O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia

Escreveu Nelson Rodrigues que “a mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana”. Mas Nelson não foi o único a reunir, no mesmo campo, a literatura e o futebol. A lista de escritores que usaram a bola, os clubes e os times futebolísticos como tema é bastante extensa. Em Millôr definitivo – a Bíblia do caos, que a L&PM publica em formato especial, o genial Millôr Fernandes transcorre seus pensamentos sobre os mais variados assuntos, entre eles, claro, o futebol. Vamos combinar que, em tempos de Copa do Mundo, essa é uma leitura perfeita.  Basta ver algumas das frases que estão no livro para concordar com isso:

“O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia”

“E no oitavo dia Deus fez o Milagre Brasileiro: um país todo de jogadores e técnicos de futebol.”

“Há muito tempo me desinteressei pelo futebol. Foi quando comecei a ver aqueles latagões, ganhando fortunas e tratados como odaliscas, não conseguirem dar um passe certo no meio do campo – sem qualquer pressão do adversário. Como artista plástico, tratado daquele jeito, eu morreria de vergonha se não pintasse uma capela Sistina por semana.”

“Futebol, o pio do povo!”

“A vida é igualzinha ao futebol. Mas o campo não é demarcado, vale impedimento, a canelada marca ponto a favor, a bola é quadrada, o gol não tem rede e o Supremo Juiz é um ladrão que expulsa do jogo quem bem entende, sem qualquer explicação.”

Charge de Millôr Fernandes

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