da época. Além de Ressurreição, os romances Dom CasmurroCasa Velha, Esaú e Jacó, Helena, Iaiá  Garcia, A mão e a luva, Memorial de Aires, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba apresentam notas e posfácios produzidos por especialistas - em Ressurreição elas são de Eliana Inge Pritsch. 

Neste romance curto, Machado apresenta as diferenças entre Félix, um bon-vivant, e Lívia, uma jovem e bela viúva. O amor que os une será posto à prova diversas vezes, num vai e vem de paixões perpassado pelo ciúme e por suspeitas de traição, tema que depois o escritor retomaria magistralmente em Dom Casmurro. 

Os dez romances de Machado de Assis publicados em pocket pela L&PM têm seu texto cotejado com a edição crítica do Instituto Nacional do Livro, estabelecida pela Comissão Machado de Assis. A coordenação deste projeto é de Luís Augusto Fischer que, na L&PM WebTV, apresenta um vídeo com a vida e obra do autor.  Vale a pena assistir.

O Rio de Janeiro de Machado continua lindo…

terça-feira, 1 março 2011

O Rio de Janeiro de Machado de Assis era um Rio de Janeiro de laudes, horas canônicas e vestidos de musselina. Um Rio de Janeiro de modinhas, passeios públicos, patacões e contos de réis. O Rio de Janeiro de Machado de Assis era um Rio de Janeiro embalado nas melodias dos cabriolés, paquetes, cupês e faetons.  

Para quem não conseguiu entender 100 por cento do palavreado antiquado (mas na nossa opinião carregado de lirismo), basta dar uma folheada nas primeiras páginas de Casa velha, livro de Machado de Assis que acaba de chegar à Coleção L&PM POCKET. Assim como em Dom Casmurro, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Esaú e Jacó, Helena, A mão e a luva e Memorial de Aires, a edição de Casa Velha da L&PM vem acompanhada de um panorama da vida cotidiana do Rio de Janeiro machadiano e de um glossário das palavras e expressões usadas na época. E o diferencial não para por aí. O escritor, doutor em literatura e especialista em Machado, Luis Augusto Fischer, incluiu ainda nestes livros uma biografia do autor e uma completa cronologia. 

Casa velha nasceu como um conjunto de 25 episódios publicados entre 1885 e 1886 na revista carioca A Estação e conta a polêmica história de um amor incestuoso a partir das lembranças de um padre que faz um balanço das perdas e ganhos dessa paixão. 

Machado de Assis, de cartola, em uma das ruas do centro do Rio de Janeiro