Lê “O lírio do vale”, e morre…

Um beijo roubado a uma condessa numa festa popular. O jovem Félix Vandenesse fica enfeitiçado pelo sabor divino que fica impregnado na sua boca. Inicia-se então uma profunda ligação platônica (!) entre os dois, pois a condessa ama o rapaz, mas não quer trair o conde. Vá entender as mulheres… Mas eu não vou contar O lírio do Vale, de Balzac, que a L&PM está reeditando numa tradução magnífica de Rosa Freire d’Aguiar. Para aguçar a curiosidade do leitor, eu vou transcrever aqui esta preciosidade que é um bilhete de Monteiro Lobato ao seu amigo Godofredo Rangel sobre essa obra:

“(…) só tenho um conselho a dar-te: lê O lírio do vale e depois varre de tua cabeça o alfabeto, para que nenhum livro venha a profanar esta leitura suprema e última. Lê O lírio, Rangel, e morre. Lê O lírio, e suicida-te, Rangel. Se não tens aí, posso mandar-se o meu – e junto o revólver.” (IPM)

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