Verbete de hoje: Mort Drucker

 

Com o lançamento da nova Enciclopédia dos Quadrinhos“, de Goida e André Kleinert, o Blog L&PM publicará, nos domingos, um verbete do livro. O verbete de hoje é Mort Drucker (1929)

Nos últimos anos, raro foi o filme ou série de TV de sucesso não caricaturizado por Mort Drucker nas páginas da revista Mad. No início, seu estilo ainda poderia lembrar algo de outro grande artista colaborador da Mad, Jack Davis. A continuidade de seu trabalho, entretanto, foi limpando qualquer influência estranha. Quem tentou imitar Mort, por exemplo, foi um artista menor da Mad, Ângelo Torres. Com roteiros de Dick de Bartolo e Stan Hart, Mort muitas vezes em suas sátiras misturava elementos (por exemplo, Sean Connery aparecendo num filme de James Bond interpretado por Roger Moore), com resultados hilariantes. Sua capacidade de caricaturar figuras do mundo do cinema, da TV e da vida sociopolítica-cultural norte-americana foi impressionante. Mesmo no caso de filmes considerados clássicos e sérios (como 2001, Perdidos na noite, Quem tem medo de Virgina Woolf? ou Platoon), o trabalho de Mort é tão criativo e engraçado que a gente acabava perdoando sua irreverência iconoclasta. Mort Drucker, antes de se tornar colaborador quase exclusivo da Mad, desenhou, entre 1948 e 1956, os quadrinhos de Abott e Costello.

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