﻿{"id":9662,"date":"2011-07-24T09:00:07","date_gmt":"2011-07-24T12:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=9662"},"modified":"2011-07-22T15:26:43","modified_gmt":"2011-07-22T18:26:43","slug":"autor-de-hoje-machado-de-assis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=9662","title":{"rendered":"Autor de hoje: Machado de Assis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_machado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9661 aligncenter\" title=\"topo_machado\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_machado.jpg\" alt=\"\" width=\"468\" height=\"63\" \/><\/a><\/p>\n<p>Rio de Janeiro, Brasil, 1839 &#8211; \u2020\u00a0Rio de Janeiro, Brasil, 1908<\/p>\n<p>De origem humilde, era t\u00edmido, pobre, mulato e \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e. Trabalhou muito cedo como aprendiz de tip\u00f3grafo e estreou como poeta no jornal A Marmota, empregando-se, logo a seguir, na Imprensa Nacional. Convidado por Quintino Bocai\u00fava, passou a colaborar no Di\u00e1rio do Rio de Janeiro, no qual publicou contos e cr\u00f4nicas. Produziu ainda poemas, pe\u00e7as teatrais, ensaios e romances. O p\u00fablico e a cr\u00edtica, desde cedo, consagraram o escritor, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e o seu primeiro presidente. Suas obras s\u00e3o perpassadas por um fino humor e uma ironia amarga. Nelas a eleg\u00e2ncia do estilo se completa com a corre\u00e7\u00e3o da linguagem. Em suas narrativas encontra-se a tend\u00eancia \u00e0 an\u00e1lise psicol\u00f3gica das personagens, aliada \u00e0 vis\u00e3o dos costumes da \u00e9poca e \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o. Leitor dos grandes autores, sua obra documenta a presen\u00e7a do homem na sociedade brasileira do Segundo Imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>OBRAS PRINCIPAIS: <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=715351\" target=\"_blank\">Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/a><\/em>, 1881; <em>Pap\u00e9is avulsos<\/em>, 1882; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=747731\" target=\"_blank\">Quincas Borba<\/a><\/em>, 1891; <em>V\u00e1rias hist\u00f3rias<\/em>, 1896; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=746264\" target=\"_blank\">Dom Casmurro<\/a><\/em>, 1900; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=835294\" target=\"_blank\">Memorial de Aires<\/a><\/em>, 1908<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\">MACHADO DE ASSIS por Patr\u00edcia Lessa Flores da Cunha<\/span><\/p>\n<p>A vida repleta de dificuldades e conquistas de Joaquim Maria Machado de Assis registra a trajet\u00f3ria, at\u00e9 certo ponto t\u00edpica, do escritor do s\u00e9culo XIX: autor de uma profus\u00e3o de romances, novelas, contos, obras teatrais, ensaios, poesias, resenhas, cr\u00f4nicas pol\u00edticas, que foi tamb\u00e9m tip\u00f3grafo, rep\u00f3rter, diretor de uma revista, candidato a cargo p\u00fablico, fundador e primeiro presidente da academia de letras de seu pa\u00eds. A atividade liter\u00e1ria profissional de Machado de As sis estendeu-se de 1858 a 1906, distribu\u00edda entre os v\u00e1rios jornais e seman\u00e1rios da cidade do Rio de Janeiro em que teve atua\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica regular.<\/p>\n<p>Em seus escritos, Machado foi um observador implac\u00e1vel e determinado das injusti\u00e7as \u2013 sociais, econ\u00f4micas, culturais \u2013 e, sobretudo, das mis\u00e9rias humanas que formavam o cotidiano da sua \u00e9poca. Um realista, engajado com a realidade, que mostrou por inteiro, utilizando-se, paradoxalmente, da ambiguidade e da dissimula\u00e7\u00e3o para produzir um texto surpreendente e marginal, revelando um mundo bifronte e enigm\u00e1tico, sob a aparente neutralidade das hist\u00f3rias convencionais, que todos podiam ler.<\/p>\n<p>Fiel \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o abusar da cor local, soube expressar um brasileirismo interior, discreto, di verso daquele que grassava, de modo ostensivo, em obras de artistas seus contempor\u00e2neos, mas, nem por isso, menos aut\u00eantico, e com certeza mais original. Sem desprezar o passado, olhou atentamente o presente, detendo-se e inspirando-se na realidade social e psicol\u00f3gica que o cercava para atingir a sensibilidade das gera\u00e7\u00f5es futuras, entre leitores e escritores que viessem a perceber, com maior acuidade, as nuances do seu projeto de literatura e pensamento nacional. Nesse sentido, cabia demonstrar, para si e para o seu caro leitor, transformado em pe\u00e7a-chave para a cabal realiza\u00e7\u00e3o desse empreendimento ficcional, qual era o sentimento \u00edntimo que determinava a nacionalidade do fazer liter\u00e1rio.<\/p>\n<p>Lidando preferencialmente com situa\u00e7\u00f5es e caracteres, f\u00f3rmula gen\u00e9rica que buscou sempre aperfei\u00e7oar a cada incurs\u00e3o sua na mat\u00e9ria ficcional, Machado de Assis comp\u00f4s, atrav\u00e9s de sua escritura, um retrato progressivo, por\u00e9m indefect\u00edvel, da forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, a partir do momento hist\u00f3rico da sua afirma\u00e7\u00e3o como entidade supostamente aut\u00f4noma. Conseguiu, assim, fixar a cara cambiante do cidad\u00e3o brasileiro, diante da virada do s\u00e9culo, expondo-o nos instantes banais e corriqueiros do dia \u2013 e da noite \u2013 de um Rio de Janeiro que se metamorfoseava em capital dos tr\u00f3picos, de modelo europeu, mas de face e fundo bem brasileiros. Optando pela sugest\u00e3o ir\u00f4nica e sutilmente complacente como modo de escrever, revelou, na dubiedade da farsa, todas as mazelas, mis\u00e9rias, sonhos e esperan\u00e7as pr\u00f3prias do indiv\u00edduo que precisava e queria, enfim, sobreviver intelectual, f\u00edsica e culturalmente, em meio a uma realidade desafiante, em processo de autoconstitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre suas obras, destacam-se o ensaio \u201cInstinto de Nacionalidade \u2013 Not\u00edcia de Literatura Brasileira\u201d, publicado inicialmente em Nova York em 1972, e as edi\u00e7\u00f5es dos romances <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=917363\" target=\"_blank\">Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/a> <\/em>(1872), <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=519461\" target=\"_blank\">A m\u00e3o e a luva<\/a><\/em> (1874), <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=508351\" target=\"_blank\">Helena<\/a><\/em> (1876), <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=715351\" target=\"_blank\"><em>Mem\u00f3rias <\/em><em>p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em> <\/a>(1881), <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=747731\" target=\"_blank\"><em>Quincas Borba<\/em> <\/a>(1891), <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=746264\" target=\"_blank\">Dom Casmurro<\/a><\/em> (1899), <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=835294\" target=\"_blank\"><em>Memorial de Aires<\/em> <\/a>(1908), e dos livros de contos <em>Hist\u00f3rias da meia noite<\/em> (1873), <em>Pap\u00e9is avulsos<\/em> (1882), <em>V\u00e1rias hist\u00f3rias<\/em> (1896), <em>P\u00e1ginas recolhidas<\/em> (1899), <em>Rel\u00edquias da <\/em><em>casa velha<\/em> (1906), entre outros.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 1839 &#8211; \u2020\u00a0Rio de Janeiro, Brasil, 1908 De origem humilde, era t\u00edmido, pobre, mulato e \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e. Trabalhou muito cedo como aprendiz de tip\u00f3grafo e estreou como poeta no jornal A Marmota, empregando-se, logo a seguir, na Imprensa Nacional. 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