Joe Kubert na Enciclopédia dos Quadrinhos

O desenhista Joe Kubert, que morreu neste domingo, dia 12 de agosto, aos 85 anos, também está na Enciclopédia dos quadrinhos, de Goida e André Kleinert. Em homenagem a ele, aí vai o texto na íntegra:

KUBERT, Joe
Estados Unidos (1926)

Tarzan teve desenhistas ótimos – Hal Foster, Burne Hogart, Bob Lubbers, Russ Manning – mas gostamos, principalmente, da interpretação que Kubert deu ao personagem de Edgar Rice Burroughs. Para os comic books, Joe criou histórias de Tarzan onde o dimensionamento espaço/dinâmica ganhou novos horizontes. Foi talvez o melhor trabalho que Kubert realizou nas suas múltiplas atividades para os quadrinhos. Desde 1943 na profissão, ele desenhou, roteirizou e editou principalmente revistas, mas também passou pelas tiras diárias, com a criação de uma série lamentavelmente inédita no Brasil, “Green Barets” (Os boinas verdes), realizada entre 1966/67 para o Chicago Tribune-New York News Syndicate. Além de toda essa atividade, Joe Kubert ainda ilustrou centenas de capas para as publicações da DC Comics, exemplos marcantes de dramaticidade e apelo para a venda. Kubert dedicou-se também à formação de novos desenhistas.

Vejam só alguns personagens dos comic books que ganharam o talento de Kubert: Dr. Fate, Hawkman, Flash, Wildcat, Viking Pince, Sea Devils, Firehair, Thor, Phanton Lady, Tomahawk, Korak, Son of Tarzan e até mesmo Superman. Foi, entretanto, nas histórias de guerra editadas pela DC que o talento de Kubert nos comics books soltou-se mais, começando por Enemy Ace (história de aviação, Primeira Guerra Mundial, onde um dos personagens era o famoso Barão Vermelho) e, principalmente, Sgt. Rock of Easy Co. (O sargento Rock da Companhia Moleza), criação original de Robert Kanigher (roteiros) e que também teve desenhos de Ross Andru, Mike Esposito e outros.

Além de continuar desenhando personagens da Marvel (Thor) e da DC (Johnny Clond, O soldado desconhecido), Kubert ainda achou tempo para criar Abraham Stone (Marvel, com mais de cem páginas), uma trama social-realista, nunca publicada no Brasil. Também inéditas ficaram as aventuras do Justiceiro (Marvel, 1994) e Rio de Sangue, a partir de um roteiro de Chuck Dixon. Pela Dark Horse, em álbum, veio Fax From Sarajevo (1996), longa história baseada em fatos reais passados na Bósnia, inédita no Brasil. Para a série “Tex Gigante”, da Bonelli, Kubert desenhou uma obra-prima roteirizada por Claudio Nizzi, O cavaleiro solitário (Mythos, 2002). Também tivemos lançados no Brasil outros trabalhos de Kubert, como Ás inimigo (Opera Graphica, 2005 – com roteiro de Brian Azzarello) e Sargento Rock – a profecia (Panini, 2009).

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  1. Osni Winkelmann disse:

    Infelizmente há um erro grosseiro no texto. Kubert não criou THOR, personagem da Marvel que virou filme.

    Ele criou TOR um personagem pré-histórico, para a DC, companhia para a qual trabalhou a maior parte de sua vida.

    http://www.tradereadingorder.com/blog/review-tor-vol-1/

  2. Webston Moura disse:

    Aos dez anos de idade, li o número 1 de Tarzan, uma reedição que era vendida até pelo correio. Nunca esqueci do quanto me maravilhei com o modelo da revista e a descoberta de como a história começou.

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