﻿{"id":9817,"date":"2011-07-29T11:38:34","date_gmt":"2011-07-29T14:38:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=9817"},"modified":"2011-07-29T14:18:41","modified_gmt":"2011-07-29T17:18:41","slug":"as-ultimas-palavras-de-van-gogh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=9817","title":{"rendered":"As \u00faltimas palavras de Van Gogh"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<div id=\"attachment_9820\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/vangogh_Gachet.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9820\" class=\"size-full wp-image-9820  \" title=\"vangogh_Gachet\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/vangogh_Gachet.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/vangogh_Gachet.jpg 500w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/vangogh_Gachet-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9820\" class=\"wp-caption-text\">Van Gogh pintou o &quot;Retrato do Dr. Gachet&quot; um m\u00eas antes de morrer<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era madrugada do\u00a0dia 29 de julho de 1890 e Th\u00e9o estava deitado ao lado do irm\u00e3o no leito do hospital. Vincent fumava seu cachimbo tranquilamente e parecia bem, apesar de fraco. Dois dias antes, tinha disparado um tiro contra o pr\u00f3prio peito, que desviou e se alojou na virilha. O Dr. Gachet foi chamado \u00e0s pressas, mas n\u00e3o conseguiu retirar a bala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim que soube do &#8220;incidente&#8221;, Th\u00e9o veio ao encontro do irm\u00e3o, mas ele estava decidido a morrer. Por volta da 1h30 do dia 29 de julho, Vincent Van Gogh murmura suas \u00faltimas palavras: &#8220;Quero ir embora&#8221;, e morre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Van Gogh guardava consigo uma carta, a\u00a0\u00faltima das <em><a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=945491&amp;ID=505538\" target=\"_blank\">Cartas a Th\u00e9o<\/a><\/em>:<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><em>Meu caro irm\u00e3o,<\/em><\/p>\n<p><em>Obrigado por sua gentil carta e pela nota de cinquenta francos que ela continha. J\u00e1 que as coisas v\u00e3o bem, o que \u00e9 o principal, por que insistiria eu em coisas de menor import\u00e2ncia? Por Deus! Provavelmente se passar\u00e1 muito tempo antes que se possa conversar de neg\u00f3cios com a cabe\u00e7a mais descansada.<\/em><\/p>\n<p><em>Os outros pintores, independente do que pensem, instintivamente mant\u00eam-se \u00e0 dist\u00e2ncia das discuss\u00f5es sobre o com\u00e9rcio atual.<\/em><\/p>\n<p><em>Pois \u00e9, realmente s\u00f3 podemos falar atrav\u00e9s de nossos quadros. Contudo, meu caro irm\u00e3o, existe isto que eu sempre lhe disse e novamente voltarei a dizer com toda a gravidade resultante dos esfor\u00e7os de pensamento assiduamente orientado a tentar fazer o bem tanto quanto poss\u00edvel &#8211; volto a dizer-lhe novamente que sempre o considerarei como algu\u00e9m que \u00e9 mais que um simples mercador de Corots, que por meu interm\u00e9dio participa da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o de certas telas, que mesmo na derrocada conserva sua calma.<\/em><\/p>\n<p><em>Pois assim \u00e9, e isto \u00e9 tudo, ou pelo menos o principal que eu tenho a lhe dizer num momento de crise relativa. Num momento em que as coisas est\u00e3o muito tensas entre <\/em>marchands<em> de quadros de artistas mortos e de artistas vivos.<\/em><\/p>\n<p><em>Pois bem, em meu pr\u00f3prio trabalho arrisco a vida e nele minha raz\u00e3o arruinou-se em parte &#8211; bom -, mas pelo quanto eu saiba voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 entre os mercadores de homens, e voc\u00ea pode tomar partido, eu acho, agindo realmente com humanidade, mas, o que \u00e9 que voc\u00ea quer?<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Van Gogh est\u00e1 contada nas centenas de <em><a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=945491&amp;ID=505538\" target=\"_blank\">Cartas a Th\u00e9o<\/a><\/em> e tamb\u00e9m no c\u00e9lebre <em><a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=945491&amp;ID=619252\" target=\"_blank\">Antes &amp; Depois<\/a><\/em>, mem\u00f3rias de <a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=842246\" target=\"_blank\">Paul Gauguin<\/a> onde o\u00a0pintor\u00a0narra\u00a0em detalhes o c\u00e9lebre epis\u00f3dio em que Van Gogh corta sua pr\u00f3pria orelha. Ambos os livros publicados na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era madrugada do\u00a0dia 29 de julho de 1890 e Th\u00e9o estava deitado ao lado do irm\u00e3o no leito do hospital. Vincent fumava seu cachimbo tranquilamente e parecia bem, apesar de fraco. Dois dias antes, tinha disparado um tiro contra o pr\u00f3prio peito, que desviou e se alojou na virilha. 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