A última carta do músico do Titanic

No ano em que a tragédia do Titanic completa 100 anos, vários resquícios da fatídica viagem vêm a tona e ganham ainda mais valor como registro do acidente que marcou a história do século 20. E pelo jeito, o valor monetário cresce na mesma medida: uma carta escrita pelo líder da banda que tocava no Titanic foi vendida por 154.974 dólares em um leilão on-line na semana passada.

O músico Wallace Hartley enviou a carta a seus pais na Inglaterra no dia 11 de abril de 1912 durante a parada do navio em Queenstown, na Irlanda. Dias depois, em 15 de abril, o Titanic bateria em um iceberg e afundaria deixando 1.517 mortos. “Temos uma boa banda e os garotos parecem muito legais”, escreveu Harley na carta, prometendo visitar os pais no domingo seguinte à sua volta.

Ele aparece no livro O crepúsculo da arrogância, em que Sergio Faraco reconta o acidente minuto a minuto. No dia 15 de abril, às 0h15, a tragédia já tinha acontecido, mas o capitão ordenou que a música não parasse:

15 de abril, 0h15min

A bordo, os passageiros circulam como sonâmbulos, e tal atmosfera de irrealidade se adensa quando, por ordem do capitão, o conjunto de Wallace Hartley começa a tocar peças do ragtime na sala de estar da Primeira Classe, entre elas Alexander’s ragtime band e Great big beautiful doll. Mais tarde, vai transferir-se para o convés dos barcos, tocando junto à porta de bombordo da grande escadaria da proa.

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