Do primeiro encontro com Claudia Tajes à peça “Dez (quase) amores”

Por Paula Taitelbaum* 

Lembro da primeira vez que a Claudia Tajes veio falar comigo. O ano era 2000 e o mês era agosto. Eu já conhecia ela de nome e de vista, mas nunca tínhamos nos falado até aquele momento. O cenário era esse: Bar Ocidente lotado, música muito alta, luz difusa e um certo nível de álcool no sangue. Foi quando uma bela mulher de cabelos ondulantes aproximou-se de mim e falou que adorava os meus poemas. Acho que eu não contei isso pra Claudinha até hoje, mas levei uns bons minutos pra reconhecer que aquela era ela. Claudia me disse que ía lançar um livro também pela L&PM que, nessa época, já era a minha editora. Não lembro o que mais conversamos, mas tenho certeza de que ela me fez rir  (ela sempre me faz rir) e, quando chegou outubro, fui direto pra fila de lançamento do Dez (quase) amores na Feira do Livro de Porto Alegre. Eu e a minha barriga, pois nessa festa que nos falamos pela primeira vez eu já estava grávida e nem sabia. 

Na Feira, comprei o livro e ganhei um autógrafo adorável. Naquele mesmo dia, comecei a ler e não parei mais até terminar. E pensei “Nossa, essa Claudia Tajes é o máximo”. Dez (quase) amores traz dez histórias de amor que começam no colégio e vão seguindo uma ordem cronológica. Dez encontros que viraram desencontros. Dez desventuras em série que nos fazem rir pra não chorar. 

A partir daí, ficamos muito amigas e a Claudia lançou vários outros livros. Li todos eles. Mas continuei tendo Dez (quase) amores como o meu preferido. Talvez porque ele tenha sido o ponto de partida do meu primeiro encontro com a Claudia escritora. Talvez porque foi esse livro que nos aproximou. 

E agora, mais de uma década depois, eis que virei uma das atrizes da peça baseada em Dez (quase) amores. Meu papel é o de Gláucia, a melhor amiga da personagem principal. A adaptação para o teatro, dirigida por Bob Bahlis, estreou nos palcos em 2008 e Gláucia era interpretada por Claudia Meneghetti, atriz que faleceu no ano passado. Antes do Natal, Bob me ligou perguntando se eu aceitaria fazer a Gláucia em três apresentações especiais dentro da programação do Porto Verão Alegre. Aceitei, claro. Como não iria aceitar? 

*Paula Taitelbaum é escritora, coordenadora do Núcleo de Comunicação L&PM, atriz e amiga de Claudia Tajes. 

Eu e Carla Gasperin em foto de divulgação da peça

SERVIÇO 

O que: Dez (Quase) Amores – direção de Bob Bahlis
Quando: de 15 a 17/01, às 21h.
Onde: Sala Álvaro Moreyra
End.: Avenida Érico Veríssimo, 302 – Menino Deus
Quanto: R$ 25,00 Inteira
R$ 20,00 Clube ZH
R$ 12,50 Maiores de 60 anos
* Estudante (venda somente no teatro, duas horas antes do espetáculo):
Ter a qui: R$ 12,50
Sex a dom: R$ 20,00 

Maiores informações no site: http://www.portoveraoalegre.com.br/portal/php/detalhes.php?idp=1

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  1. Claudia Tajes disse:

    Tive muita sorte por encontrar a Paula Taitelbaum e sua barriga no bar Ocidente. Nunca mais a perdi de vista (a Paula, que de barriga hoje ela não tem nem sombra). Vi ontem a peça e posso dizer pra todo mundo que a minha amiga é uma grande atriz. É como eu disse: tive muita sorte por encontrar a Paula Taitelbaum e sua barriga no bar Ocidente.

    • Paula Taitelbaum disse:

      Claudinha, querida! A sorte foi toda minha. Amei fazer a peça. Ontem (quinta) foi o melhor dia. Tomara que tenha uma nova temporada. Agora que eu tava começando a me divertir de verdade, terminou… Bjs!

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