Posts Tagged ‘O menino lobo’

Esse elenco é fera

segunda-feira, 4 abril 2016

A Disney revelou novas imagens do filme Mogli – O Menino Lobo (cujo título original preserva o nome do livro de Rudyard Kipling no qual é baseado: The Jungle Book). As fotos mostram o elenco de dubladores posando com os animais que eles dublam. Pena que faltou Bill Murray ao lado do urso Baloo.

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Lupita Nyong’o é a doce mãe loba Raksha

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Idris Elba é o temido tigre Shere Khan

Kaa

Scarlett Johansson é a estonteante serpente Kaa

Bagheera

Ben Kingsley é a protetora pantera Bagheera

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Christopher Walken é o Rei Louie

Akela

Giancarlo Esposito é o líder dos lobos, Akela

O novo filme da Disney, que é fielmente baseado no clássico livro de Rudyard Kipling, será uma mistura de animação com live-action. O estreante Neel Sethi viverá Mogli; aliás ele é o único ator de verdade do elenco (imagina tadinho do menino, que solitário no set).

No Brasil, Marcos Palmeira dubla o urso Baloo, Dan Stulbach é Bagheera, Julia Lemertz dá vida à Raksha, a serpente Kaa ganha a voz de Alinne Moraes, Shere Khan é Thiago Lacerda e o Rei Louie é Tiago Abravanel.

A L&PM publica O livro da selva, de Kipling, em dois formatos e com nova capa.

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Vem aí o novo filme de Mogli, personagem criado pelo escritor Rudyard Kipling

segunda-feira, 11 janeiro 2016
"O Livro da Selva", de Kipling, é publicado na Coleção L&PM Pocket

“O Livro da Selva”, de Kipling, é publicado na Coleção L&PM Pocket

O menino Mogli, o tigre Shere Khan, o velho urso Baloo, a pantera negra Baguera (ou Bagheera), a cobra Kaa. São todos personagens criados pelo escritor Rudyard Kipling em “O Livro da Selva“, publicado originalmente em 1895 e que, nos anos 1960, foi adaptado pela Disney.

Mogli perdeu-se na selva e foi criado por uma família de lobos. Quando o tigre Shere Khan o ameaça, ele parte em uma jornada de aventura e autoconhecimento.

Agora, o menino lobo voltará às telas grandes em um filme dirigido por Jon Favreau  (“Homem de Ferro”) e com autores consagrados dublando os animais: Idris Elba faz a voz de Shere Khan; Baguera é Ben Kingsley; Baloo é Bill Murray e a sedutora e hipnótica cobra Kaa é Scarlett Johannsson. Além deles, Lupita Nyong’o faz a voz de Raksha, a protetora mãe lobo.

O pequeno ator Neel Sethi, de 10 anos, foi escolhido entre milhares de candidatos depois de uma busca mundial pelo menino-lobo perfeito. Mas ele é um dos únicos atores reais que aparecem no filme, já que os animais e ambientes são uma criação fotorrealistas em CGI.

O filme ganhará versões em 3D e tem estreia prevista no Brasil para 14 de abril de 2016. Veja o trailer legendado:

Em 1907, Kipling foi o primeiro autor de língua inglesa a receber o Nobel de Literatura, “em consideração ao poder de observação, originalidade e imaginação, vigor de ideias e brilhante talento para a narrativa.”

Autor de hoje: Rudyard Kipling

domingo, 16 outubro 2011

Bombaim, Índia, 1865 -Londres, Inglaterra, 1936

Levado pelos pais para a Inglaterra aos seis anos de idade, retornou à Índia ainda jovem, trabalhando como jornalista. Publicou vários livros de poemas e contos baseados na vida da Índia colonial, o que lhe trouxe grande popularidade. Dedicou-se também a escrever histórias de aventuras, com ação centrada em personagens infantis. Uma dos mais populares é O livro da selva. Considerado um dos grandes mestres da contística moderna, suas obras, geralmente ambientadas na Índia, procuram exaltar o valor e a missão educadora dos ingleses no Oriente. A postura ultranacionalista do escritor acabou provocando tamanha rejeição por parte da crítica que nem mesmo o Prêmio Nobel de Literatura, recebido em 1907, conseguiu evitar. Só muito mais tarde, Kipling foi amplamente reconhecido como um verdadeiro mestre da narrativa.

OBRAS PRINCIPAIS: O livro da selva, 1894; O segundo livro da selva, 1895; Kim, 1901

RUDYARD KIPLING por Adriana Dorfman

O livro da selva é composto de sete contos ambientados em florestas, planícies e mares, protagonizados por animais e crianças como Mogli, criado pelos lobos e educado pelos professores da selva. A obra é usualmente classificada como literatura infantil, o que possivelmente se deva à escolha dos protagonistas, mas oferece muito também aos adultos. A temática central dessas histórias é a convivência entre grupos de homens e animais, ora na oposição entre presas e caçadores, ora em situações de cooperação entre os habitantes da selva. Batalhas e diálogos ágeis acrescentam dinamismo às vívidas descrições dos personagens.

Os contos compartilham uma tensão entre as classificações (e outras cristalizações como a tradição, as regras, etc.) e as mudanças possíveis entre as classes: o menino que se torna selvagem ganha em sabedoria e força, mas fica permanentemente sem lugar; a foca branca (atenção à cor) empreende uma busca solitária por um lugar melhor para a colônia e só tem sua contribuição reconhecida depois de vencer, um a um, os membros de seu grupo; o pequeno cuidador de elefantes, por sua coragem, deixa o povo das planícies e é aceito entre os montanheses.

O livro da selva é fruto da experiência de colonização britânica na Índia, que durou até 1947. Tendo sido escrito há mais de um século, ilustra um momento da cultura em que a classificação em tipos nacionais ou raciais organizava o mundo, servindo também para justificar a dominação daquelas terras pelo Homem Branco (a expressão é de Kipling), conforme mostra o diálogo entre um chefe político da Ásia Central e um oficial britânico, diante das evoluções executadas por animais em uma parada militar:

– Como é que conseguiram fazer aquela maravilhosa manobra? (…)
– Eles obedecem, como fazem os homens. A mula, o cavalo, o elefante ou o boi obedecem a seu condutor e o condutor a seu sargento e o sargento a seu tenente, e o tenente ao capitão, e o capitão ao major e o major ao coronel, e o coronel ao seu brigadeiro, que comanda três regimentos, e o brigadeiro ao seu general, que obedece ao vice-rei, que é servo da Imperatriz. É assim que as coisas são feitas.
– Quem dera as coisas fossem assim no Afeganistão – disse o chefe –, pois lá obedecemos somente às nossas vontades.
– É por essa razão – disse o oficial, enrolando o bigode – que o seu emir, a quem vocês não obedecem, tem que vir aqui receber ordens do nosso vice-rei.

Vale notar que tais classificações estanques são produzidas por um escritor entre dois mundos, o que hoje é considerado suficiente para inspirar hibridismos. Os conflitos latentes entre as ordens estabelecidas – seja pelo domínio colonial, pelas castas indianas ou pelas leis da selva – vivem entre as páginas de Kipling, o que testemunha sua força criativa.

* Guia de Leitura – 100 autores que você precisa ler é um livro organizado por Léa Masina que faz parte da Coleção L&PM POCKET. Todo domingo,você conhecerá um desses 100 autores. Pra melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos clássicos, Léa convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores. Veja os outros autores já publicados neste blog.