As chaves do amor eterno estão no fundo do Sena em Paris

No fundo das águas lodosas do rio Sena em Paris, na altura do museu do Louvre, mais precisamente em torno da Pont des Arts (somente para pedestres), acumulam-se milhares de chaves. Perdidas para sempre, jamais abrirão os cadeados que cobrem as duas muradas da ponte e selam simbolicamente o amor eterno, apaixonado e indestrutível. Pois esta crença teve duas consequências práticas: primeiro, cobriu com milhares de cadeados as duas pontes para pedestres que cruzam o Sena, uma em frente ao museu Quay d’Orsay (Rive gauche) e outra em frente ao Louvre (Rive droit) e, segundo, desenvolveu geometricamente o comércio de cadeados em torno do rio. Uma bela prova de amor que, se não for eterno, poderá pelo menos sugerir aos apaixonados, então separados, o final inesquecível  de “Casablanca” quando, na dramática e definitiva despedida, um Humphrey Bogart dilacerado de amor diz à belíssima Ingrid Bergman: “ainda assim, sempre teremos Paris”… (Ivan Pinheiro Machado)

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