A índia dos cabelos mais negros que a asa da graúna

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. (Iracema, José de Alencar)

Iracema, pintada por José Maria de Medeiros

Iracema, pintada por José Maria de Medeiros

Iracema por Antônio Parreiras

Iracema por Antônio Parreiras

Iracema é a índia mais romântica da literatura. É pura poesia. E merece ser lida – não apenas na escola.

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