“O mais longo dos dias”: a obra prima de um correspondente de guerra

O irlandês Cornelius Ryan não foi um correspondente de guerra qualquer. Nascido em 1920 em Dublin, tinha pouco mais de 20 anos quando cobriu os conflitos da Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e 1945, para a agência de notícias Reuters e para o jornal britânico London Daily Telegraph. Participou de catorze missões de bombardeio junto às forças aéreas norte-americanas, do desembarque no Dia D, do avanço aliado através da França e da Alemanha e, após os últimos meses da campanha no Pacífico, tornando-se um dos mais proeminentes correspondentes de guerra da época. Seu trabalho baseava-se tanto em fontes oficiais e entrevistas com líderes militares quanto em depoimentos de soldados comuns e civis, de modo que toda a sua obra está impregnada de uma forte tensão humana. Foi com rigor  jornalístico de detalhes e informações e com extrema compaixão com dramas das pessoas envolvidas que Ryan escreveu uma trilogia da segunda guerra mundial que começa com O mais longo dos dias, lançado originalmente em 1959 e que está focado no Dia D, quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia para expulsar a Alemanha da França.

Cornelius Ryan

Cornelius Ryan

O mais longo dos dias vendeu cerca de quatro milhões de exemplares em quase 30 línguas e foi levado às telas do cinema em 1962, em uma megaprodução internacional de mesmo nome sob direção de Darryl F. Zanuck e estrelado por grandes atores da época como Henry Fonda, Robert Mitchum, John Wayne e Sean Connery.

Robert Mitchun em ação no "Mais longo dos dias" cinematográfico

Robert Mitchun em ação no “Mais longo dos dias” cinematográfico

Em 1973, Cornelius Ryan recebeu a medalha da Legião da Honra do governo francês. Morreu de câncer no ano seguinte.

A L&PM publica O mais longo dos dias  em pocket e também em formato 14cm X 21cm.

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