Posts Tagged ‘Ao farol’

Um passeio “Ao farol” no blog da tradutora Denise Bottmann

quinta-feira, 12 setembro 2013

Capa_ao_farol.inddEm outubro de 2012, a tradutora Denise Bottmann lançou um blog chamado Ao farol de Woolf, em que retomava as postagens sobre sua tradução de To the Lighthouse, de Virginia Woolf, para a L&PM Editores. De lá para cá, Denise publicou comentários sobre seu processo de trabalho e outros posts relacionados com o livro. Agora que Ao farol foi lançado, vale a pena dar uma lida nas postagens da tradutora. Tem, por exemplo, uma em que ela lista os personagens que aparecem no livro e outra em mostra a primeira edição da obra, de 1927, com sobrecapa feita por Vanessa Bell, irmã da escritora.

 Quem

- A família Ramsay: Mrs. Ramsay, Mr. Ramsay e os oito filhos, Cam, Prue, Rose, Nancy, James, Andrew, Jasper, Roger

- Empregadas e ajudantes eventuais: Mildred, a moça suíça, Mrs. Mcnab, Mrs. Bast

- Hóspedes e visitantes: Lily Briscoe, Minta Doyle, Mr. William Bankes, Mr. Augustus Carmichael, Charles Tansley, Paul Rayley

- Macalister, pescador e dono do veleiro que faz a travessia até o farol, seu filho, também pescador

- O encarregado do farol e seu filho, apenas citados e vistos ao longe

- Vários figurantes secundários, apenas citados: a copeira Marthe; o pintor Mr. Paunceforte; Elsie, moradora local pobre e doente; Mrs. e Mr. Doyle; tia Camilla; a família de Charles Tansley; a esposa falecida de Mr. Bankes; o criado de Mr. Bankes; os jardineiros Kennedy, George e Davie Macdonald;  o homem maneta colando o cartaz; o operário cavando um dreno; grupos não identificados de intelectuais, estudantes, operários, garçonetes etc.

Esta foi a sobrecapa original da primeira edição de To the Lighthouse, criada por Vanessa Bell, irmã de Virginia Woolf. O livro foi lançado em maio de 1927 pela Hogarth Press, a editora do casal Leonard e Virginia Woolf.

Esta foi a sobrecapa original da primeira edição de To the Lighthouse, criada por Vanessa Bell, irmã de Virginia Woolf. O livro foi lançado em maio de 1927 pela Hogarth Press, a editora do casal Leonard e Virginia Woolf.

 

“Ao farol”: o mais autobiográfico livro de Virginia Woolf

terça-feira, 10 setembro 2013

virginia_woolf

Foi no verão de 1925, em Monk’s House, que Virginia Woolf deu início a uma aventura literária que teria um impacto impressionante em sua vida pessoal: ela começou a escrever o romance Ao farol. A biografia publicada na Coleção L&PM Pocket conta um pouco sobre a importância deste livro lançado pela L&PM com tradução de Denise Bottmann:

Aos 43 anos, a romancista sente a necessidade de pôr um fim nos fantasmas do passado que continuam entravando seu avanço fulgurante. Em Ao farol, Virginia cumpre um ato salutar: colocando seus pais em cena, ela vai definitivamente se libertar. De início, pretende escrever uma elegia, depois opta pelo romance. Como sempre, a arrancada é brilhante: “vinte e duas páginas de uma só vez em menos de quinze dias”. Mas rapidamente os primeiros sintomas da depressão surgem. Ao farol é um livro que tem o dom de reavivar os sentimentos da infância. Virginia confia a seu Diário seu medo de não ter o distanciamento suficiente. (…) Para ela, Ao farol é um meio de se compreender melhor, criando ao mesmo tempo uma estrutura sólida e capaz de mascarar tudo aquilo que o livro pode ter de autobiográfico. “Escrevi o livro muito rápido e, depois de escrito, parei de ser obcecada por minha mãe. Não ouço mais sua voz, não a vejo mais…”

(…)

No outono de 1927, Virginia Woolf espreita com apreensão as primeiras reações ao lançamento de um livro em que colocou muito de si mesma: Ao farol. Para ela, é sempre uma fase difícil essa em que espera o veredicto: seja esse elogioso ou não, ele a desestabiliza. Uma crítica desfavorável e Virginia passa quinze dias de cama acometida por violentas dores de cabeça. Uma boa resenha e ela tem o sentimento de não ter sido verdadeiramente compreendida. Dessa vez, como é frequente, o artigo que saiu no Times Literary Supplement é elogioso, o que não a impede de ficar deprimida. Felizmente, Vanessa, cuja opinião conta mais do que a de todos os críticos juntos, está estusiasmada. Escreve no mesmo intante à irmã para partilhar com ela a emoção que sentiu ao ler esse livro que tão bem ressuscitou seus pais.

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