Dostoiévski por Visconti

Numa iluminada noite de primavera, à beira do rio Fontanka, um jovem sonhador se depara com uma linda mulher que chora. São Petesburgo está mergulhada em mais uma de suas noites brancas, fenômeno que as faz parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. Em apenas quatro noites, o tímido rapaz e a misteriosa Nástienhka passam a se conhecer como velhos amigos, mas algo vem atrapalhar o desenrolar romântico desse fugaz encontro…

Esta é a sinopse de “Noites Brancas“, história de Fiodor Dostoiévski que faz parte do ciclo de obras que ele criou após amargar uma forte desilusão amorosa e que foi a última escrita antes da prisão e do período de exílio na Sibéria.

Em 1957, “Noites Brancas” foi adaptada para o cinema pelo diretor italiano Luchino Visconti com Marcello Mastroianni e Maria Schell. O filme, com trilha sonora de Nino Rota, levou o Leão de Prata no festival de Veneza daquele ano. 


 
A TV brasileira também assistiu a uma adaptação da obra de Dostoiévski. “Noites Brancas” virou especial da Globo em 1973 com Francisco Cuoco e Dina Sfat nos papéis principais e a direção de Oduvaldo Viana Filho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *