O triste fim de Friedrich Nietzsche

Melancólico e solitário, Nietzsche foi atormentado pelo fantasma da doença mental de seu pai e acabou acometido do mesmo mal.

Durante o verão de 1900, seu estado de saúde se agravou por causa de uma bronquite que evoluiu para doença pulmonar. Vítima de apoplexia, Friedrich Nietzsche morreu às onze e meia da manhã de um sábado, 25 de agosto, aos 54 anos.

Ainda que suas dores físicas tenham sido a origem e a causa de seu isolamento exterior, é no sofrimento psíquico que se deve buscar as raízes de seu individualismo exaltado: foi  ele que levou Nietzsche a ressaltar o caráter único de uma solidão como a sua. A história desse homem “único” é, do começo ao fim, uma biografia da dor e não tem nenhum ponto comum com qualquer individualismo geral, uma vez que seu conteúdo não provém do “contentamento de si mesmo”, mas da força com que Nietzsche consegue “suportar a si mesmo”. Acompanhar as alternâncias dolorosas de ascensão e declínio que demarcam seu desenvolvimento intelectual é reler toda a história dos ferimentos que ele se inflingiu. “Esse pensador não precisa de ninguém que o refute: para tanto ele se basta”. Essas palavras audaciosas que Nietzsche emprega acerca de sua própria filosofia escondem uma luta heroica, longa e dolorosa consigo mesmo. (Lou Andreas-Salomé sobre Nietzsche – Em Nietzsche, Dorian Astor, Série Biografias L&PM)

Este impressionante vídeo traz cenas de Nietzsche, captadas em 1900:

A L&PM tem uma série inteira dedicada a Nietzsche. Clique aqui para ver.

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