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Georges Simenon, o escritor que amava as mulheres

terça-feira, 4 setembro 2012

Quantas mulheres terão chorado a morte do escritor Georges Simenon, ocorrida em 04 de setembro de 1989 aos 86 anos?  Isso porque, segundo ele mesmo revelou em uma entrevista concedida ao italiano Roberto Gervaso – publicada na íntegra pela Revista Oitenta, editada pela L&PM em 1984 –  seu número de conquistas girava em torno de dez mil:

Quantas mulheres você conheceu biblicamente?
SIMENON – Falaram em dez mil.

E você, o que diz?
SIMENON – Talvez uma a mais, ou uma a menos.

Profissionais ou amadoras?
SIMENON – Muitas jovens atrizes e bailarinas.

Georges Simenon e Betta St. John in Cannes no ano de 1957

Entre as paixões de Simenon, esteve a famosa atriz, cantora e dançarina negra Josephine Baker. Na mesma entrevista, Gervaso pergunta sobre ela:

Você esteve verdadeiramente apaixonado por Josephine Baker?
SIMENON – Eu tinha 22 anos, inexperiente, desconhecido, e ela era ultracélebre. Mas foi uma relação brevíssima.

Como acabou?
SIMENON – Num certo momento, fugi para uma ilha.

Por quê?
SIMENON – Não queria me tornar o sr. Baker.

O jovem Simenon divertindo-se com as caretas de Josephine Baker

Simenon em nada lembrava seu mais célebre personagem, o comissário Jules Maigret. Bem-comportado e fiel à sua esposa, Maigret  pulou a cerca apenas uma vez e só teria feito isso para conseguir uma informação importante de uma prostituta. Já Simenon era um infiel inveterado, como ele também contou a Gervaso:  

Quando o ciúme impede o adultério?
SIMENON – Casei em primeiras núpcias com uma mulher ciumentíssima, que, depois do primeiro dia de casados, ou da primeira noite, não recordo, ameaçou de se suicidar se algum dia eu a traísse.

E você?
SIMENON – Eu a traí escondido durante vinte anos, odiando-a.

Odiando-a?
SIMENON – Sim, porque não há nada mais humilhante, mais ofensivo à nossa dignidade do que a coerção à mentira.

Nos 23 anos da morte de Georges Simenon, vale a pena ler a entrevista na íntegra que está à disposição no site da L&PM. Clique aqui e divirta-se!

Com mais de 80 anos, Simenon continuava com cara de sedutor

A Coleção L&PM Pocket publica mais de 40 livros com histórias do comissário Maigret, criadas por Georges Simenon.

10.000 mulheres na cama de Simenon

sexta-feira, 11 março 2011

Quantas mulheres você conheceu biblicamente?
SIMENON – Falaram em dez mil.

E você, o que diz?
SIMENON – Talvez uma a mais, ou uma a menos.

Profissionais ou amadoras?
SIMENON – Muitas jovens atrizes e bailarinas.

As perguntas e respostas acima fazem parte de uma entrevista que o escritor Georges Simenon concedeu ao italiano Roberto Gervaso e que foi publicada na íntegra pela Revista Oitenta, editada pela L&PM em 1984. Anos antes, em uma outra conversa com o cineasta Frederico Fellini, Simenon já havia declarado publicamente que dormira com dez mil mulheres (Renato Gaúcho morreria de inveja!). Um comportamento que, cá entre nós, é inversamente proporcional ao de Maigret, o famoso personagem criado pelo escritor. Bem-comportado e fiel à sua esposa, o comissário Maigret  pulou a cerca apenas uma vez e só teria feito isso para conseguir uma informação importante de uma prostituta. Criador e criatura, portanto, não poderiam ser mais diferentes.

E não restam mesmo dúvidas de que Simenon era um conquistador (um garanhão?) e que amava o sexo oposto. Tanto que, no final da década de 40, viveu com três mulheres sob o mesmo teto: a oficial e mais duas amantes. Uma delas, Denise Ouimet, viria a ser sua segunda esposa. E foi Denise que, décadas mais tarde, ao se divorciar de Simenon, declararia que o ex-marido não era tudo isso: “Georges não dormiu com 10.000 mulheres, foram apenas 1.200” disse ela. Como um autor que escreveu centenas de livros conseguiu ter tempo para tantas aventuras é a pergunta que não quer calar.

Simenon e Denise que, após o divórcio, declararia: "Foram apenas 1.200 mulheres"