Posts Tagged ‘Millôr definitivo a bíblica do caos’

Millôr está na moda

sexta-feira, 8 setembro 2017

A marca carioca de roupas e calçados Reserva lançou uma nova coleção de camisetas com frases de Millôr Fernandes. Os temas escolhidos têm tudo a ver com o momento atual do Brasil. São aforismos centrados na política nacional que parecem ter sido escritos hoje. No entanto, foram criados por Millôr há cerca de 30 anos e se encontram no livro Millôr definitivo – A bíblia do caos que a L&PM publica em diferentes formatos.

Conheça algumas das frases das camisetas. E se quiser ver todas, clique aqui.

CAMISETA 2 MILLOR

CAMISETA FRANK MILLOR

CAMISETA TERRA A VISTA MILLOR

CAMISETA PRIVATIZACAO BRANCA MILLOR

CAMISETA VELHINHA MILOR

É a segunda vez que a Reserva lança uma linha temática de Millôr e, além de serem comercializadas no site da marca, as novas camisetas também estão à vendas nas lojas do Shopping Leblon e Rio Sul.

Camiseta exposta em loja do Shopping Leblon

Camiseta exposta em loja do Shopping Leblon

A Reserva sempre teve inúmeros motivos para admirar Millôr Fernandes. Um artista brasileiro com orgulho, como a gente. Com uma opinião forte, como a gente. E às vezes polêmico, como a gente. Com tantas semelhanças, resolvemos transformar nossa admiração em trabalho: assim nasceu a parceria Reserva + Millôr. Com um inconfundível tom de crítica, os desenhos e frases permanecem surpreendentemente atuais, graças ao talento atemporal do mestre Millôr. (Mensagem da Reserva em seu site)

O assunto é… as prisões do Rio de Janeiro

segunda-feira, 29 novembro 2010

Neste final de semana, o mundo inteiro voltou seus olhos para o Rio de Janeiro. Tanto que a capital fluminense chegou ao primeiro lugar nos “trending topics” (assunto mais comentado) no Twitter. Aproveitando o momento, separamos aqui um pequeno trecho de Millôr definitivo, a Bíblia do caos, escrito pelo carioca Millôr Fernandes há alguns anos:

“As autoridades encarregadas da segurança do Rio repetem enfadonhamente sua impossibilidade de enfrentar aquilo que outrora se chamava crime. Por falta de homens, de material, de prisões. Quanto à falta de homens, não sei; nem quanto à falta de material. Mas nossas prisões, as que conheço, são as melhores do mundo. Nosso sistema carcerário pode mesmo ser considerado sem par. Estive em várias de nossas prisões ultimamente: são locais bem protegidos, de guardas e vigilantes bem arrumados e bem pagos; boas instalações, portas pesadas e com os mais modernos sistemas de controle e segurança. As pessoas aí confinadas vivem bem, e se alimentam magnificamente. Reclamam apenas das saídas, cada vez mais difíceis; só lhes é permitido tomar sol e fazer uns exercícios em quadras polivalentes. Quando tentam, porém, querem escapar ao confinamento, chegam à rua, são agredidas, violentadas ou mesmo mortas, sem qualquer explicação ou julgamento. De qualquer forma, repito, nossas prisões são tão boas que, na Barra da Tijuca, o custo de uma delas, tipo condomínio, atualmente é 500.000 dólares”.

A Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, antes das "prisões" invadirem o local

Nos últimos dias, ao contrário de quando o texto foi escrito, vimos o Rio de Janeiro tem homens e materiais. Agora só resta saber se as prisões mudaram…