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Em Paris, exposição homenageia o Marquês de Sade nos 200 anos de sua morte

segunda-feira, 17 novembro 2014

Affiche-Sade

Donatien Alphonse François de Sade, o eterno Marquês de Sade, morreu em 2 de dezembro de 1814. Ao longo de seus mais de 70 anos de vida, somou centenas de orgias, milhares de obscenidades e 11 prisões. Em uma de suas detenções, aos 45 anos, ele escreveu, durante 37 noites consecutivas, a obra que o faria célebre: Os 120 Dias de Sodoma. Gênio para muitos e depravado para outros tantos, o Marquês de Sade pode ser considerado o primeiro escritor underground da literatura. Para celebrar os 200 anos de sua morte, o Museu d’Orsay, em Paris, organizou uma grande exposição em sua homenagem que teve início na sexta-feira, 14 de novembro, e segue até 25 de janeiro de 2015.

“A natureza violenta de alguns trabalhos e documentos pode chocar alguns visitantes” avisa o texto sobre a exposição publicado no site do museu. Ou seja: nem pense em levar as crianças. Já para os que não têm medo nem pudores de ver pinturas, fotos, esculturas e escritos que misturam corpos a amarras, desejos a correntes e amor a ferocidade, abandonando a moral e os bons costumes em prol da arte, a visita é uma verdadeira descoberta do desvio, dos extremos, do bizarro e, por que não, do sublime. Entre as obras, estão trabalhos de Goya, Picasso, Géricault, Igres, Cézanne, Rodin, Kubin e Rops.

FRANCE-ART-EXHIBITION-SADE

Uma das salas da exposição

Do Marquês de Sade, a Coleção L&PM Pocket publica O marido complacente, Os crimes do amor e O corno de si mesmo.

 

Os impressionistas chegam ao Rio

segunda-feira, 29 outubro 2012

Quando minha filha Clara ainda era um toquinho de gente, com menos de 3 anos, ganhou dos avós o livro “M de Monet”. Foi amor à primeira imagem. Ela sentava no colo do avô e ficava literalmente impressionada com a ponte, com o lago, com as pequenas flores das Ninfeias. Daí pra frente, todos os livros para criança com Monet que meus pais encontravam, no Brasil ou em viagens no exterior, traziam para ela. Perdi as contas de quantas vezes a pequena Clara assistiu ao DVD “Lineia no jardim de Monet”.

Mês passado, estivemos em São Paulo e, como não poderia deixar de ser fomos na exposição “Impressionismo: Paris e a Modernidade”. São 85 obras vindas direto do Museu d’Orsay, de Paris. Bem montada, bem organizada, bem iluminada, a mostra é imperdível.

Mas o melhor de tudo foi presenciar o deslumbramento da minha filha, agora com 11 anos, diante da verdadeira ponte pintada por Monet. A real, a pincelada por ele, pelo mestre. “Uau” foi o que ela conseguiu dizer. E ficou ali, diante de “O lago da Ninfeias – Harmonia verde” por uns bons minutos, emocionada, fundindo seu olhar com o conjunto de manchas esverdeadas.

"O lago das Ninfeias - Harmonia Verde", de Claude Monet, está no Rio de Janeiro

Agora, depois de sair de São Paulo, a exposição chegou ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) do Rio de Janeiro, na minha opinião um espaço até melhor do que o paulista, pois é mais amplo, mais horizontal. Logo nos primeiros dias, as filas já foram enormes e, assim como em SP, no final de semana de estreia da mostra aconteceu a chamada virada impressionista, com a exposição gratuita aberta ininterruptamente das 9h de sábado (27) às 21h de domingo (28). Além de Monet, Cézanne, Manet, Gauguin, Renoir e Van Gogh são alguns dos pintores que sobem pelas paredes.

“Impressionismo: Paris e a Modernidade” fica no Rio até 13 de janeiro. Vale muito a pena conferir. Você vai ter a impressão de que para ir do Brasil até Paris basta atravessar uma ponte. (Paula Taitelbaum)