Flávio Tavares e seus 13 dias com Che Guevara

Punta del Este, 1961. Não se surpreendam nem estranhme pelo lugar onde convivi com Ernesto Che Guevara durante treze dias. Sim, ali mesmo, nesse balneário grã-fino transformado em sede da Conferênci Interamericana Econômica e Social da OEA.

Eu tinha 27 anos e, como enviado da rede de jornais Última Hora, de Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, cobria a reunião convocada pelos Estados Unidos para concretizar aAliança para oProgresso,um passo a mais para isolar Cuba do resto do continente.

Ele, aos 33 anos, era ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional de Cuba e chefiava a delegação cubana à reunião. Acompanhei-o durante as sessões e nos intervalos da conferência. Duas vezes jantei ao seu lado no hotel em que se hospedava.

Perguntei, ouvi e observei.

É nesse período breve e intenso, de 5 a 18 de agosto de 1961, que retrato aqui nas fotografias que dele fiz e na observação de tudo o que ele fez. quatro meses antes, havia fracassado a invasão de Cuba, patrocinada pelos norte-americanos, e em Punta del Este, o mito Che Guevara emergiu como definitivo.

(…)

Estendo minha máquina a Tarso de Castro e ele a dispara duas vezes, da rua, mas as fotos saem fora de foco. No dia seguinte, porém, o jornal El Popular, de Montevidéu, estampa na primeira página uma foto do Che no palanque, eu ao seu lado, similar a uma das que saíram tremidas.

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Che e Flávio Tavares nas fotos tremidas feitas pelo jornalista Tarso de Castro

Flávio ao lado de Che na foto que estampou a capa do jornal El País

Flávio ao lado de Che na foto que estampou a capa do jornal El País

Os textos acima fazem parte de Meus 13 dias com Che Guevara, mais novo livro de Flávio Tavares. Flávio autografa no dia 10 de novembro, domingo, na Feira do Livro de Porto Alegre. 

 

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