80 anos de “Morte na Mesopotâmia”, livro inspirado em uma amiga de Agatha Christie

[Este livro é] “Dedicado aos meus muitos amigos arqueólogos no Iraque e na Síria”. A homenagem é de Agatha Christie e está na folha de rosto de Morte na Mesopotâmia, obra lançada originalmente em 6 de julho de 1936. Ou seja: há exatos 80 anos. Este livro é um dos que nasceu da paixão da Rainha do Crime pelo Oriente Médio, onde ela esteve algumas vezes a partir de 1928, após divorciar-se de seu primeiro marido. Ao chegar na Mesopotâmia pela primeira vez, a já famosa escritora foi recepcionada pelo casal de arqueólogos Leonard e Katherine Woolley, que estavam à frente de uma escavação em Ur. E foi através dos Woolley que ela conheceu seu segundo marido, o arqueólogo e especialista em história do Oriente Médio, Max Mallowan.

Agatha no Iraque 1936

Agatha Christie em uma escavação no Iraque, em 1936, ano em que foi lançado o livro “Morte na Mesopotâmia”

Katherine Woolley tornou-se uma das melhores amigas de Agatha Christie e a personagem principal de Morte na Mesopotâmia, Louise Leidner, foi inspirada nela. No livro, Poirot fica fascinado pela personalidade da esposa do arqueólogo-chefe, exatamente como Agatha ficou ao conhecer Katherine.  As pessoas ficavam sempre divididas entre detestarem-na com ódio feroz e vingativo, ou ficarem fascinadas por ela – possivelmente por mudar tão rapidamente de disposição que tudo nela era imprevisível (…) Os assuntos que ela falava nunca eram banais. Tinha capacidade de estimular o intelecto dos outros, encaminhando-os por veredas que antes jamais lhes haviam sido sugeridas” escreveu Agatha Christie sobre a amiga em sua Autobiografia

Khaterine w

O casal Leonard e Katherine Woolley

Katherine em ação

Katherine em ação

A L&PM já publica Morte na Mesopotâmia em pocket e em quadrinhos. Mas breve chegará também no formato 14cm x 21cm.

Morte_na_Mesopotamia_14x21

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