Millôr Fernandes (1923 – 2012)

Ivan Pinheiro Machado

Primeiro, eu fazia parte da imensa legião dos admiradores de Millôr. O mágico das palavras e do traço. Depois fui seu editor, seu amigo e passei a admirá-lo mais ainda. Foi meu padrinho de casamento no começo da década de 80. Foi a única vez que o vi engravatado. Millôr falava muito e dizia coisas brilhantes. E se calava para ouvir seu interlocutor atentamente. Era delicado, gentil e amigo. Muitos de seus bilhetes acabavam com a saudação, “fra-paternalmente, o Millôr”. O Paulo Lima e eu tivemos o privilégio de uma convivência de quase 40 anos com Millôr Fernandes.  Ele era bem mais velho do que nós. E a partir de um certo tempo passamos a temer este momento. E Millôr se foi ontem às 21 horas, aos 88 anos, depois de uma longa agonia. Seu filho, Ivan Fernandes, me disse que no final ele se foi suavemente, sem sofrimento. Esta é a dura e terrível realidade da vida; ela acaba. Leva os queridos e ficamos nós. Com esta dor no peito, este nó na garganta e esta saudade do homem, do amigo e do imenso artista que se foi.

Segundo informou a família de Millôr, o velório está marcado para quinta-feira, dia 29 de março, das 10h às 15h no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju.

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  1. Anonymus Gourmet disse:

    Ivan:
    Magnífico o teu generoso registro sobre o Millor. Vale o comentário de Marco Antonio diante do esquife de Cesar: “Como ele, outro haverá?”
    Abraços, J.A.

  2. Vera disse:

    Lindo texto, linda homenagem, sei o quanto ele gostava de vcs.

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